Crítica | Venom: A Última Rodada

Venom: A Última Rodada, a nova produção estrelada por Tom Hardy, prometia uma conclusão épica para a história do simbionte. No entanto, apesar do talento do elenco, o filme se revela uma experiência decepcionante e mal executada, que falha em manter o interesse do público ao longo de sua narrativa.

Tom Hardy Não Brilha como Eddie Brock

Tom Hardy, que retorna ao papel de Eddie Brock/Venom, parece preso a um roteiro que não permite ao personagem se desenvolver. Conhecido por sua intensidade, Hardy parece menos envolvido, como se não pudesse explorar o lado sombrio de Venom de maneira eficaz, limitando o impacto de sua performance.

IMG_8793 Crítica | Venom: A Última Rodada

A Atuação de Michelle Williams É Desperdiçada

Michelle Williams, que interpreta Anne Weying, também está de volta, mas seu talento é subutilizado em um papel que serve apenas para dar suporte à narrativa. Sua personagem parece sem propósito real, desperdiçando o potencial dramático que a atriz poderia oferecer ao filme.

Woody Harrelson Carece de Complexidade como o Vilão

Woody Harrelson, que interpreta o vilão, traz seu carisma habitual para o papel. Porém, a falta de profundidade no desenvolvimento do personagem torna seu papel genérico e desinteressante. Harrelson, um ator consagrado, merecia um vilão com mais complexidade e nuances.

O Ritmo do Filme Não Favorece o Elenco

Com um ritmo apressado e desorganizado, Venom: A Última Rodada não oferece espaço para o elenco brilhar. As cenas parecem montadas às pressas, sem tempo para que os atores possam explorar suas interpretações, o que compromete ainda mais a experiência do público.

Química Inexistente Entre Personagens

A interação entre os personagens principais parece enfraquecida. A dinâmica entre Eddie e Anne, por exemplo, não apresenta a mesma intensidade dos filmes anteriores. A falta de química entre eles afeta o envolvimento emocional do espectador, prejudicando o impacto dramático.

Efeitos Visuais Não Compensam a Falta de Enredo

Apesar do uso de efeitos visuais, eles acabam sendo repetitivos e pouco impactantes, não compensando a falta de uma história cativante. A aposta em cenas de ação frenéticas não consegue manter o interesse por conta da falta de propósito na narrativa.

IMG_8794 Crítica | Venom: A Última Rodada

Direção e Roteiro Pouco Inspirados

A direção é inconsistente e o roteiro é um dos pontos mais fracos de Venom: A Última Rodada. A história é previsível e cheia de clichês, sem a complexidade que o elenco e os personagens exigem. Faltou visão para aproveitar o potencial dos atores.

Atuações Desperdiçadas em um Filme Sem Profundidade

Embora o elenco seja de qualidade, com nomes como Tom Hardy, Michelle Williams e Woody Harrelson, o filme não consegue dar o devido espaço para suas atuações brilharem. As interpretações ficam presas em uma trama que não faz jus ao talento dos atores.

Conclusão Final: “Venom: A Última Rodada” é uma Decepção

Em resumo, Venom: A Última Rodada não oferece a conclusão esperada para a franquia. Mesmo com um elenco talentoso, o filme é uma decepção por não explorar a complexidade de seus personagens e se contentar com um enredo raso e sem emoção.

Crítica | Hellboy e o Homem Torto

Hellboy e o Homem Torto” traz ao público mais uma vez o icônico demônio com um braço de pedra, Hellboy, agora enfrentando um dos vilões mais macabros e perturbadores de sua galeria: o Homem Torto. O filme adapta uma das histórias mais sombrias dos quadrinhos, onde o terror sobrenatural é tratado com uma abordagem ainda mais visceral. Embora a trama traga elementos familiares do universo de Hellboy, este filme se destaca pela sua atmosfera sombria, que mergulha profundamente no horror gótico, resultando em uma narrativa assustadora e inquietante.

hellboy-e-o-homem-torto-critica-destaque-1024x576 Crítica | Hellboy e o Homem Torto

O enredo gira em torno de Hellboy sendo atraído para uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos, onde estranhos acontecimentos estão ligados à figura sinistra do Homem Torto, uma criatura maléfica ressuscitada de antigas lendas. O ritmo do filme é eficiente ao equilibrar o suspense com momentos de ação sobrenatural, permitindo que o espectador se envolva com o mistério que envolve o vilão. No entanto, o verdadeiro destaque está na atmosfera do filme, que constantemente joga com a tensão entre o mundo terreno e o sobrenatural.

