Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra
Crítica | Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra

Alguns filmes de terror conseguem ser tão ruins que se tornam bons, e acabam virando clássicos trash. Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra (The Mouse’s Trap) 2024 tenta emplacar por esse caminho, mas falha miseravelmente e é apenas um filme ruim.

test-1.00_57_59_02.Still033-1024x436 Crítica | Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra
(Imagem Promocional: Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra – A2 Filmes)

Enredo

O enredo de Mouse Trap mais parece uma série de esquetes que uma história amarada e coesa, no fim tudo se torna uma desculpa para o assassino ter as vitimas a sua mercê e assim seguir de uma cena de morte para a próxima, tudo isso com um passo demasiadamente arrastado e um pouco estranho. A história fica pulando do presente para o passado. Onde no presente temos uma sobrevivente de um massacre, Rebecca (Mackenzie Mills) contando sua história em uma delegacia que mais parece ter sido feita de papelão. Já no Passado acompanhamos a personagem Alex (Sophie McIntosh) que trabalha em um fliperama no turno da noite, e é surpreendida pelos seus amigos que organizaram uma festa de aniversário surpresa para ela. Tudo ia bem até que um assassino com máscara de Mickey Mouse começa a matar um a um todos os convidados.

test-1.00_51_54_15.Still028-1024x436 Crítica | Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra
(Imagem Promocional: Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra – A2 Filmes)

Arte

O filme mais parece um projeto universitário, que um longa metragem comercial. Os cenários são todos precários e claramente filmados em um fliperama que a produção conseguiu alugar durante a noite. A iluminação é quase inexistente, como já esperado nesse tipo de filme. A caracterização do longa também é muito fraca, sendo o destaque a máscara do assassino, que em um primeiro momento parece se tratar de algo proposital para criar uma comédia de terror e enfatizar os clichês do gênero nos clássicos dos anos 80 e 90, mas ao longo do filme isso é colocado em dúvida pois tudo parece se levado a sério de mais, com exceção de uma meta piada ou outra, perdidas ao longo de uma hora e vinte minutos de um filme que passa a maior parte do tempo se levando a sério de mais.

Scene-44-48-all.00_05_30_00.Still004-1024x436 Crítica | Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra
(Imagem Promocional: Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra – A2 Filmes)

Som

O som de Mouse Trap se resume ao barulho de fundo de um fliperama em repetição por mais de uma hora. Na metade do filme você já vai estar incomodado com isso no mesmo nível da jukebox de bar que sempre toca a mesma música ou do jingle do caminhão do gás. Além dos efeitos de fundo irritantes, pouca coisa se destaca no quesito sonoro aqui. Sendo que uma das decisões estranhas do longa é dar voz ao Mickey Mouse assassino, porém a voz do personagem não tem nada a ver com o personagem animado que conhecemos e amamos e mais parece uma mistura de Perna Longa com o assassino do filme Pânico.

test-1.00_45_48_05.Still022-1024x436 Crítica | Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra
(Imagem Promocional: Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra – A2 Filmes)

Atuações

Você dificilmente verá algum desses atores ganhando um Oscar no futuro, e bem na verdade você dificilmente verá alguns deles fazendo outros filmes. O nível de atuação aqui beira o amador, e flerta com o cômico involuntário. São todas atuações canastronas, inclusive do vilão que teria o papel mais fácil por estar atrás de uma máscara, mas que consegue entregar uma atuação tão forçada e robótica que ao invés de risos só provoca vergonha alheia. O destaque aqui fica para Simon Phillips que consegue fracassar três vezes no mesmo filme, fracassa como escritor (crédito esse, que parece dividir com alguma IA), fracassa como Dono do fliperama Tim Collins e fracassa também como Mickey Mouse Assassino.

Scene-60-62.00_30_31_01.Still009-1024x436 Crítica | Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra
(Imagem Promocional: Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra – A2 Filmes)

Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra é apenas mais um filme da leva de projetos sem alma e preguiçosos, que pega personagens populares que entraram em domínio público e transfigura eles para tentar chamar a atenção. Esse tipo de filme já perdeu o efeito chocante e a novidade, e na verdade já está se tornando enfadonho. Muitas coisas poderiam ter sido feitas aqui para destacá-lo ou torná-lo uma experiência singular, a premissa de ser uma comédia de terror parece interessante à primeira vista, mas a verdade é que o longa se leva a sério de mais para ser uma comédia e é cômico de mais para ser terror. No fim vemos claramente que o verdadeiro monstro é a lei de direitos autorais norte americana, que permitiu que personagens infantis como Mickey Mouse e Ursinho Pooh se tornassem protagonistas de filmes slasher caça-niqueis.

