Crítica | Guardiões da Galáxia Vol. 3

Guardiões da Galáxia Vol. 3 marca o aguardado retorno da equipe mais irreverente do universo Marvel, encerrando a jornada dos personagens sob a direção de James Gunn. Este terceiro capítulo traz os Guardiões – Peter Quill (Chris Pratt), Rocket (Bradley Cooper), Groot (Vin Diesel), Drax (Dave Bautista), Nebulosa (Karen Gillan), e Mantis (Pom Klementieff) – enfrentando uma nova ameaça, o poderoso vilão Alto Evolucionário (Chukwudi Iwuji), que busca “aperfeiçoar” seres através de cruéis experimentos genéticos. A trama é marcada pela tentativa de resgate de Rocket, que está em risco devido ao seu passado conturbado. Gunn equilibra ação, drama e humor, criando um capítulo final emocionante para essa amada equipe.

Exploração do Passado de Rocket

O passado de Rocket é o cerne da trama em Guardiões da Galáxia Vol. 3. Os fãs finalmente têm um vislumbre do que o personagem passou antes de se tornar um Guardião. Rocket é um dos personagens mais complexos da franquia, e seu passado traumático é explorado de forma sensível e comovente. Gunn usa flashbacks para ilustrar os experimentos que Rocket sofreu nas mãos do Alto Evolucionário, revelando como esses momentos moldaram o personagem. Essa abordagem adiciona profundidade à narrativa e ajuda a compreender melhor o sarcasmo e o espírito de luta de Rocket.

Desenvolvimento dos Personagens e Temas de Redenção

O tema da redenção permeia o filme, especialmente nas histórias de Nebulosa e Peter Quill. Peter ainda está lidando com a perda de Gamora (Zoe Saldana), que agora é uma versão alternativa de si mesma, sem as memórias do relacionamento que construíram. A dinâmica entre Quill e Gamora traz um tom agridoce à história, lembrando o público das complexidades do amor e da perda. A versão alternativa de Gamora, que não compartilha do passado afetivo com Quill, dá um tom interessante à sua relação com o grupo, especialmente ao explorar a possibilidade de redenção e novos começos.

Humor e Ritmo

Como é característico da franquia, Guardiões da Galáxia Vol. 3 mescla ação com humor, mantendo o tom irreverente que conquistou os fãs desde o primeiro filme. No entanto, desta vez, Gunn ajusta o tom para momentos mais emotivos. As piadas continuam eficazes e bem-timed, mas o diretor soube dar espaço ao drama e à emoção quando necessário. É um equilíbrio difícil de atingir, mas que funciona bem para o desfecho desta trilogia, evitando o exagero e permitindo que o público sinta o peso das despedidas.

Vilão e Ameaça Principal

O Alto Evolucionário é um antagonista fascinante, e sua obsessão por “perfeição” cria um vilão complexo e intimidador. Interpretado de forma marcante por Chukwudi Iwuji, ele é mais profundo do que vilões anteriores, com motivações que exploram questões de ética científica e os perigos da ambição desmedida. Embora o Alto Evolucionário não tenha o mesmo carisma de vilões como Thanos, ele é um oponente à altura dos Guardiões, trazendo desafios emocionais e físicos para o grupo.

Cenas de Ação e Efeitos Visuais

As cenas de ação de Guardiões da Galáxia Vol. 3 são espetaculares, com cenas bem coreografadas e visuais de tirar o fôlego. Em especial, a sequência de batalha final é uma das mais intensas e visualmente impactantes da franquia. Gunn mantém a tradição da franquia de usar uma paleta de cores vibrantes, o que adiciona um toque único ao filme e ajuda a diferenciá-lo de outras produções do Universo Cinematográfico da Marvel. Os efeitos visuais, incluindo as criaturas e as sequências espaciais, são de alta qualidade e dão ao filme uma atmosfera épica.

Trilha Sonora e Nostalgia

Mais uma vez, a trilha sonora desempenha um papel essencial em Guardiões da Galáxia Vol. 3. Gunn escolheu clássicos do rock e pop que evocam nostalgia e acompanham perfeitamente as cenas. A música é usada não apenas como pano de fundo, mas como uma extensão emocional da narrativa, conectando o público com os personagens em momentos chave. As escolhas musicais são tão icônicas quanto nos filmes anteriores, enriquecendo ainda mais a experiência de assistir ao filme.

