Bilheteria da China: ‘NE ZHA 2’

O filme de animação chinês “Ne Zha 2” alcançou um marco histórico ao se tornar a animação de maior bilheteria mundial, superando “Divertida Mente 2” da Pixar. A produção arrecadou aproximadamente US$ 1,69 bilhão, consolidando-se como o oitavo filme de maior bilheteria global.

Lançado durante o feriado do Ano-Novo Lunar, “Ne Zha 2” é uma sequência do sucesso de 2019, “Ne Zha”. Baseado no romance chinês do século XVI “A Investidura dos Deuses”, o filme narra a história de um jovem herói com poderes mágicos que busca defender a cidade-fortaleza de Chentangguan. Dirigido por Yang Yu, também conhecido como Jiaozi, o filme impulsionou as bilheteiras durante o feriado, estabelecendo um novo recorde na China.

O sucesso de “Ne Zha 2” destaca o crescente impacto do cinema chinês no mercado global, evidenciando a capacidade da indústria cinematográfica do país em produzir conteúdos que ressoam tanto local quanto internacionalmente. A predominância da receita proveniente da China continental, com mais de 99% da arrecadação total, contrasta com as estratégias de distribuição global típicas dos filmes de Hollywood.

Além do desempenho financeiro impressionante, “Ne Zha 2” recebeu aclamação por suas sequências visuais deslumbrantes e pela exploração profunda de temas como família e amizade. A animação equilibra cenas de ação épicas com momentos emocionantes, proporcionando uma experiência cinematográfica envolvente para o público.

Com esse êxito, “Ne Zha 2” não apenas redefine os padrões para animações futuras, mas também reforça a posição da China como uma potência significativa na indústria cinematográfica global.

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John Leguizamo diz que ‘Odisseia’ parece um ‘filme indie’

O próximo filme de Christopher Nolan não tem de maneira alguma uma pequena premissa. Uma adaptação do clássico “Odisseia”, o filme inclui um grande elenco de algumas das maiores estrelas de Hollywood. Mas o membro do elenco John Leguizamo diz que Nolan ainda consegue fazer com que a produção pareça um filme independente.

“Cara, você sabe que o problema é que ele tem um orçamento louco, não é pequeno, mas ele corre (isso) como um filme independente porque não está fazendo isso pelo comitê, ele não está fazendo isso pelo que o estúdio diz”, disse Leguizamo em um Entrevista recente No “Morning Joe”, da MSNBC.

“Ele é como um cineasta independente, mas com dinheiro louco”, acrescentou.

“The Odyssey” estrela Matt Damon como Odisseu em um elenco que também inclui Anne Hathaway, Lupita Nyong’o, Tom Holland, Zendaya, Charlize Theron, Robert Pattinson, Benny Safdie e Jon Bernthal.

O filme é “um tiro épico de ação mítica em todo o mundo, usando a nova tecnologia de filmes IMAX. O filme traz a saga fundamental de Homer às telas de filmes IMAX pela primeira vez”, segundo a Universal.

A filmografia de Nolan inclui filmes maiores do tipo sucesso de bilheteria como “Oppenheimer”, “Interstellar” e “A Origem”. “Estou atraído por trabalhar em larga escala porque sei o quão frágil é a oportunidade de marcar esses recursos”, disse Nolan em entrevista a Tempo Em 2024. “Eu sei que existem tantos cineastas por aí no mundo que dariam aos dentes dos olhos para ter os recursos que montei, e sinto que tenho a responsabilidade de usá -los da maneira mais produtiva e interessante”.

Mas o cineasta presta atenção aos filmes independentes, nomeando “Aftersun” e “Vidas Passadas” na mesma entrevista que alguns dos recentes filmes de menor escala que ele gostou.

Cillian Murphy, que liderou o filme anterior de Nolan “Oppenheimer”, já havia elogiado a colaboração do diretor com os atores e como ele permite a experimentação.

“Ele é brilhante com os atores, entende atores, ama atores, realmente acredita nos atores e no que eles podem trazer para a história e para o personagem. Então, um termo do tempo que vamos encontrar. Vamos atirar, mas vamos encontrar a cena, e ele nos deixaremos experimentar e explorar coisas”, disse Murphy para Collider.

“Odisseia” é lançado nos cinemas em 17 de julho de 2026. Nolan escreveu o roteiro e produziu o filme com Emma Thomas.

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https://www.youtube.com/watch?v=i3j6l8zQSks
Acompanhante Perfeita chega às plataformas digitais em 23 de março

O match perfeito! Pegue sua pipoca e chame a melhor companhia, pois Acompanhante Perfeita chega às plataformas digitais no próximo domingo (23) para compra e aluguel. Pague apenas uma vez pelo filme e veja e reveja com seu par perfeito, quantas vezes quiser, sem pausas para comerciais.

Escrito e dirigido por Drew Hancock, Acompanhante Perfeita conta a história de Iris (Sophie Thatcher) e Josh (Jack Quaid), um casal que se conheceu durante uma ida ao mercado e se apaixonou perdidamente. Em uma viagem para passar um final de semana com um grupo de amigos em uma cabana luxuosa, Iris descobre um segredo sobre seu relacionamento, então parte para uma aventura de sobrevivência e autoconhecimento sobre a sua própria existência com muito sangue, comédia e pitadas de terror. 

Leia a nossa crítica de Acompanhante Perfeita aqui.

Acompanhante Perfeita ultrapassou R$5,5 milhões em bilheteria nacional, sendo um sucesso entre o público brasileiro, além de conquistar uma aprovação de 94% entre os críticos do site Rotten Tomatoes e 87% de aprovação pelo público geral, ocupando o segundo lugar entre os filmes lançados este ano com as melhores avaliações no site especializado.

E não para por aí! Aqueles que optarem por assistir ao filme na Claro TV+ ou Apple TV, terão ainda três conteúdos exclusivos com curiosidades sobre o filme, como cenas dos bastidores e takes extras, mais um benefício e diferencial para os fãs. Os conteúdos extras “Sinto, Logo Existo” e “Terror com I.A.” estarão disponíveis em ambas as plataformas, enquanto “Com amor, Eli” é exclusivo da Apple TV.