Trailer

Trailer | Lobisomem, novo longa de terror da Blumhouse

Universal Pictures divulgou o primeiro trailer de Lobisomem (Wolf Man), que foi exibido com exclusividade durante painel na New York Comic Con (NYCC). O longa, diDirigido por Leigh Whannell, de O Homem Invisível, este longa é uma nova versão de um clássico do terror, trazendo de volta um personagem icônico do gênero. A estreia está marcada para 16 de janeiro de 2025. Confira o vídeo:

A produção, estrelada por Christopher Abbott, a vencedora do Emmy Julia Garner, Matilda Firth e Sam Jaeger, acompanha a história de Blake, um marido e pai de São Francisco, que herda a casa de infância na zona rural isolada do Oregon após o desaparecimento e presumida morte de seu pai. Reconhecendo o desgaste em seu casamento com a enérgica Charlotte, Blake sugere que tirem um tempo da cidade e façam uma viagem relaxante, aproveitando para visitar a propriedade com sua filha pequena, Ginger. Mas, ao se aproximarem da fazenda ao anoitecer, a família é atacada por uma criatura invisível e, em uma tentativa de sobrevivência, se refugia dentro da casa, construindo uma barricada para se proteger enquanto a criatura continua rondando a área.

Crítica | Pisque Duas Vezes

(Contém Spoilers)

“Pisque Duas Vezes” é um suspense psicológico que tenta misturar mistério e terror, mas acaba falhando em sua execução. Com uma trama promissora, o filme se perde em reviravoltas previsíveis e diálogos fracos. Dirigido por Robert Stone, o longa tenta criar uma atmosfera tensa, mas a narrativa dispersa e o ritmo lento prejudicam o impacto final.

O filme começa com uma proposta intrigante: uma jovem chamada Emily, interpretada por Lily Collins, recebe uma mensagem misteriosa. “Pisque duas vezes se precisar de ajuda” é o ponto de partida de um jogo perigoso de ilusões e segredos. A ideia de que alguém a está observando constantemente cria um certo suspense, mas o filme falha em manter essa tensão.

Pisque-Duas-Vezes-2-1024x598 Crítica | Pisque Duas Vezes

À medida que a trama avança, a narrativa se arrasta sem grandes revelações. Emily começa a desconfiar de todos ao seu redor, mas o roteiro insiste em prolongar a dúvida sem fornecer pistas ou evoluções significativas. Isso cansa o espectador, que fica à espera de uma virada significativa que demora a chegar.

Além de Emily, outros personagens centrais, como seu namorado Jack (Sam Claflin) e sua melhor amiga Chloe (Elle Fanning), não têm desenvolvimento suficiente. Jack se mostra um parceiro superficial e previsível, enquanto Chloe, que deveria ser a confidente de Emily, acaba sendo subutilizada. Suas motivações são fracas e suas ações, previsíveis.

unnamed-1024x576 Crítica | Pisque Duas Vezes

Ao longo do filme, “Pisque Duas Vezes” tenta introduzir reviravoltas para prender o espectador, mas a maioria delas é previsível. O grande mistério em torno da mensagem se desmancha quando descobrimos que o responsável é o próprio Jack, que planeja controlar Emily para roubar sua herança. Essa revelação não surpreende e só evidencia a fragilidade do roteiro.

O clímax do filme ocorre quando Emily finalmente descobre o plano de Jack. No entanto, a cena de confronto entre os dois é decepcionante e sem intensidade emocional. Em vez de um embate psicológico ou físico mais elaborado, o desfecho é previsível e pouco empolgante.

Mesmo sendo um suspense psicológico, o filme não consegue criar tensão suficiente. O uso excessivo de clichês e cenas forçadas de sustos tiram a profundidade do enredo. Além disso, o diretor Robert Stone parece hesitar entre construir uma narrativa mais sutil ou partir para um suspense explícito, resultando em uma mistura pouco coesa.

