Crítica | Venom: A Última Rodada

Venom: A Última Rodada, a nova produção estrelada por Tom Hardy, prometia uma conclusão épica para a história do simbionte. No entanto, apesar do talento do elenco, o filme se revela uma experiência decepcionante e mal executada, que falha em manter o interesse do público ao longo de sua narrativa.

Tom Hardy Não Brilha como Eddie Brock

Tom Hardy, que retorna ao papel de Eddie Brock/Venom, parece preso a um roteiro que não permite ao personagem se desenvolver. Conhecido por sua intensidade, Hardy parece menos envolvido, como se não pudesse explorar o lado sombrio de Venom de maneira eficaz, limitando o impacto de sua performance.

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A Atuação de Michelle Williams É Desperdiçada

Michelle Williams, que interpreta Anne Weying, também está de volta, mas seu talento é subutilizado em um papel que serve apenas para dar suporte à narrativa. Sua personagem parece sem propósito real, desperdiçando o potencial dramático que a atriz poderia oferecer ao filme.

Woody Harrelson Carece de Complexidade como o Vilão

Woody Harrelson, que interpreta o vilão, traz seu carisma habitual para o papel. Porém, a falta de profundidade no desenvolvimento do personagem torna seu papel genérico e desinteressante. Harrelson, um ator consagrado, merecia um vilão com mais complexidade e nuances.

O Ritmo do Filme Não Favorece o Elenco

Com um ritmo apressado e desorganizado, Venom: A Última Rodada não oferece espaço para o elenco brilhar. As cenas parecem montadas às pressas, sem tempo para que os atores possam explorar suas interpretações, o que compromete ainda mais a experiência do público.

Química Inexistente Entre Personagens

A interação entre os personagens principais parece enfraquecida. A dinâmica entre Eddie e Anne, por exemplo, não apresenta a mesma intensidade dos filmes anteriores. A falta de química entre eles afeta o envolvimento emocional do espectador, prejudicando o impacto dramático.

Efeitos Visuais Não Compensam a Falta de Enredo

Apesar do uso de efeitos visuais, eles acabam sendo repetitivos e pouco impactantes, não compensando a falta de uma história cativante. A aposta em cenas de ação frenéticas não consegue manter o interesse por conta da falta de propósito na narrativa.

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Direção e Roteiro Pouco Inspirados

A direção é inconsistente e o roteiro é um dos pontos mais fracos de Venom: A Última Rodada. A história é previsível e cheia de clichês, sem a complexidade que o elenco e os personagens exigem. Faltou visão para aproveitar o potencial dos atores.

Atuações Desperdiçadas em um Filme Sem Profundidade

Embora o elenco seja de qualidade, com nomes como Tom Hardy, Michelle Williams e Woody Harrelson, o filme não consegue dar o devido espaço para suas atuações brilharem. As interpretações ficam presas em uma trama que não faz jus ao talento dos atores.

Conclusão Final: “Venom: A Última Rodada” é uma Decepção

Em resumo, Venom: A Última Rodada não oferece a conclusão esperada para a franquia. Mesmo com um elenco talentoso, o filme é uma decepção por não explorar a complexidade de seus personagens e se contentar com um enredo raso e sem emoção.

Crítica | Madame Teia

Madame Teia não esconde a necessidade de explicar sua existência, desde a primeira cena em que a mãe da protagonista se envolve em um diálogo minucioso e inexplicável com o futuro vilão do filme sobre a busca por aranhas na Amazônia, mesmo que ele aparentemente a tenha levado até lá. Essa explicação detalhada permeia todo o filme, quase sem pausas para o desenvolvimento dos personagens, chegando ao ponto de uma moça ter a frase “Eu como Matemática no café da manhã” estampada em sua camiseta, para garantir que o público não esqueça a suposta inteligência excepcional da protagonista.

fotojet-2024-02-07t181512891_vrvt.960 Crítica | Madame Teia

Embora essa abordagem didática seja comum em Hollywood, especialmente em filmes de super-heróis, Madame Teia falha em todos os outros aspectos necessários para construir uma história satisfatória. Até mesmo a própria protagonista, interpretada por Dakota Johnson, parece consciente do ridículo da situação em que está inserida, mas o filme não aproveita isso para oferecer um toque de humor, limitando-se a piadas clichês entre adolescentes ou a uma repentina mudança de coração da personagem em relação à família, encontrando motivação em três garotas.

O roteiro, escrito por quatro pessoas, incluindo a diretora SJ Clarkson, explora a origem da heroína. Nos quadrinhos, Cassandra Webb é uma vidente do universo Marvel, enquanto no filme ela é uma paramédica que adquire o dom de ver o futuro após um acidente e se vê envolvida em uma trama para salvar três adolescentes de um vilão ligado ao seu passado. No entanto, tanto o desenvolvimento quanto o desfecho de Madame Teia seguem padrões previsíveis de filmes de quadrinhos, com uma execução que remete a projetos fracassados como Mulher-Gato ou Elektra.

Sony-antecipa-Madame-Teia-no-Brasil-e-filme-estreara-na-Quarta-feira-de-Cinzas-legadodamarvel-1024x538 Crítica | Madame Teia

A falta de sutileza no texto não deixa espaço para que o excelente elenco, composto por Isabela Merced, Sydney Sweeney, Celeste O’Connor e Johnson, brilhe. As personagens são tratadas como veículos de explicações em vez de serem desenvolvidas com uma narrativa ou trajetória própria. Mesmo Johnson, como Cassie, não consegue escapar do roteiro e da direção confusos.

Clarkson tenta compensar a falta de ação com uma fotografia repleta de closes e enquadramentos inusitados, mas isso não impede que as duas horas de filme se arrastem. A trama parece confiar excessivamente na explicação repetitiva de conceitos, deixando o clímax como uma sucessão apressada de eventos, como se fosse uma obrigação após tantas explicações ao longo do filme.

fotojet-96_w8a7.960 Crítica | Madame Teia

Madame Teia pode ser considerado mais um exemplo de filme de super-herói fraco, que evidencia o desgaste do gênero, mas sua falha vai além disso. O filme se perde em suas próprias tentativas de introduzir novos personagens, sem precisar da pressão do desgaste do formato para tropeçar. Talvez seja melhor seguir o conselho de uma das personagens e tirar uma semana de folga para assistir a filmes antigos, um conselho que poderia ser aplicado a muitos produtores de filmes de super-heróis hoje em dia.