Aproveite para assistir ao filme em casa com a sua acompanhante perfeita… mas cuidado, ela pode não ser o que parece. Realize a compra ou aluguel do longa nas plataformas Prime Video, Claro TV+, YouTube, Apple TV, Vivo Play e Microsoft.

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O curta-metragem ‘O Lado Que Ninguém Vê’ terá sessão gratuita no MIS-SP

O curta-metragem de ficção “O Lado Que Ninguém Vê”, pré-selecionado para o AFRR Amsterdam International Film Festival 2025 na categoria de curta internacional, festival que acontecerá em Amsterdã, na Holanda em outubro deste ano, é uma combinação de arte, skateboard e música que conta a história de Julian, um skatista bem sucedido que está prestes a chegar no fundo do poço com sua vida pessoal. Enquanto executa manobras de skate pelas ruas de uma São Paulo noturna, os monstros dentro de sua cabeça – que também são seus ídolos do skate – dão conselhos e palpites diversos. Com trilha sonora da Elo da Corrente,  “O Lado Que Ninguém Vê” tem música de Lenine “É o que me interessa” e ainda “Luana” e “Rua das Flores” de Waltel Branco. O curta OLQNV também reúne participações especiais de artistas da música, artes visuais e do skate que colaboraram com o projeto imprimindo suas percepções. Em destaque, o professor, escritor e filósofo Mario Cortella que nos deixa uma de suas reflexões no contexto da obra. O filme terá sua estreia no MIS, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, no dia 21 de março, sexta-feira.

SERVIÇO:

“O Lado Que Ninguém Vê” (duração: 30 min / classificação sugerida: 18 anos)

Data | Horário: Sexta-feira, dia 21/03/2025

1ª sessão: 19h30 | 2ª sessão: 20h30 seguida de bate-papo

Ingressos gratuitos retirados na bilheteria com 1 hora de antecedência

Local: MIS – SP – Avenida Europa, 158 Jd Europa

Siga-nos pelo instagram: https://www.instagram.com/olqnv/

Após a sessão haverá bate-papo com os diretores Danton Cesar e Jonah Emilião, os atores e skatistas Enrico Cardoso, Filipe Ortiz e Rodrigo TX com mediação de Don Cesão.

O curta-metragem “O Lado que Ninguém Vê” é uma coprodução de estreia dos diretores Danton Cesar, da produtora Doze Vinte e Jonah Emilião, do estúdio Rasputines, e também da Heaven and Hell Films. “OLQNV não é apenas um curta, é uma experiência imersiva que desafia os limites da percepção e revela os segredos profundos e arrepiantes escondidos no coração. Nosso objetivo é levá-lo a uma jornada emocionante que cativa e faz pensar, deixando você com uma sensação de admiração e reflexão. Uma homenagem à cultura e uma reflexão sobre a indústria do skateboard” defende Jonah. “Além de uma superação pessoal de todos os envolvidos no projeto, OLQNV será um marco na cultura skateboard nacional e até mundial! O trabalho de todos esses profissionais juntos será uma grande referência em nossa cultura”, explica Danton.

O LADO QUE NINGUÉM VÊ

Brasil | 2024 | 30 minutos, aprox | Ficção | Classificação sugerida: 18 anos

SINOPSE:

25 anos de idade e o auge de sua carreira já está acabando. De skatista bem sucedido a aposentado prestes a chegar ao fundo do poço com sua vida pessoal, assim, bem rápido! Controlar vícios, ser produtivo no trabalho, ser social em festas, sorrir, parecer normal. Enquanto isso, dentro de sua cabeça, seus monstros internos que surgem em forma de seus ídolos do skate dão conselhos e palpites diversos sobre sua vida…

Parece fácil pra você?

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Crítica | “The Electric State” – Ficção Científica da Netflix decepciona

Um universo promissor desperdiçado

The Electric State“, nova ficção científica da Netflix dirigida pelos irmãos Anthony e Joe Russo, prometia ser um marco no gênero, mas infelizmente não cumpre as expectativas. O filme se passa em um futuro alternativo onde humanos e robôs convivem em relativa harmonia.

Enredo previsível e personagens subaproveitados

A trama acompanha Michelle (interpretada por Millie Bobby Brown), uma adolescente órfã que, ao lado de seu amigo robô Cosmo, parte em busca de seu irmão desaparecido, Christopher. No caminho, eles encontram o contrabandista Keats (Chris Pratt) e seu robô assistente, Herman.

image-31-1024x576 Crítica | "The Electric State" – Ficção Científica da Netflix decepciona

Apesar de um elenco estelar, que inclui Ke Huy Quan como Dr. Amherst, Stanley Tucci como Ethan Skate e Giancarlo Esposito no papel do Coronel Bradbury, o filme falha em entregar uma narrativa envolvente. A direção dos irmãos Russo, conhecida por sucessos como Vingadores: Ultimato, não consegue imprimir a mesma energia e inovação neste projeto.

Estética bonita, mas sem profundidade

A ambientação retrofuturista dos anos 1990 é visualmente interessante, mas não suficiente para sustentar o enredo previsível e sem originalidade. As interações entre humanos e robôs, que poderiam ser um ponto alto, são superficiais e não exploram todo o potencial dramático.

image-32-1024x512 Crítica | "The Electric State" – Ficção Científica da Netflix decepciona

Atuações comprometidas por um roteiro fraco

Millie Bobby Brown entrega uma performance competente como Michelle, mas é prejudicada por um roteiro que não aprofunda sua personagem. Chris Pratt, como Keats, não consegue trazer carisma ao papel, resultando em uma atuação apagada. Ke Huy Quan, vencedor do Oscar por Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo, é subutilizado como Dr. Amherst, não tendo espaço para demonstrar seu talento.

Trilha sonora e efeitos visuais sem impacto

A trilha sonora de Alan Silvestri, colaborador frequente dos irmãos Russo, é competente, mas não apresenta temas memoráveis que se destaquem na narrativa. Os efeitos visuais são de alta qualidade, porém não inovam dentro do gênero de ficção científica.

Recepção negativa da crítica

As críticas têm sido majoritariamente negativas. No Rotten Tomatoes, o filme possui apenas 18% de aprovação, sendo criticado por não honrar a obra original de Simon Stålenhag e por falta de originalidade.