94015916-b936-44ae-ad0d-2cf0e64f33dd-1024x683 Crítica | Pisque Duas Vezes

Lily Collins faz o que pode com o material que tem em mãos, mas sua personagem, Emily, não tem profundidade suficiente. Sua atuação é convincente em alguns momentos, especialmente quando ela está no limite do colapso emocional, mas o roteiro limitado impede que Collins brilhe como poderia.

A direção de Robert Stone é funcional, mas não inovadora. Ele utiliza os elementos básicos do gênero de suspense, como sombras, silhuetas e jogos de câmera, mas sem grande originalidade. O estilo visual do filme é bem produzido, mas carece de identidade própria.

“Pisque Duas Vezes” tinha uma premissa interessante, mas a falta de profundidade no roteiro e a previsibilidade das reviravoltas resultam em um filme mediano. O potencial para um suspense psicológico envolvente se perde no caminho, e o espectador é deixado com uma sensação de desapontamento.

Onde Assistir Pisque Duas Vezes

“Pisque Duas Vezes” está disponível para assistir no Amazon Prime Video. Embora o filme tenha algumas qualidades visuais e uma boa premissa, ele deixa a desejar em termos de desenvolvimento e tensão.

Crítica | Hellboy e o Homem Torto

Hellboy e o Homem Torto” traz ao público mais uma vez o icônico demônio com um braço de pedra, Hellboy, agora enfrentando um dos vilões mais macabros e perturbadores de sua galeria: o Homem Torto. O filme adapta uma das histórias mais sombrias dos quadrinhos, onde o terror sobrenatural é tratado com uma abordagem ainda mais visceral. Embora a trama traga elementos familiares do universo de Hellboy, este filme se destaca pela sua atmosfera sombria, que mergulha profundamente no horror gótico, resultando em uma narrativa assustadora e inquietante.

hellboy-e-o-homem-torto-critica-destaque-1024x576 Crítica | Hellboy e o Homem Torto

O enredo gira em torno de Hellboy sendo atraído para uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos, onde estranhos acontecimentos estão ligados à figura sinistra do Homem Torto, uma criatura maléfica ressuscitada de antigas lendas. O ritmo do filme é eficiente ao equilibrar o suspense com momentos de ação sobrenatural, permitindo que o espectador se envolva com o mistério que envolve o vilão. No entanto, o verdadeiro destaque está na atmosfera do filme, que constantemente joga com a tensão entre o mundo terreno e o sobrenatural.

A estética visual de “Hellboy e o Homem Torto” é notável. A direção de arte faz um trabalho primoroso ao capturar a sensação do folclore americano, com florestas nebulosas, casas abandonadas e sombras que parecem ganhar vida própria. Os efeitos especiais práticos e a maquiagem dos personagens criam um terror palpável e realista, em vez de recorrer ao CGI excessivo. O Homem Torto, com seu corpo distorcido e sorriso macabro, é um dos monstros mais aterrorizantes já trazidos à tela.

Embora o visual seja um ponto forte, a narrativa, em certos momentos, tropeça. O roteiro, em alguns pontos, depende excessivamente de clichês do gênero de terror, o que tira um pouco da originalidade da história. Os diálogos, por vezes, caem no território do óbvio, deixando pouco espaço para nuances nos personagens secundários. A relação de Hellboy com o vilão poderia ter sido mais desenvolvida, explorando mais profundamente as implicações de suas lutas internas.

20240809-ovicio-hellboy-homem-torto-1024x512 Crítica | Hellboy e o Homem Torto

O elenco, liderado pelo sempre carismático Hellboy, interpretado com robustez e humor sarcástico, faz um trabalho convincente. Sua interação com os personagens humanos, embora limitada, traz os momentos de leveza necessários para equilibrar o tom pesado do filme. O vilão Homem Torto, interpretado com intensidade, é uma presença constante e ameaçadora, mas poderia ter ganhado mais camadas em seu desenvolvimento, especialmente considerando o potencial psicológico de sua figura.

Outro ponto forte do filme é a trilha sonora, que acentua o tom sombrio e melancólico da história. Com influências de música folk e tons mais industriais, a trilha ajuda a criar uma sensação de desespero e tensão em várias cenas cruciais. O design de som também é crucial para o impacto do filme, usando ruídos sutis e ecos distantes para ampliar a sensação de terror iminente.

