Crítica | Thunderbolts*

Thunderbolts* surge como o trigésimo sexto capítulo do MCU, dirigido por Jake Schreier com roteiro de Eric Pearson e Joanna Calo. Ao reunir uma equipe de anti-heróis e vilões redimidos — como Yelena Belova, Bucky Barnes, Red Guardian, Ghost e mais —, o filme se afasta da fórmula habitual dos Vingadores e abraça a ambiguidade moral.

Ao invés de heróis impolutos, temos indivíduos marcados por traumas: Yelena carrega culpa e vazio após a morte da irmã, enquanto Bob (Sentry) personifica a instabilidade emocional, trazendo uma carga psicológica pesada para o time.

A performance de Pugh como Yelena é frequentemente apontada como transcendente, carregando o filme com intensidade e autenticidade incomuns nos filmes de super-heróis.

Com visual mais contido, a obra aposta em efeitos práticos, tons dessaturados e cenas psicológicas desconcertantes, trocando grandiosidade por profundidade. Ação e humor surgem em equilíbrio preciso, conferindo um ritmo fluido e reflexivo.

O elenco funciona como um coletivo sólido. Sebastian Stan traz gravidade como Bucky; David Harbour equilibra humor e emoção como Red Guardian; Lewis Pullman oferece uma das performances mais surpreendentes como Bob/Sentry.

Críticas destacam que o filme presume menos conexão com produções Disney+ e enfatiza o desenvolvimento emocional acima do universo expansivo do MCU. Com 88% no Rotten Tomatoes, é reconhecido como um dos melhores lançamentos recentes da Marvel.

Apesar dos elogios, há ressalvas: o primeiro ato pode parecer arrastado, a vilã (Valentina) é pouco aprofundada e o ritmo inicial oscila. Tais fragilidades, no entanto, são superadas pela solidez emocional do conjunto.

Conclusão: um novo caminho para o MCU
Thunderbolts entrega uma experiência rara no universo Marvel — um filme que não só diverte, mas também emociona e faz pensar. Com personagens imperfeitos que encontram força na vulnerabilidade, a produção representa uma possível nova fase para o MCU, baseada em introspecção e humanidade, não apenas em efeitos visuais.

NOTA: 7,5/10

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Crítica | Ladrões (2025): Aronofsky reinventa o gênero de ação com estilo e humor

Uma virada inesperada na carreira de Aronofsky

Conhecido por suas obras intensas e psicológicas, como Réquiem para um Sonho e Cisne Negro, Darren Aronofsky surpreende ao se aventurar no gênero de ação e comédia com Ladrões. O filme marca uma mudança significativa em sua filmografia, apresentando uma narrativa mais leve e acessível, mas sem perder sua assinatura estilística.

Ladrões segue Hank Thompson (Austin Butler), um ex-jogador de beisebol que trabalha como barman em Nova York. Sua vida tranquila é interrompida quando seu vizinho, Russ (Matt Smith), pede que ele cuide de seu gato por alguns dias. O que parecia ser um simples favor se transforma em uma caçada frenética por dinheiro roubado, envolvendo mafiosos russos, policiais corruptos e assassinos de aluguel.

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Austin Butler entrega uma performance carismática e convincente como Hank. Sua habilidade em transitar entre momentos de ação intensa e comédia leve demonstra sua versatilidade como ator. A química com Zoë Kravitz, que interpreta sua namorada Yvonne, adiciona profundidade emocional à trama.

A ambientação de Nova York nos anos 90 é retratada com energia e autenticidade. A cidade se torna quase um personagem, com suas ruas movimentadas, bares e o clima de tensão constante. A direção de arte e a cinematografia capturam perfeitamente a essência da época, imergindo o espectador no cenário urbano.

O filme equilibra habilidosamente cenas de ação com momentos de humor, criando um ritmo envolvente. Referências a filmes clássicos de ação e comédia, como Snatch e Beijos e Tiros, são evidentes, mas Aronofsky imprime sua própria visão, resultando em uma experiência cinematográfica única.

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A crítica especializada tem respondido positivamente a Ladrões. O Rotten Tomatoes, por exemplo, atribui ao filme uma aprovação de 87% com base em 120 críticas. O The Guardian descreveu-o como um “espetáculo agradável”, enquanto a Associated Press elogiou a performance de Austin Butler, afirmando que o filme “demonstra seu talento melhor do que Elvis jamais o fez” .

Conclusão: uma reinvenção bem-sucedida

Ladrões é uma reinvenção bem-sucedida para Darren Aronofsky, que se distancia de seus dramas psicológicos para entregar um thriller de ação e comédia envolvente. Com uma trama dinâmica, atuações sólidas e uma direção estilisticamente distinta, o filme oferece uma experiência cinematográfica refrescante e divertida.

Nota: 6/10

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