Uma grande decepção

Em suma, The Electric State é uma decepção que não aproveita seu elenco talentoso nem seu potencial criativo. A produção se perde em clichês e falta de profundidade, resultando em uma experiência esquecível para os espectadores.

Conclusão: Oportunidade perdida

É lamentável ver um projeto com tantos recursos e nomes de peso entregar um produto final tão aquém do esperado. The Electric State tinha todos os ingredientes para se tornar um blockbuster memorável, mas acaba sendo mais um filme genérico de ficção científica.

NOTA: 4/10

Millie Bobby Brown e Irmãos Russo vêm ao Brasil para o lançamento do filme The Electric State

Festa eletrizante para fãs e convidados vai misturar o mundo retrofuturista de The Electric State com a energia da maior festa popular brasileira, no dia 14 de março, em São Paulo

Abram alas que eles vão passar! A Netflix anuncia a vinda da atriz Millie Bobby Brown e dos diretores Anthony e Joe Russo a São Paulo para o lançamento do filme The Electric State, que estreia mundialmente em 14 de março. Em mês de Carnaval, a celebração não poderia ser outra: uma festa com direito a trio elétrico – o Trio Electric State, é claro! -, abadá, confete e muita música, fechando o Carnaval com chave de ouro. 

Com participação de Millie Bobby Brown e dos Irmãos Russo, o evento dedicado a fãs e convidados acontece em São Paulo, no próprio dia 14 de março, e promete uma mistura inusitada do universo retrofuturista de The Electric State com a maior festa popular brasileira. Fique ligado nas redes sociais da Netflix para todas as informações sobre o evento! 

Sobre The Electric State:

Ambientado em uma versão alternativa dos anos 90 após uma revolta de robôs, The Electric State acompanha a história de uma jovem órfã que se aventura pelo oeste americano em busca de seu irmão mais novo. Em sua companhia, um robô inspirado em um desenho animado e um contrabandista com seu fiel escudeiro. The Electric State é o sexto filme da parceria bem-sucedida da Netflix com a AGBO.

The Electric State estreia mundialmente na Netflix em 14 de março. 

Trailer da megaprodução The Electric State

O filme e o jogo se passam em uma versão alternativa dos anos 90, onde humanos e robôs estão em conflito

A Netflix lança, hoje, o último trailer da megaprodução The Electric State com Millie Bobby Brown, Chris Pratt e grande elenco. O filme é uma aventura de ficção retrofuturista dos diretores e irmãos Russo, que estreia dia 14 de março, na Netflix. 

b91fa44f99e1cfc899099c846cd4ed98 Trailer da megaprodução The Electric State

No filme, Millie Bobby Brown (Stranger Things, Enola Holmes, Donzela) interpreta Michelle, uma adolescente órfã que vive em uma sociedade em que robôs, que lembram desenhos animados e mascotes, já serviram aos humanos de forma pacífica. Esses robôs, agora, estão exilados após uma rebelião fracassada, mas tudo muda quando ela encontra Cosmo, um robô que a leva a acreditar que seu irmão Chris, está vivo e Keats (Chris Pratt, Guardiões da Galáxia, Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros) um contrabandista que vai se mostrar muito mais que um ânimo nessa jornada. 

The Electric State tem direção de Anthony e Joe Russo e conta com estrelas como Millie Bobby BrownChris Pratt, o vencedor do Oscar Ke Huy QuanJason Alexander, Giancarlo Esposito, o indicado ao Oscar Stanley Tucci e Woody Norman. Anthony Mackie, Woody Harrelson, Brian Cox, Jenny Slate e Alan Tudyk emprestam seus talentos vocais na versão em inglês na dublagem dos robôs. O filme é baseado na graphic novel de Simon Stålenhag e tem roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely.

E não para por aí! A partir do dia 18 de março, o público também poderá entrar no universo de The Electric State pelos olhos dos irmãos Chris e Michelle em The Electric State: Kid Cosmo, um novo jogo de aventura e quebra-cabeça em formato compacto. Este jogo se passa 5 anos antes dos eventos do filme, misturando jogabilidade e narrativa emocional para criar uma experiência imersiva. O jogo estará disponível para IOS e Android, exclusivamente para assinantes Netflix.

Crítica | Acompanhante Perfeita

É um filme que mistura elementos de ficção científica, terror e comédia para explorar temas contemporâneos, como relacionamentos abusivos e a dependência tecnológica. Dirigido por Drew Hancock, o longa apresenta uma narrativa repleta de reviravoltas, sustentada por atuações marcantes de seu elenco principal.

Enredo

A narrativa inicia com Iris (interpretada por Sophie Thatcher) e Josh (Jack Quaid) vivendo um romance aparentemente perfeito. O casal decide passar um fim de semana na casa de campo de amigos, onde se juntam a Kat (Megan Suri), Sergey (Rupert Friend), Eli (Harvey Guillén) e Patrick (Lukas Gage). Durante a estadia, Sergey tenta abusar de Iris, que, em legítima defesa, o mata. Nesse momento, é revelado que Iris é, na verdade, uma androide ultratecnológica programada para reagir a ameaças.

Temáticas e Direção

Desde o início, o filme não esconde a verdadeira natureza de Iris. O cartaz promocional já sugere sua condição artificial, e cenas iniciais indicam comportamentos programados. O roteiro, também assinado por Drew Hancock, não se preocupa em manter segredos sobre a trama, permitindo que o foco seja a exploração da obsessão masculina pelo controle e a objetificação feminina. Há claras inspirações em obras como “Um Corpo que Cai”, de Alfred Hitchcock, e “Esposas em Conflito” (1975), que também abordam questões relacionadas ao papel da mulher na sociedade e no cinema.

Atuação de Sophie Thatcher

Sophie Thatcher entrega uma performance marcante como Iris, equilibrando a frieza mecânica de uma máquina com nuances de vulnerabilidade e força. Sua interpretação confere profundidade à personagem, tornando-a cativante e complexa.

Aspectos Técnicos

A direção de fotografia opta por uma paleta de cores dessaturada, criando uma atmosfera levemente futurista que reforça a dualidade entre o humano e o artificial. A maquiagem de Iris destaca sua pele pálida e traços quase perfeitos, situando-a no limiar entre o humano e o robótico. O figurino, com roupas de cortes retos e cores suaves, complementa a caracterização da personagem, refletindo sua natureza programada e funcional.