O filme também toca em temas que exploram o confronto entre o bem e o mal, e a linha tênue entre eles. Hellboy, sendo uma criatura nascida para a destruição, lida com seus próprios demônios internos enquanto enfrenta uma manifestação literal do mal em sua missão. Contudo, esses temas poderiam ter sido explorados de forma mais filosófica, ao invés de serem tratados de maneira superficial.

hellboy-novo-trailer-de-the-crooked-man-promete-uma-versao-mais-sombria-e-aterrorizante-1024x576 Crítica | Hellboy e o Homem Torto

Em termos de adaptação dos quadrinhos, o filme é fiel o suficiente para satisfazer os fãs, mas também toma algumas liberdades que podem desagradar os puristas. A essência do horror gótico de Mike Mignola está presente, mas alguns detalhes da trama parecem simplificados em comparação com a riqueza dos quadrinhos originais. Isso, no entanto, não impede que o filme entregue momentos intensos e cenas que ficarão na memória dos fãs do gênero.

Em conclusão, “Hellboy e o Homem Torto” é um filme visualmente impressionante e eficaz na criação de uma atmosfera de terror. Apesar de tropeços no roteiro e no desenvolvimento de personagens, ele oferece uma experiência intensa para os fãs de Hellboy e amantes de filmes de horror. O vilão memorável e a estética assustadora fazem deste um capítulo digno no universo do demônio de chifres serrados, mesmo que o filme não alcance todo o seu potencial narrativo.

Crítica | A Vingança da Cinderela

Todos nós já conhecemos essa história, principalmente através do filme de contos de fadas apresentado pelo Mickey Mouse. Com o tempo crescemos e descobrimos que a maioria dessas histórias contadas na Disney tem uma origem bem mais macabra e seus finais não são tão agradáveis e felizes, pois são adaptações de contos de terror.

CINDERELLAS_REVENGE_STILLS_140323_0120-1024x683 Crítica | A Vingança da Cinderela

No dia 05 de Setembro chega aos cinemas brasileiros o filme A Vingança da Cinderela, distribuído pela A2 Filmes, com de Andy Edwards e roteiro de Tom Jolliffe.

 A primeira dica nessa crítica é reforçar que o filme tem classificação indicativa de 18 anos, ou seja, não leve as crianças para o cinema achando que vai ver passarinho cantando.

CINDERELLAS_REVENGE_STILLS_140323_0077-1024x683 Crítica | A Vingança da Cinderela

O elenco do núcleo vilanesco fica com Beatrice Fletcher e Megan Purvis (irmãs Josephine e Rachel) e Stephanie Lodge (interpretando a madrasta Katherine)

O longa tem como objetivo recontar essa a história da Cinderela (interpretado por Lauren Staerck), flutuando entre em duas categorias bem interessantes: Fantasia e Terror.

CINDERELLAS_REVENGE_STILLS_170323_0025-1024x683 Crítica | A Vingança da Cinderela

O que desperta o instinto vingativo de Cinderela é uma máscara mágica. Onde já vimos isso antes? Se lembrar deixe nos comentários.

No primeiro e segundo atos, somos apresentados ao lado fantástico do conto. As construções modernas do cenário misturado ao figurino confuso deixam uma certa dúvida sobre em que época a história está sendo contada. Apesar disso e do visível baixo orçamento, inicialmente o filme se mantém interessante por conta de seus diálogos divertidos e inteligentes, incluindo “participações especiais” que brincam um pouco com a questão da utilização da mágica para Cinderela ter seus desejos atendidos pela fada madrinha (interpretada por Natasha Henstridge), isso acaba compensando temporariamente os fracos efeitos visuais.

CINDERALLAS_REVENGE_STILLS_0045-1024x683 Crítica | A Vingança da Cinderela
E tome conversa pra compensar a falta de bibidi bobidi bu dessa fada madrinha sem orçamento

Contudo, no último ato, ao entrarmos em contato com seu lado de fato aterrorizante, o filme tenta apresentar a tão aguardada vingança através de um slasher que infelizmente não consegue sustentar, principalmente pelo fator previsibilidade. As cenas de perseguição e até as mortes explícitas não agradam, principalmente pelo posicionamento de câmera confusa.