A estética visual de “Hellboy e o Homem Torto” é notável. A direção de arte faz um trabalho primoroso ao capturar a sensação do folclore americano, com florestas nebulosas, casas abandonadas e sombras que parecem ganhar vida própria. Os efeitos especiais práticos e a maquiagem dos personagens criam um terror palpável e realista, em vez de recorrer ao CGI excessivo. O Homem Torto, com seu corpo distorcido e sorriso macabro, é um dos monstros mais aterrorizantes já trazidos à tela.

Embora o visual seja um ponto forte, a narrativa, em certos momentos, tropeça. O roteiro, em alguns pontos, depende excessivamente de clichês do gênero de terror, o que tira um pouco da originalidade da história. Os diálogos, por vezes, caem no território do óbvio, deixando pouco espaço para nuances nos personagens secundários. A relação de Hellboy com o vilão poderia ter sido mais desenvolvida, explorando mais profundamente as implicações de suas lutas internas.

20240809-ovicio-hellboy-homem-torto-1024x512 Crítica | Hellboy e o Homem Torto

O elenco, liderado pelo sempre carismático Hellboy, interpretado com robustez e humor sarcástico, faz um trabalho convincente. Sua interação com os personagens humanos, embora limitada, traz os momentos de leveza necessários para equilibrar o tom pesado do filme. O vilão Homem Torto, interpretado com intensidade, é uma presença constante e ameaçadora, mas poderia ter ganhado mais camadas em seu desenvolvimento, especialmente considerando o potencial psicológico de sua figura.

Outro ponto forte do filme é a trilha sonora, que acentua o tom sombrio e melancólico da história. Com influências de música folk e tons mais industriais, a trilha ajuda a criar uma sensação de desespero e tensão em várias cenas cruciais. O design de som também é crucial para o impacto do filme, usando ruídos sutis e ecos distantes para ampliar a sensação de terror iminente.

O filme também toca em temas que exploram o confronto entre o bem e o mal, e a linha tênue entre eles. Hellboy, sendo uma criatura nascida para a destruição, lida com seus próprios demônios internos enquanto enfrenta uma manifestação literal do mal em sua missão. Contudo, esses temas poderiam ter sido explorados de forma mais filosófica, ao invés de serem tratados de maneira superficial.

hellboy-novo-trailer-de-the-crooked-man-promete-uma-versao-mais-sombria-e-aterrorizante-1024x576 Crítica | Hellboy e o Homem Torto

Em termos de adaptação dos quadrinhos, o filme é fiel o suficiente para satisfazer os fãs, mas também toma algumas liberdades que podem desagradar os puristas. A essência do horror gótico de Mike Mignola está presente, mas alguns detalhes da trama parecem simplificados em comparação com a riqueza dos quadrinhos originais. Isso, no entanto, não impede que o filme entregue momentos intensos e cenas que ficarão na memória dos fãs do gênero.

Em conclusão, “Hellboy e o Homem Torto” é um filme visualmente impressionante e eficaz na criação de uma atmosfera de terror. Apesar de tropeços no roteiro e no desenvolvimento de personagens, ele oferece uma experiência intensa para os fãs de Hellboy e amantes de filmes de horror. O vilão memorável e a estética assustadora fazem deste um capítulo digno no universo do demônio de chifres serrados, mesmo que o filme não alcance todo o seu potencial narrativo.

Sessão antecipada de Hellboy e o Homem Torto

Projeto da Rede que oferece experiência única para os fãs retorna com um dos principais filmes do ano. Além da entrada, ingresso dá direito a combo e brindes exclusivos

A Cinemark, em parceria com a Imagem Filmes, prepara uma experiência única para os fãs do famoso demônio vermelho das HQs. No dia 28 de agosto, às 20h‘Hellboy e o Homem Torto’ terá uma sessão especial antecipada no Cinemark Eldorado, em São Paulo, em mais uma edição da Spoiler Night Cinemark. A pré-venda de ingressos já está disponível no site e app da Rede.

Criado por Mike Mignola, Hellboy é um personagem marcante do universo dos quadrinhos e do cinema pop. E para que o público prestigie em grande estilo essa nova produção, que chega às salas da Cinemark a partir de 5 de setembro, a Rede preparou uma experiência totalmente imersiva e customizada.