Pontos Positivos

  • Exploração de Temas Atuais: O filme aborda de maneira incisiva questões como a objetificação feminina, relacionamentos abusivos e os limites éticos da inteligência artificial, incentivando reflexões sobre o papel da tecnologia nas relações humanas.
  • Roteiro e Direção: Drew Hancock demonstra habilidade ao conduzir uma narrativa que mescla gêneros distintos, mantendo o espectador engajado através de reviravoltas inesperadas e uma construção de suspense eficaz.
  • Atuações: O elenco entrega performances sólidas, com destaque para Sophie Thatcher, cuja interpretação de Iris confere autenticidade e profundidade à personagem.

Pontos Negativos

  • Ritmo Irregular: Algumas transições entre cenas de tensão e momentos cômicos podem parecer abruptas, potencialmente quebrando a imersão do espectador.
  • Desenvolvimento de Personagens Secundários: Embora o foco esteja em Iris e Josh, personagens como Kat e Patrick poderiam ter sido mais explorados para enriquecer a trama e aprofundar as interações do grupo.

Conclusão

“Acompanhante Perfeita” é uma obra que se destaca por sua capacidade de entreter enquanto provoca reflexões sobre temas pertinentes à sociedade contemporânea. Com uma combinação de suspense, humor e crítica social, o filme oferece uma experiência cinematográfica envolvente, sustentada por atuações competentes e uma direção segura. Apesar de algumas falhas no ritmo e no desenvolvimento de personagens secundários, a produção cumpre seu propósito de instigar debates sobre a interseção entre tecnologia e relações humanas.

Nota: 7/10

Crítica | Capitão América: Admirável Mundo Novo

Crítica com Spoilers:

O mais novo capítulo do MCU, “Capitão América: Admirável Mundo Novo”, traz Sam Wilson (Anthony Mackie) assumindo de vez o escudo e enfrentando desafios tanto externos quanto internos. O filme, dirigido por Julius Onah, explora questões políticas, a militarização do mundo moderno e a luta de Sam para se consolidar como o novo Capitão América. Apesar de ideias promissoras, a execução do longa deixa a desejar, com um vilão mal aproveitado e uma trama que se arrisca pouco.

Enredo e Principais Spoilers

O filme começa com Sam Wilson enfrentando resistência tanto da população quanto do governo dos EUA, que vê nele um símbolo menos “aceitável” do que Steve Rogers (Chris Evans, mencionado algumas vezes no filme). Enquanto tenta provar seu valor, surge uma nova ameaça: Samuel Sterns / O Líder (Tim Blake Nelson), que retorna após sua introdução em O Incrível Hulk (2008).

A grande revelação do filme é que Thaddeus “Thunderbolt” Ross (Harrison Ford) se torna o novo Presidente dos EUA e secretamente trabalha com Sterns para criar supersoldados. Sterns, afetado pela radiação gama, desenvolveu uma inteligência sobre-humana e tem planos de usar uma nova versão do soro para controlar o exército americano.

253e00705e042ec09d577d897fc4f2c4-1024x538 Crítica | Capitão América: Admirável Mundo Novo

Enquanto isso, Joaquin Torres (Danny Ramirez) assume oficialmente o manto de Falcão, ajudando Sam em sua jornada. O filme também traz de volta Isaiah Bradley (Carl Lumbly), que finalmente recebe um pedido de desculpas do governo pelos experimentos que sofreu no passado.

O clímax do filme acontece quando Ross revela seu próprio experimento: ele se transforma no Hulk Vermelho, algo que os fãs já especulavam. A batalha final entre Sam, Torres e Ross é visualmente impressionante, mas um tanto previsível. O Líder, por sua vez, acaba sendo derrotado de forma anticlimática, o que desperdiça um vilão com grande potencial.

Atuações e Destaques

  • Anthony Mackie entrega uma performance sólida, mas o roteiro não explora totalmente os dilemas internos de Sam. Ele tem bons momentos, mas falta um grande discurso ou cena impactante como em O Soldado Invernal ou Guerra Civil.
  • Harrison Ford, apesar de todo o hype, tem menos tempo de tela do que esperado. Sua transformação no Hulk Vermelho é um momento de fan service que funciona, mas poderia ter sido mais trabalhado.
  • Tim Blake Nelson é desperdiçado como O Líder. Sua inteligência é pouco explorada e ele acaba derrotado de maneira decepcionante.
  • Danny Ramirez como Falcão tem uma boa química com Sam e mostra potencial para crescer no MCU.
  • Carl Lumbly como Isaiah Bradley continua sendo um dos personagens mais interessantes do filme, trazendo peso emocional para a história.

Pontos Positivos

✅ Exploração política e social do novo Capitão América.
✅ Sequências de ação bem coreografadas.
✅ Participações especiais e fan service bem dosados.
✅ Boa construção do arco de Joaquin Torres.

Pontos Negativos

O Líder subaproveitado e com um final sem impacto.
❌ Ritmo irregular no segundo ato.
Thunderbolt Ross poderia ter sido mais explorado antes da transformação.
❌ Falta de um momento icônico para consolidar Sam Wilson como Capitão América.

Conclusão

“Capitão América: Admirável Mundo Novo” entrega uma história funcional, mas que poderia ter ousado mais. O filme acerta ao abordar temas políticos e sociais, mas falha ao não dar o devido peso a seus vilões. Apesar disso, Sam Wilson se estabelece como Capitão América e a porta fica aberta para futuras histórias mais impactantes.

Nota: 6.5/10

Atualizações de James Gunn para o DCU

A Visão de James Gunn para o DCU

James Gunn, cineasta renomado conhecido por sua abordagem distintiva e inovadora, assume um papel-chave na direção criativa do DCU (universo cinematográfico da DC). Com sua vasta experiência em histórias de super-heróis, especialmente com a franquia “Guardiões da Galáxia”, Gunn tem introduzido uma nova perspectiva que promete revitalizar e enriquecer a representação dos personagens e narrativas do DCU. Sua visão busca não apenas expandir o leque de heróis e vilões, mas também oferecer uma nova camada de profundidade emocional e contexto para suas histórias.