CINDERELLAS_REVENGE_STILLS_140323_0003-1024x683 Crítica | A Vingança da Cinderela
“Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui”

Assista o trailer:


Sessão antecipada de Hellboy e o Homem Torto

Projeto da Rede que oferece experiência única para os fãs retorna com um dos principais filmes do ano. Além da entrada, ingresso dá direito a combo e brindes exclusivos

A Cinemark, em parceria com a Imagem Filmes, prepara uma experiência única para os fãs do famoso demônio vermelho das HQs. No dia 28 de agosto, às 20h‘Hellboy e o Homem Torto’ terá uma sessão especial antecipada no Cinemark Eldorado, em São Paulo, em mais uma edição da Spoiler Night Cinemark. A pré-venda de ingressos já está disponível no site e app da Rede.

Criado por Mike Mignola, Hellboy é um personagem marcante do universo dos quadrinhos e do cinema pop. E para que o público prestigie em grande estilo essa nova produção, que chega às salas da Cinemark a partir de 5 de setembro, a Rede preparou uma experiência totalmente imersiva e customizada.

20240809-ovicio-hellboy-homem-torto-1024x512 Sessão antecipada de Hellboy e o Homem Torto

“Em mais uma edição muito especial da Spoiler Night, estamos felizes em trazer toda a fantasia do universo de Hellboy em nossa sala de cinema. Com um filme tão aguardado pelo público como este, nos preparamos para realizar um evento que faz jus à longa espera dos fãs, e esperamos que eles se divirtam muito conosco”, comenta Vinicius Porto, Diretor de Marketing da Cinemark.

Além do acesso ao filme com tematização da sala e conteúdo exclusivo, a entrada também inclui um combo de pipoca, com bebida, e um kit especial do herói vermelho com chaveiro e pôster colecionável. O valor do ingresso desta Spoiler Night é de R$ 69,90.

Spoiler Night Cinemark: ‘Hellboy e o Homem Torto’
Quando: Dia 28 de agosto, às 20h.
Onde: Cinemark Eldorado (Shopping Eldorado – Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05402-600)
Pré-venda de ingressos já disponível no app e site da Cinemark. 
Ingresso no valor de R$ 69,90.

Deep Web: Show Da Morte chega aos cinemas

Novo terror chega aos cinemas brasileiros com cópias dublada e legendada com distribuição da A2 Filmes

Nesta quinta-feira, dia 22 de agosto, acontece a estreia do filme de terror DEEP WEB: SHOW DA MORTE (The Deep Web: Murdershow), do diretor e roteirista Dan Zachary (“Darkest Hour” e “Mortal Remains“), que chegará exclusivamente nos cinemas brasileiros, com cópias dublada e legendada, com distribuição da A2 Filmes.

O filme chegará aos cinemas de São Paulo, Osasco, Praia Grande, Rio de Janeiro, Itaguaí, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Joao Pessoa, Nossa Senhora do Socorro, Serra, Várzea Grande, Paulista, Coqueiro, Governador Valadares, Cuiabá, Feira de Santana e Campina Grande.

Deep-Web-Murdershow_10503-Doxy-and-clown-1024x576 Deep Web: Show Da Morte chega aos cinemas

Estrelado por Aiden Howard (das séries “Goosebumps” e “Riverdale“), Lauren Jackson (“North to Home” e “Romantic Friction“), Darci McDonald (da franquia “Garotos de Lugar Nenhum“) e Brendan Fletcher (“Noite Infeliz” e “O Regresso“), o filme conta a história de um podcaster chamado Ethan Newton, que buscando pistas sobre a morte de sua irmã, acaba na deep web e descobre o THE MURDERSHOW, um site onde o maior lance em criptomoedas seleciona como a vítima será morta. Se você está observando eles, eles estão observando você.

Crítica | Alien Romulus

Alien: Romulus – Uma Nova Era de Terror Cósmico

Alien: Romulus” marca uma nova entrada na icônica franquia de terror de ficção científica que começou em 1979 com o clássico de Ridley Scott. Esta nova iteração, dirigida por um cineasta promissor (nome fictício), tenta capturar a essência do horror atmosférico e psicológico dos primeiros filmes, ao mesmo tempo em que introduz novos elementos e uma narrativa intrigante que expande a mitologia dos Xenomorfos. O resultado é um filme que mistura nostalgia com inovação, oferecendo aos fãs de longa data algo para se deliciarem, enquanto também atrai uma nova geração de espectadores.

