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A Última Casa: Um Thriller Claustrofóbico em Crise

A Última Casa: Um Thriller Claustrofóbico em Crise

A Última Casa: Uma Análise Crítica

Ao assistir A Última Casa, novo filme original da Netflix, é notável como as produções da plataforma parecem seguir um padrão. Projetos encomendados com base em fórmulas de sucesso, como os filmes de ação inspirados em Velozes e Furiosos, dominam a cena. Nesse contexto, A Última Casa, estrelado por Wagner Moura e Greta Lee, surge como uma história de terror derivada da pandemia, tentando emular o sucesso de Caixa de Pássaros. A premissa, embora interessante, não consegue se desenvolver de forma satisfatória sob a direção de Louis Leterrier.

Capa do filme A Última Casa

A história apresenta uma família presa dentro de sua própria casa após uma chuva selar todas as saídas, um cenário que remete aos contos de Stephen King. No entanto, a execução deixa a desejar. Em menos de cinco minutos, o mistério é estabelecido, e o filme se torna vulnerável a erros de continuidade. A edição abrupta e os cortes rápidos desistem de criar um ritmo e cadência, resultando em uma narrativa desorganizada.

Desenvolvimento e Direção

O desenvolvimento dos personagens e da trama é superficial e instantâneo, não acompanhando a pretensão de ser um thriller psicológico e claustrofóbico. O roteiro de Matthew Robinson, que também trabalhou em Amor e Monstros, busca atingir um efeito semelhante ao de Bird Box e filmes de M. Night Shyamalan, traçando alegorias. No entanto, Leterrier carece do domínio e construção necessários para esse tipo de história, resultando em um universo que funciona mais pela coesão e praticidade do que pela profundidade.

Os personagens são introduzidos de forma rápida e sem profundidade. O pai, interpretado por Wagner Moura, é um engenheiro que inventa soluções de sobrevivência de forma conveniente, enquanto a filha, obcecada por folclore e universo submarino, serve apenas para justificar a escolha do visual das criaturas misteriosas. Essas conveniências facilitam a trama, mas tiram a tensão e o suspense do filme.

Análise Final

A Última Casa é um exemplo de como um elenco talentoso pode ser desperdiçado com um roteiro que tenta, mas não consegue, abraçar uma alegoria pandêmica inspirada em outros títulos do gênero. A direção de Louis Leterrier não olha para o que o cinema tem a dizer sobre a mistura de ficção científica, terror e drama, resultando em um filme que surpreende por ter sido escolhido para comandar uma história que um diretor como Shyamalan não daria resposta.

Em resumo, A Última Casa é um thriller claustrofóbico que, apesar de sua premissa interessante, falha em entrega devido à sua direção e desenvolvimento superficial. Com uma edição desorganizada e personagens mal desenvolvidos, o filme não consegue criar a tensão e o suspense necessários para um thriller psicológico de sucesso.

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