Uma das principais inovações que Gunn traz é a reinterpretação de personagens clássicos, como O Pinguim e outros ícones do universo Batman. Em vez de se manter fiel a representações anteriores, ele opta por explorar facetas distintas e novas dimensões desses personagens, enfatizando suas motivações e conflitos internos. Essa abordagem promete criar histórias mais complexas e relacionáveis, que vão além das lutas entre o bem e o mal.

Além disso, Gunn demonstra um forte compromisso em respeitar o legado dos personagens ao mesmo tempo que propõe mudanças necessárias para adaptá-los às novas exigências do público contemporâneo. A ideia de um multiverso flexível também é um dos pilares de sua visão, permitindo que diferentes estilos e narrativas coexistam dentro do mesmo universo, facilitando a introdução de novas histórias sem deslegitimar as anteriores.

Por fim, as expectativas de James Gunn para o futuro do gênero de super-heróis são otimistas. Ele acredita que com a renovação criativa e o foco em personagens bem desenvolvidos, o universo da DC poderá não apenas competir com outras franquias, mas também estabelecer novos padrões para filmes de super-heróis. A proposta de Gunn envolve, portanto, uma combinação de inovação e respeito pelas histórias que já conquistaram o público, criando um caminho promissor para o futuro do universo DC nos cinemas.

O Pinguim: O Que Esperar na Segunda Temporada

A segunda temporada de ‘O Pinguim’ promete aprofundar-se na já complexa narrativa do vilão icônico do universo Batman. Com a direção e visão criativa de James Gunn, os fãs podem esperar uma abordagem inovadora que reinventa a forma como o personagem é apresentado. Um dos pontos centrais a serem explorados nesta nova temporada são os arco de desenvolvimento do personagem-título, o Pinguim, e sua ascensão na hierarquia do crime de Gotham. A tensão entre os diferentes grupos de vilões será aprofundada, revelando as estratégias do Pinguim para conquistar o poder.

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Os fãs também podem aguardar um elenco diversificado de personagens, que incluirá tanto novos rostos quanto a volta de figuras já conhecidas. A interação entre o Pinguim e outros vilões do universo de Batman, como o Charada e a Mulher-Gato, criará oportunidades emocionantes para rivalidades e alianças. Os atores têm frequentemente comentado sobre o potencial criativo desta nova fase, com muitas expectativas em relação às surpresas que estão por vir. Por exemplo, o ator que interpreta o Pinguim mencionou que os desafios emocionais de seu personagem serão muito mais explorados, proporcionando uma nova profundidade à sua personalidade.

A recepção do público em relação à nova temporada também é uma consideração importante. Os aficionados pelo universo da DC estão se mostrando otimistas e ansiosos, especialmente pela maneira como James Gunn conecta diferentes narrativas dentro do multiverso da DC. Com o alto nível de investimento na produção e a promessa de histórias intrigantes, ‘O Pinguim’ na segunda temporada pode não apenas satisfazer os fãs, mas também atrair novos espectadores para o universo narrativo em expansão da DC. Esta continuidade promete um equilíbrio entre ação, drama e a complexidade moral que tornam essas histórias tão cativantes.

Conexões Entre O Pinguim e o Futuro do Batman

A série ‘O Pinguim’ promete estabelecer ligações significativas com os próximos filmes do Batman, contribuindo para a construção de um arco narrativo coeso dentro do universo cinematográfico. James Gunn, ao desenvolver estas narrativas, busca criar um panorama interconectado que não apenas introduz personagens novos, mas também enriquece os já conhecidos. O Pinguim, interpretado por Colin Farrell, serve como um pivô crucial, com sua ascensão ao poder e suas interações com outros vilões e heróis do universo Batman.

Uma das formas pelas quais a série pode se relacionar com os filmes é através de referências sutis a eventos e personagens que podem surgir nas telonas. Por exemplo, a forma como o Pinguim manipula o submundo de Gotham pode ser explorada em futuros filmes, proporcionando uma base solidificada para narrativas continuadas. As interações do Pinguim com outros personagens, como o Carmine Falcone e, potencialmente, a Mulher-Gato, podem estabelecer tensões que reverberem em novos enredos, fundamentando assim a conexão entre a série e os longas-metragens.

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Além disso, a série pode introduzir novos personagens que serão essenciais nos próximos filmes do Batman. Isso não só enriquece a construção da história, mas também amplia o leque de interações possíveis. A ideia de um quase-universo, em que os personagens e suas relações se entrelaçam, oferece a promessa de uma narrativa mais imersiva e autêntica para os fãs. Os principais vilões e aliados do Batman podem ser apresentados gradualmente, permitindo ao público uma compreensão profunda de suas motivações e histórias, aumentando assim as expectativas para as sequências de filmes no horizonte.

Em resumo, ‘O Pinguim’ não apenas fornece um olhar mais profundo para um dos vilões icônicos de Gotham, mas também oferece um alicerce estratégico para o futuro do Batman. Este esforço conjunto entre os filmes e a série é fundamental para solidificar uma estrutura narrativa rica e interconectada.

Reações dos Fãs e Críticas ao Novo Rumo da DCU

As recentes atualizações sobre os projetos do DCU sob a liderança de James Gunn têm gerado um intenso debate entre fãs e críticos. Com o anúncio de “O Pinguim” e novas abordagens para os filmes do Batman, o público tem se mostrado dividido em suas reações. Nas redes sociais, muitos fãs expressaram entusiasmo pelas inovações, enquanto outros permanecem céticos sobre a direção que a franquia está tomando.

Os vídeos de análise e debate produzidos por influenciadores têm proliferado, refletindo essa variedade de opiniões. Vários criadores de conteúdo têm discutido as implicaçōes das mudanças que Gunn pretende implementar, destacando tanto a possibilidade de revitalização do DCU quanto preocupações sobre a coerência narrativa em relação aos filmes anteriores. A natureza dos personagens e a forma como eles serão retratados no novo universo cinematográfico são pontos frequentemente abordados nessas discussões.