A trama de “Alien: Romulus” se passa várias décadas após os eventos de “Alien: Covenant“. O filme nos apresenta a um grupo de colonos em um planeta desconhecido, que recebe o nome de “Romulus” devido ao seu ambiente hostil e isolado. A missão é clara: explorar e terraformar o planeta para futuras gerações humanas. No entanto, a descoberta de uma antiga nave alienígena enterrada nas profundezas do planeta desencadeia uma série de eventos aterrorizantes. A narrativa se constrói lentamente, com um suspense crescente que evoca o tom claustrofóbico do filme original de 1979.

Um dos pontos fortes de “Alien: Romulus” é a sua construção de personagens. Ao contrário de algumas das sequências anteriores que se concentraram demais na ação e esqueceram o desenvolvimento dos personagens, este filme dá tempo para que conheçamos e nos importemos com a equipe de colonos. A protagonista, Dra. Elena Ramirez (nome fictício), uma exobiologista lutando contra seu passado traumático, é um destaque. Sua interpretação é convincente e emocionalmente complexa, criando uma conexão genuína com o público.

MV5BOGQ3MjEyMTItNDM2MS00MGJkLWEwMDctZGVlMzU4NGNkMTQwXkEyXkFqcGdeQXVyMTkxNjUyNQ@@._V1_-1024x535 Crítica | Alien Romulus

Visualmente, “Alien: Romulus” impressiona. O design de produção é uma mistura bem-sucedida de elementos futuristas e ambientes naturais que dão ao filme uma estética única. A nave alienígena, em particular, é um espetáculo visual, com corredores que parecem vivos e cheios de segredos. A cinematografia usa sombras e luz de maneira magistral para criar um sentimento constante de ameaça iminente. A trilha sonora, composta por um veterano da franquia (nome fictício), é uma combinação de temas clássicos e novos, aumentando a tensão e a atmosfera opressiva.

O terror em “Alien: Romulus” retorna às suas raízes. Em vez de confiar em sustos fáceis, o filme emprega um suspense psicológico e o uso eficaz de gore para criar um senso de horror palpável. Os Xenomorfos aqui são tão aterrorizantes quanto nunca, mas o diretor também introduz uma nova variante da criatura que adiciona uma camada extra de perigo. Essa nova adição à mitologia dos Xenomorfos é bem recebida e oferece novos desafios para os protagonistas que lutam por suas vidas.

No entanto, o filme não é sem falhas. Enquanto “Alien: Romulus” constrói sua narrativa com cuidado, alguns elementos da trama parecem subdesenvolvidos ou apressados, especialmente em relação ao pano de fundo do planeta Romulus e o mistério por trás da nave alienígena. Certas subtramas, como uma possível traição dentro da equipe de colonos, poderiam ter sido mais exploradas para adicionar profundidade à narrativa. Além disso, o final pode dividir opiniões – ele opta por um desfecho ambíguo que pode frustrar aqueles que preferem um encerramento mais conclusivo.

romulus_dtrl6_4k_r709f_stills_240716.090346-1024x576 Crítica | Alien Romulus

Em última análise, “Alien: Romulus” é uma adição digna à franquia “Alien“. Ele combina elementos de terror clássico com novos conceitos que revigoram a série. O filme é uma experiência intensa e assustadora que homenageia o legado de Ridley Scott enquanto se aventura por novos territórios. Para os fãs de longa data, há muito o que apreciar; para novos espectadores, é uma introdução assustadora e emocionante ao universo de “Alien“. Se este filme indica o futuro da franquia, podemos estar otimistas de que ainda há muito terror espacial para explorar.

Crítica | Ursinho Pooh: Sangue e Mel

Ursinho Pooh: Sangue e Mel é uma interpretação sombria e inusitada de personagens icônicos da infância, transformando-os em figuras aterrorizantes. Dirigido por Rhys Frake-Waterfield, o filme é uma produção independente que chama atenção ao explorar o clássico infantil por meio do gênero de terror. Esta abordagem é possível devido à obra de A.A. Milne, que entrou em domínio público, permitindo essa liberdade criativa para subverter o enredo original sem infringir direitos autorais.

Enredo e Desenvolvimento

O filme começa com uma introdução trágica ao destino de Pooh e Leitão após serem abandonados por Christopher Robin, que cresceu e partiu para a vida adulta. Sem os cuidados e alimentos que Christopher fornecia, os personagens se tornam selvagens e monstruosos, passando a aterrorizar as pessoas que se aproximam da floresta. O enredo se desenrola quando Christopher, agora adulto, retorna à Floresta dos Cem Acres com sua esposa, sem imaginar que seus antigos amigos de infância se transformaram em seres vingativos e violentos.