20240809-ovicio-hellboy-homem-torto-1024x512 Sessão antecipada de Hellboy e o Homem Torto

“Em mais uma edição muito especial da Spoiler Night, estamos felizes em trazer toda a fantasia do universo de Hellboy em nossa sala de cinema. Com um filme tão aguardado pelo público como este, nos preparamos para realizar um evento que faz jus à longa espera dos fãs, e esperamos que eles se divirtam muito conosco”, comenta Vinicius Porto, Diretor de Marketing da Cinemark.

Além do acesso ao filme com tematização da sala e conteúdo exclusivo, a entrada também inclui um combo de pipoca, com bebida, e um kit especial do herói vermelho com chaveiro e pôster colecionável. O valor do ingresso desta Spoiler Night é de R$ 69,90.

Spoiler Night Cinemark: ‘Hellboy e o Homem Torto’
Quando: Dia 28 de agosto, às 20h.
Onde: Cinemark Eldorado (Shopping Eldorado – Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05402-600)
Pré-venda de ingressos já disponível no app e site da Cinemark. 
Ingresso no valor de R$ 69,90.

Crítica | Madame Teia

Madame Teia não esconde a necessidade de explicar sua existência, desde a primeira cena em que a mãe da protagonista se envolve em um diálogo minucioso e inexplicável com o futuro vilão do filme sobre a busca por aranhas na Amazônia, mesmo que ele aparentemente a tenha levado até lá. Essa explicação detalhada permeia todo o filme, quase sem pausas para o desenvolvimento dos personagens, chegando ao ponto de uma moça ter a frase “Eu como Matemática no café da manhã” estampada em sua camiseta, para garantir que o público não esqueça a suposta inteligência excepcional da protagonista.

fotojet-2024-02-07t181512891_vrvt.960 Crítica | Madame Teia

Embora essa abordagem didática seja comum em Hollywood, especialmente em filmes de super-heróis, Madame Teia falha em todos os outros aspectos necessários para construir uma história satisfatória. Até mesmo a própria protagonista, interpretada por Dakota Johnson, parece consciente do ridículo da situação em que está inserida, mas o filme não aproveita isso para oferecer um toque de humor, limitando-se a piadas clichês entre adolescentes ou a uma repentina mudança de coração da personagem em relação à família, encontrando motivação em três garotas.

O roteiro, escrito por quatro pessoas, incluindo a diretora SJ Clarkson, explora a origem da heroína. Nos quadrinhos, Cassandra Webb é uma vidente do universo Marvel, enquanto no filme ela é uma paramédica que adquire o dom de ver o futuro após um acidente e se vê envolvida em uma trama para salvar três adolescentes de um vilão ligado ao seu passado. No entanto, tanto o desenvolvimento quanto o desfecho de Madame Teia seguem padrões previsíveis de filmes de quadrinhos, com uma execução que remete a projetos fracassados como Mulher-Gato ou Elektra.

Sony-antecipa-Madame-Teia-no-Brasil-e-filme-estreara-na-Quarta-feira-de-Cinzas-legadodamarvel-1024x538 Crítica | Madame Teia

A falta de sutileza no texto não deixa espaço para que o excelente elenco, composto por Isabela Merced, Sydney Sweeney, Celeste O’Connor e Johnson, brilhe. As personagens são tratadas como veículos de explicações em vez de serem desenvolvidas com uma narrativa ou trajetória própria. Mesmo Johnson, como Cassie, não consegue escapar do roteiro e da direção confusos.

Clarkson tenta compensar a falta de ação com uma fotografia repleta de closes e enquadramentos inusitados, mas isso não impede que as duas horas de filme se arrastem. A trama parece confiar excessivamente na explicação repetitiva de conceitos, deixando o clímax como uma sucessão apressada de eventos, como se fosse uma obrigação após tantas explicações ao longo do filme.

fotojet-96_w8a7.960 Crítica | Madame Teia

Madame Teia pode ser considerado mais um exemplo de filme de super-herói fraco, que evidencia o desgaste do gênero, mas sua falha vai além disso. O filme se perde em suas próprias tentativas de introduzir novos personagens, sem precisar da pressão do desgaste do formato para tropeçar. Talvez seja melhor seguir o conselho de uma das personagens e tirar uma semana de folga para assistir a filmes antigos, um conselho que poderia ser aplicado a muitos produtores de filmes de super-heróis hoje em dia.