A recepção de projetos anteriores também tem influenciado as expectativas dos fãs. Filmes como “Batman vs Superman” e “Liga da Justiça” geraram polarização, e muitos temem que a nova fase mantenha aspectos indesejáveis do passado. No entanto, há um sentimento crescente de alívio entre os admiradores que anseiam por uma representação mais profunda e fiel dos heróis do DCU. A promessa de uma abordagem mais artística e menos baseada exclusivamente em bilheteira é vista como um fator positivo.

Enquanto a crítica especializada apresenta uma gama de reflexões, a combinação das reações nas redes sociais e vídeos de fãs sugere que a transição proposta por James Gunn promete choques, surpresas e, potencialmente, uma nova era para o DCU. Ao mesmo tempo, as expectativas continuam a ser moldadas por sucessos e falhas do passado, o que torna o futuro do DCU Cinematic Universe um tema fascinante para muitos.

Fonte: VARIETY

Crítica: Anora (2024)

O mais recente trabalho do diretor Sean Baker, “Anora”, apresenta uma narrativa que mistura comédia dramática e crítica social, explorando os desafios de uma jovem trabalhadora do sexo em Nova York. O filme destaca-se por sua abordagem realista e performances marcantes, especialmente da protagonista.

Enredo

Anora Mikheeva (interpretada por Mikey Madison) é uma dançarina exótica e acompanhante que trabalha em Manhattan e reside em Brighton Beach, Brooklyn. Sua vida toma um rumo inesperado quando conhece Ivan “Vanya” Zakharov (Mark Eydelshteyn), filho de um poderoso oligarca russo. O relacionamento entre os dois evolui rapidamente, culminando em um casamento impulsivo em Las Vegas. No entanto, a família de Ivan, ao descobrir a união, envia capangas para anular o matrimônio, levando Anora a uma série de eventos caóticos e reveladores.

Atuações

  • Mikey Madison: Sua interpretação de Anora é intensa e multifacetada, capturando a vulnerabilidade e a determinação da personagem. Madison entrega uma performance que transita habilmente entre momentos de humor e drama, tornando Anora uma figura cativante e autêntica.
  • Mark Eydelshteyn: Como Ivan, Eydelshteyn retrata eficazmente um jovem privilegiado e irresponsável, cuja imaturidade desencadeia grande parte dos conflitos da trama.
  • Yura Borisov: No papel de Igor, um dos capangas enviados para lidar com Anora, Borisov oferece uma atuação que adiciona profundidade e complexidade ao personagem, destacando-se nos momentos de tensão e introspecção.
  • Karren Karagulian: Interpretando Toros, o intermediário encarregado de resolver a situação, Karagulian traz uma presença autoritária e, ao mesmo tempo, cômica, contribuindo para o tom único do filme.

Pontos Positivos

  • Direção e Roteiro: Sean Baker continua sua tradição de explorar as vidas dos marginalizados com empatia e autenticidade. Sua habilidade em mesclar humor e crítica social resulta em uma narrativa envolvente e reflexiva.
  • Ambientação: A escolha de locações reais em Nova York, especialmente em Brighton Beach, confere ao filme uma atmosfera genuína, enriquecendo a experiência do espectador.
  • Equilíbrio de Gêneros: A combinação de elementos de comédia romântica com situações dramáticas e tensas cria uma dinâmica que mantém o público engajado do início ao fim.

Pontos Negativos

  • Ritmo Irregular: Em determinados momentos, o filme apresenta uma cadência que pode parecer arrastada, especialmente no segundo ato, o que pode afetar a imersão do espectador.
  • Desenvolvimento de Personagens Secundários: Alguns personagens coadjuvantes poderiam ter sido mais explorados, oferecendo uma compreensão mais profunda de suas motivações e histórias.

Conclusão

“Anora” é uma obra que desafia convenções, oferecendo uma perspectiva crua e, ao mesmo tempo, humanizada sobre as complexidades das relações e das estruturas de poder na sociedade contemporânea. Com atuações fortes e uma direção sensível, o filme solidifica Sean Baker como uma voz distinta no cinema atual.

Nota: 6.5/10

Crítica | Agatha: Desde Sempre

A nova série da Marvel, Agatha: Desde Sempre, leva os espectadores a um mergulho profundo na história da misteriosa Agatha Harkness, a bruxa revelada em WandaVision. Estrelada por Kathryn Hahn, a série explora as origens, os segredos e a complexa jornada dessa personagem, oferecendo uma narrativa focada no uso da magia e no universo místico do MCU. Para os fãs de multiverso Marvel, bruxas e feitiçaria, essa série promete trazer um novo ar ao que conhecemos do universo Marvel, expandindo e aprofundando a temática da magia negra e das consequências do poder.

Enredo e Desenvolvimento dos Personagens

No primeiro episódio, somos levados ao início da vida de Agatha, revelando como ela descobriu seus poderes em uma época de perseguição às bruxas. A trama mostra sua jornada por séculos, explorando como ela se tornou uma das bruxas mais temidas e respeitadas no multiverso. Cada episódio é construído para revelar camadas da personagem, desde sua sede de poder até seus dilemas éticos. Esses elementos ajudam a criar uma narrativa densa e cativante que difere do típico super-herói da Marvel e se aproxima mais de uma anti-heroína.

Pontos Altos: Kathryn Hahn e a Expansão do Multiverso Marvel

Um dos maiores destaques da série é a atuação de Kathryn Hahn. Sua interpretação de Agatha Harkness combina humor sombrio e uma complexidade emocional que torna a personagem memorável. Hahn não apenas brilha nos momentos mais tensos, mas também consegue trazer carisma e humanidade a uma figura que poderia facilmente ser unidimensional. Sua presença em cena é um ponto de atração, oferecendo aos espectadores uma protagonista que se diferencia do perfil de super-heróis mais tradicionais do MCU.

A série também é eficaz em expandir o multiverso Marvel e a tradição das bruxas, conectando Agatha a outras figuras místicas e revelando a extensão do poder que existe além dos Vingadores e dos super-heróis. Esses elementos sugerem um futuro promissor para o MCU, onde personagens místicos poderão ganhar mais espaço e importância.