Pontos Altos e Baixos

Pontos Altos: A exploração do passado de Rocket é um dos grandes destaques, oferecendo uma história profunda e emocional. A relação entre Quill e Gamora, o desenvolvimento de Nebulosa e as cenas de ação épicas também merecem elogios. Gunn consegue equilibrar bem os elementos emocionais com o humor característico dos Guardiões, proporcionando um encerramento satisfatório e impactante.

Pontos Baixos: Em alguns momentos, o ritmo é prejudicado pelo excesso de subtramas e personagens, o que pode causar uma sensação de que algumas histórias poderiam ter sido exploradas de maneira mais concisa. Além disso, o vilão, embora interessante, poderia ter sido desenvolvido com mais camadas, especialmente em relação a suas motivações e história pessoal.

Comparação com os Filmes Anteriores

Guardiões da Galáxia Vol. 3 é mais sombrio e emocional do que os filmes anteriores, destacando-se por sua abordagem mais madura. Embora mantenha o humor e o estilo irreverente característicos da franquia, esta sequência oferece um peso emocional que não estava presente nos volumes anteriores. O primeiro filme foi uma introdução divertida ao grupo, enquanto o segundo explorou os laços familiares. Este terceiro filme une esses elementos para criar um final completo e comovente.

Conclusão

Guardiões da Galáxia Vol. 3 é um desfecho digno e emocionante para a trilogia. James Gunn entregou um filme que respeita o legado dos personagens e oferece um fim satisfatório, cheio de ação, emoção e humor. Para os fãs da Marvel e dos Guardiões, é uma despedida agridoce, que provavelmente deixará uma marca duradoura no Universo Cinematográfico da Marvel. Com seu enredo envolvente, cenas de ação impressionantes e uma trilha sonora nostálgica, Guardiões da Galáxia Vol. 3 é um filme imperdível para quem acompanhou a trajetória dos Guardiões.

 
Trailer:
 
 
Crítica | Shazam! Fúria dos Deuses

Shazam! Fúria dos Deuses (2023) é a sequência do sucesso Shazam! (2019), dirigido por David F. Sandberg. O filme segue Billy Batson (Asher Angel/Zachary Levi) e sua família de super-heróis enquanto enfrentam uma nova ameaça: as Filhas de Atlas. Essas poderosas vilãs mitológicas – Hespera (Helen Mirren), Calipso (Lucy Liu) e Anthea (Rachel Zegler) – surgem buscando vingança pela magia roubada de sua família e estão dispostas a tudo para recuperar o poder. Essa trama oferece uma combinação interessante de ação e comédia, ao mesmo tempo que aprofunda os temas de responsabilidade, união e amadurecimento.

Expansão do Universo Shazam

Com as Filhas de Atlas como antagonistas, o filme explora novas dimensões da mitologia do universo DC. Essas personagens trazem uma ameaça mais séria e realista em comparação ao primeiro filme, e seu objetivo de recuperar a magia adiciona uma camada mítica que enriquece o mundo de Shazam!. As habilidades das vilãs também ampliam as cenas de ação, com sequências visuais impressionantes de destruição em larga escala e batalhas épicas, dando ao filme um tom mais grandioso e maduro.

Desenvolvimento dos Personagens

Billy Batson, enquanto lida com a responsabilidade de ser o líder do grupo de heróis, também está em uma fase de autodescoberta e medo de perder sua família. Ele se sente pressionado a ser um bom irmão e um bom herói, lidando com sua identidade dividida entre adolescente e super-herói. A relação de Billy com sua família é um dos pontos altos do filme, pois reflete o tema da importância dos laços familiares e da confiança mútua.

Os irmãos de Billy – Freddy (Jack Dylan Grazer), Mary (Grace Fulton), Darla (Faithe Herman), Eugene (Ian Chen) e Pedro (Jovan Armand) – continuam a desenvolver suas próprias habilidades. Em especial, Freddy ganha mais destaque ao ter uma subtrama própria envolvendo um interesse romântico com Anthea. Essa história secundária traz um toque de humanidade ao filme, equilibrando os momentos mais intensos com toques de leveza.