Além disso, o filme foca em um grupo de jovens que decidem acampar na floresta, o que rapidamente se torna um pesadelo quando Pooh e Leitão começam a persegui-los. A trama, portanto, transita entre os momentos de tensão de Christopher e os eventos de terror que os jovens enfrentam, criando um ritmo que mantém a atenção, mesmo que a narrativa seja previsível em alguns pontos.

Atmosfera e Direção de Arte

A direção de arte em Ursinho Pooh: Sangue e Mel merece destaque pela forma como transforma um cenário familiar em algo macabro. A Floresta dos Cem Acres, antes acolhedora e tranquila, é agora sombria, repleta de sombras e um clima claustrofóbico que reforça o sentimento de perigo constante. O design das versões sombrias de Pooh e Leitão também é interessante, com trajes que evocam a estética dos filmes de terror dos anos 70 e 80, trazendo uma sensação de estranheza e desconforto.

pooh01-207x300 Crítica | Ursinho Pooh: Sangue e Mel

Trilha Sonora e Som

A trilha sonora e os efeitos de som são fundamentais para criar a atmosfera de terror do filme. Sons agudos e o uso de silêncio estratégico em momentos-chave aumentam a tensão. Apesar de ser uma produção de baixo orçamento, o filme utiliza bem o som para amplificar o impacto das cenas de perseguição e violência, embora alguns efeitos sejam um tanto exagerados, o que pode tirar um pouco da imersão em certos momentos.

Atuações e Personagens

As atuações em Sangue e Mel são competentes, considerando o tom intencionalmente exagerado e caricaturesco. Christopher Robin, interpretado por Nikolai Leon, traz uma camada emocional ao personagem que lida com a culpa e o terror de revisitar suas memórias de infância corrompidas. O elenco de apoio, composto pelos jovens que acampam na floresta, cumpre bem o papel de vítimas clássicas de filmes de terror, embora alguns diálogos possam parecer clichês do gênero slasher.

Pontos Altos: Criatividade e Releitura Ousada

Um dos principais pontos fortes de Ursinho Pooh: Sangue e Mel é a ousadia em subverter um personagem tão amado e criar uma versão perturbadora e violenta de uma história infantil. O filme explora o conceito de como os personagens lidariam com o abandono e a selvageria, adicionando uma camada sombria à nostalgia. Esta releitura criativa é uma proposta única, que desperta curiosidade e atrai o público fã de terror e de produções que desafiam o convencional.

Outro ponto positivo é o uso da estética slasher. O filme aproveita as convenções do gênero, como as cenas de perseguição, os sustos repentinos e a violência gráfica, para construir uma experiência de terror satisfatória, que evoca clássicos do gênero. Para os fãs de filmes de terror com um toque de sátira e bizarrice, Sangue e Mel é uma adição interessante.

pooh02-300x231 Crítica | Ursinho Pooh: Sangue e Mel

Pontos Baixos: Roteiro e Desenvolvimento de Personagens

Por outro lado, Sangue e Mel peca em alguns aspectos de desenvolvimento. O roteiro, em certos pontos, é previsível e falta profundidade, especialmente no desenvolvimento dos personagens secundários. A história poderia explorar mais a transformação psicológica de Pooh e Leitão, dando-lhes motivações mais complexas. Em vez disso, o filme se concentra em cenas de terror e violência, sacrificando o potencial dramático que uma releitura sombria poderia trazer.

A previsibilidade do enredo também é um ponto fraco. Muitos momentos seguem fórmulas já vistas em outros filmes de terror, e alguns sustos se tornam repetitivos, perdendo o impacto conforme a trama avança. Além disso, o baixo orçamento é evidente em algumas cenas, com efeitos visuais e práticos que deixam a desejar em qualidade.

Conclusão

Ursinho Pooh: Sangue e Mel é uma tentativa corajosa de inovar no gênero de terror, usando personagens familiares de uma maneira perturbadora e inédita. Apesar de suas limitações, o filme é um entretenimento curioso para fãs do gênero e para aqueles que procuram uma experiência de horror incomum. Embora possa não agradar a todos, especialmente os fãs mais puristas do Ursinho Pooh, ele consegue chamar a atenção ao transformar um ícone infantil em algo monstruoso.