O Uso da Magia Negra e as Consequências

Outro ponto alto de Agatha: Desde Sempre é a forma como a série aborda a magia negra e seus efeitos no mundo ao redor. Ao contrário de outros heróis do MCU que possuem habilidades físicas, a magia de Agatha tem um preço emocional e psicológico. A série aborda o custo pessoal do uso da magia negra, refletindo como esse poder molda a personalidade e as decisões de Agatha. Esses aspectos aprofundam a personagem e tornam a série mais envolvente, especialmente para os fãs de histórias místicas e sobrenaturais.

Design de Produção e Ambientação

A estética sombria da série é outro destaque. Com cenários detalhados e uma direção de arte que cria uma atmosfera envolvente e quase gótica, Agatha: Desde Sempre utiliza um design de produção que reflete o lado místico e sombrio da trama. Essa ambientação é fundamental para construir o universo da série, destacando a aura sombria e misteriosa que permeia a jornada da protagonista.

Conexões com WandaVision e o Futuro do MCU

Para os fãs de WandaVision, a série oferece uma continuidade interessante, conectando pontos sobre o relacionamento de Agatha com Wanda Maximoff e seus eventos. Essas conexões são feitas com sutileza, o que permite que novos espectadores consigam entender a história, mas sem deixar de agradar os fãs mais antigos. Além disso, Agatha: Desde Sempre sugere desdobramentos importantes para o MCU, pavimentando o caminho para novas explorações do multiverso e da magia.

Pontos Baixos: Ritmo e Excesso de Flashbacks

Apesar dos muitos pontos altos, Agatha: Desde Sempre apresenta algumas questões que podem incomodar os espectadores. O ritmo da série, em alguns momentos, se torna lento devido ao uso excessivo de flashbacks e explicações detalhadas sobre o passado da personagem. Embora isso aprofunde a história, pode fazer com que o enredo perca o ritmo, principalmente para quem busca uma narrativa mais ágil.

Falta de Progresso na Trama Principal

Outro ponto que pode ser considerado negativo é a falta de um objetivo claro na trama principal. Embora a série explore o passado de Agatha e introduza novos personagens e ameaças, a falta de um conflito central imediato pode diminuir o senso de urgência. Isso faz com que, em certos momentos, a história pareça sem direção, dificultando o engajamento dos espectadores mais acostumados com tramas focadas.

Personagens Secundários e Novas Introduções

Além de Agatha, a série introduz personagens secundários que desempenham papéis importantes na trama. Alguns se destacam e complementam a história, enquanto outros parecem subaproveitados. Isso deixa a impressão de que, embora o universo místico seja vasto, nem todos os personagens têm a mesma profundidade ou relevância, o que enfraquece algumas interações.

Trilha Sonora e Atmosfera

A trilha sonora, cuidadosamente escolhida, combina bem com a atmosfera da série, complementando os momentos de suspense e as cenas mais intensas. Canções com tons místicos e góticos ajudam a criar o clima perfeito para a história de Agatha, mas sem sobrecarregar a narrativa com músicas exageradamente dramáticas. Esse equilíbrio na sonoridade é um ponto positivo, contribuindo para uma experiência imersiva.

Referências e Easter Eggs

A série oferece aos fãs várias referências ao multiverso Marvel e aos quadrinhos originais, proporcionando uma experiência rica para quem acompanha o universo Marvel há anos. Esses easter eggs agradam aos espectadores atentos e conectam a série a outras produções da Marvel, ampliando o universo e criando um elo com futuros lançamentos.

O Impacto de Agatha: Desde Sempre no MCU

Com essa série, a Marvel não só explora novos territórios, mas também mostra a importância de personagens místicos no futuro do MCU. Agatha Harkness, anteriormente um personagem coadjuvante, agora se destaca como uma figura com potencial para influenciar o universo Marvel de maneiras inesperadas, seja como aliada ou vilã.

Conclusão: Vale a Pena Assistir?

Agatha: Desde Sempre é uma série que brilha por sua originalidade e pelo aprofundamento em temas mais sombrios e complexos do MCU. Kathryn Hahn entrega uma atuação cativante, e a narrativa rica em referências e mistérios místicos é um prato cheio para os fãs. Embora apresente algumas falhas de ritmo e personagens secundários menos explorados, é uma produção essencial para os fãs que desejam ver o lado mais sombrio do universo Marvel.

Crítica | Venom: A Última Rodada

Venom: A Última Rodada, a nova produção estrelada por Tom Hardy, prometia uma conclusão épica para a história do simbionte. No entanto, apesar do talento do elenco, o filme se revela uma experiência decepcionante e mal executada, que falha em manter o interesse do público ao longo de sua narrativa.

Tom Hardy Não Brilha como Eddie Brock

Tom Hardy, que retorna ao papel de Eddie Brock/Venom, parece preso a um roteiro que não permite ao personagem se desenvolver. Conhecido por sua intensidade, Hardy parece menos envolvido, como se não pudesse explorar o lado sombrio de Venom de maneira eficaz, limitando o impacto de sua performance.

IMG_8793 Crítica | Venom: A Última Rodada

A Atuação de Michelle Williams É Desperdiçada

Michelle Williams, que interpreta Anne Weying, também está de volta, mas seu talento é subutilizado em um papel que serve apenas para dar suporte à narrativa. Sua personagem parece sem propósito real, desperdiçando o potencial dramático que a atriz poderia oferecer ao filme.

Woody Harrelson Carece de Complexidade como o Vilão

Woody Harrelson, que interpreta o vilão, traz seu carisma habitual para o papel. Porém, a falta de profundidade no desenvolvimento do personagem torna seu papel genérico e desinteressante. Harrelson, um ator consagrado, merecia um vilão com mais complexidade e nuances.

O Ritmo do Filme Não Favorece o Elenco

Com um ritmo apressado e desorganizado, Venom: A Última Rodada não oferece espaço para o elenco brilhar. As cenas parecem montadas às pressas, sem tempo para que os atores possam explorar suas interpretações, o que compromete ainda mais a experiência do público.

Química Inexistente Entre Personagens

A interação entre os personagens principais parece enfraquecida. A dinâmica entre Eddie e Anne, por exemplo, não apresenta a mesma intensidade dos filmes anteriores. A falta de química entre eles afeta o envolvimento emocional do espectador, prejudicando o impacto dramático.

Efeitos Visuais Não Compensam a Falta de Enredo

Apesar do uso de efeitos visuais, eles acabam sendo repetitivos e pouco impactantes, não compensando a falta de uma história cativante. A aposta em cenas de ação frenéticas não consegue manter o interesse por conta da falta de propósito na narrativa.

IMG_8794 Crítica | Venom: A Última Rodada

Direção e Roteiro Pouco Inspirados

A direção é inconsistente e o roteiro é um dos pontos mais fracos de Venom: A Última Rodada. A história é previsível e cheia de clichês, sem a complexidade que o elenco e os personagens exigem. Faltou visão para aproveitar o potencial dos atores.

Atuações Desperdiçadas em um Filme Sem Profundidade

Embora o elenco seja de qualidade, com nomes como Tom Hardy, Michelle Williams e Woody Harrelson, o filme não consegue dar o devido espaço para suas atuações brilharem. As interpretações ficam presas em uma trama que não faz jus ao talento dos atores.

Conclusão Final: “Venom: A Última Rodada” é uma Decepção

Em resumo, Venom: A Última Rodada não oferece a conclusão esperada para a franquia. Mesmo com um elenco talentoso, o filme é uma decepção por não explorar a complexidade de seus personagens e se contentar com um enredo raso e sem emoção.

Trailer | Lobisomem, novo longa de terror da Blumhouse

Universal Pictures divulgou o primeiro trailer de Lobisomem (Wolf Man), que foi exibido com exclusividade durante painel na New York Comic Con (NYCC). O longa, diDirigido por Leigh Whannell, de O Homem Invisível, este longa é uma nova versão de um clássico do terror, trazendo de volta um personagem icônico do gênero. A estreia está marcada para 16 de janeiro de 2025. Confira o vídeo:

A produção, estrelada por Christopher Abbott, a vencedora do Emmy Julia Garner, Matilda Firth e Sam Jaeger, acompanha a história de Blake, um marido e pai de São Francisco, que herda a casa de infância na zona rural isolada do Oregon após o desaparecimento e presumida morte de seu pai. Reconhecendo o desgaste em seu casamento com a enérgica Charlotte, Blake sugere que tirem um tempo da cidade e façam uma viagem relaxante, aproveitando para visitar a propriedade com sua filha pequena, Ginger. Mas, ao se aproximarem da fazenda ao anoitecer, a família é atacada por uma criatura invisível e, em uma tentativa de sobrevivência, se refugia dentro da casa, construindo uma barricada para se proteger enquanto a criatura continua rondando a área.

Crítica | Pisque Duas Vezes

(Contém Spoilers)

“Pisque Duas Vezes” é um suspense psicológico que tenta misturar mistério e terror, mas acaba falhando em sua execução. Com uma trama promissora, o filme se perde em reviravoltas previsíveis e diálogos fracos. Dirigido por Robert Stone, o longa tenta criar uma atmosfera tensa, mas a narrativa dispersa e o ritmo lento prejudicam o impacto final.

O filme começa com uma proposta intrigante: uma jovem chamada Emily, interpretada por Lily Collins, recebe uma mensagem misteriosa. “Pisque duas vezes se precisar de ajuda” é o ponto de partida de um jogo perigoso de ilusões e segredos. A ideia de que alguém a está observando constantemente cria um certo suspense, mas o filme falha em manter essa tensão.

Pisque-Duas-Vezes-2-1024x598 Crítica | Pisque Duas Vezes

À medida que a trama avança, a narrativa se arrasta sem grandes revelações. Emily começa a desconfiar de todos ao seu redor, mas o roteiro insiste em prolongar a dúvida sem fornecer pistas ou evoluções significativas. Isso cansa o espectador, que fica à espera de uma virada significativa que demora a chegar.

Além de Emily, outros personagens centrais, como seu namorado Jack (Sam Claflin) e sua melhor amiga Chloe (Elle Fanning), não têm desenvolvimento suficiente. Jack se mostra um parceiro superficial e previsível, enquanto Chloe, que deveria ser a confidente de Emily, acaba sendo subutilizada. Suas motivações são fracas e suas ações, previsíveis.

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Ao longo do filme, “Pisque Duas Vezes” tenta introduzir reviravoltas para prender o espectador, mas a maioria delas é previsível. O grande mistério em torno da mensagem se desmancha quando descobrimos que o responsável é o próprio Jack, que planeja controlar Emily para roubar sua herança. Essa revelação não surpreende e só evidencia a fragilidade do roteiro.

O clímax do filme ocorre quando Emily finalmente descobre o plano de Jack. No entanto, a cena de confronto entre os dois é decepcionante e sem intensidade emocional. Em vez de um embate psicológico ou físico mais elaborado, o desfecho é previsível e pouco empolgante.

Mesmo sendo um suspense psicológico, o filme não consegue criar tensão suficiente. O uso excessivo de clichês e cenas forçadas de sustos tiram a profundidade do enredo. Além disso, o diretor Robert Stone parece hesitar entre construir uma narrativa mais sutil ou partir para um suspense explícito, resultando em uma mistura pouco coesa.

94015916-b936-44ae-ad0d-2cf0e64f33dd-1024x683 Crítica | Pisque Duas Vezes

Lily Collins faz o que pode com o material que tem em mãos, mas sua personagem, Emily, não tem profundidade suficiente. Sua atuação é convincente em alguns momentos, especialmente quando ela está no limite do colapso emocional, mas o roteiro limitado impede que Collins brilhe como poderia.

A direção de Robert Stone é funcional, mas não inovadora. Ele utiliza os elementos básicos do gênero de suspense, como sombras, silhuetas e jogos de câmera, mas sem grande originalidade. O estilo visual do filme é bem produzido, mas carece de identidade própria.

“Pisque Duas Vezes” tinha uma premissa interessante, mas a falta de profundidade no roteiro e a previsibilidade das reviravoltas resultam em um filme mediano. O potencial para um suspense psicológico envolvente se perde no caminho, e o espectador é deixado com uma sensação de desapontamento.

Onde Assistir Pisque Duas Vezes

“Pisque Duas Vezes” está disponível para assistir no Amazon Prime Video. Embora o filme tenha algumas qualidades visuais e uma boa premissa, ele deixa a desejar em termos de desenvolvimento e tensão.