Cenas de Ação e Efeitos Visuais

Shazam! Fúria dos Deuses eleva o nível de seus efeitos visuais e cenas de ação. Com as vilãs utilizando poderes elementares, as cenas de luta são repletas de efeitos de manipulação de terra, vento e relâmpagos. A sequência de ação no estádio, onde Billy enfrenta Hespera e Calipso, é especialmente memorável, destacando o potencial visual e dramático da produção.

Os efeitos especiais mostram grande avanço em relação ao primeiro filme, criando uma ambientação de fantasia rica e detalhada. As criaturas mitológicas, incluindo dragões e minotauros, são bem construídas e adicionam uma dose de perigo que intensifica a tensão das cenas. Apesar de grandiosas, algumas dessas cenas acabam sendo um pouco exageradas, podendo fazer com que o espectador se sinta sobrecarregado com a quantidade de ação e efeitos.

Equilíbrio Entre Humor e Emoção

Uma das características mais fortes de Shazam! foi o equilíbrio entre o humor e o drama, algo que Fúria dos Deuses tenta manter. O filme usa o humor para amenizar o tom sério das ameaças e ajuda a reforçar a dinâmica entre os irmãos. A personalidade de Billy como Shazam, com seu jeito brincalhão e inexperiente, ainda é cativante e consegue arrancar boas risadas do público. Entretanto, em alguns momentos, o humor parece forçado, interrompendo o fluxo da narrativa ou diluindo o impacto das cenas mais emocionantes.

Trilha Sonora e Visual

A trilha sonora acompanha bem as cenas de ação e os momentos de reflexão, mas não chega a se destacar como um elemento memorável do filme. Visualmente, a fotografia e a paleta de cores intensificam o ambiente de fantasia e aventura. As cores vibrantes dos trajes dos heróis contrastam bem com o visual sombrio das vilãs, criando uma estética que enfatiza o confronto entre o bem e o mal.

Comparação com o Primeiro Filme

Embora Shazam! Fúria dos Deuses tenha evoluído em termos de efeitos visuais e desenvolvimento de enredo, ele se distancia um pouco da simplicidade e leveza que fizeram do primeiro filme um sucesso. A sequência apresenta uma ameaça maior e momentos mais intensos, mas perde um pouco da espontaneidade que caracterizou o primeiro Shazam!. Essa mudança pode agradar aos fãs que esperavam uma evolução do universo e uma escala de perigos mais alta, mas também pode afastar aqueles que preferiam o tom mais divertido e despreocupado do primeiro filme.

Pontos Altos e Baixos

Pontos Altos: As performances de Helen Mirren e Lucy Liu como vilãs são poderosas e adicionam um peso significativo ao enredo. A relação entre os irmãos de Billy e o crescimento pessoal dos personagens são pontos emocionantes e bem desenvolvidos, trazendo um aspecto humano para o meio da ação.

Pontos Baixos: A trama às vezes perde o foco, devido ao excesso de cenas de ação e à necessidade de equilibrar muitos personagens e subtramas. O humor, apesar de ser uma marca registrada do personagem Shazam, poderia ser melhor dosado para manter a fluidez da narrativa. Outro ponto fraco é o desfecho, que, embora visualmente impactante, pode parecer previsível e clichê para alguns espectadores.

Conclusão

Shazam! Fúria dos Deuses é uma sequência ambiciosa que expande o universo mágico e heroico de Shazam, apostando em uma história mais épica e visualmente rica. Embora tenha alguns problemas de ritmo e excesso de humor, o filme entrega o que promete: uma aventura divertida, com momentos emocionantes e uma história de superação familiar. É um filme recomendado para os fãs de super-heróis que apreciam uma narrativa mais leve e repleta de fantasia.

TOP GUN: MAVERICK | Filme se torna a maior bilheteria da história da Paramount no Brasil

Um dos melhores filmes lançados nos últimos tempos, e fortíssimo candidato a melhor lançamento de 2022, o sucesso de crítica e público Top Gun: Maverick vem trazendo ótimos números de bilheteria, batendo um importantes marcas.

 

Antes de qualquer coisa, clique aqui para ler nossa crítica do filme.

 

Top Gun: Maverick se tornou a maior bilheteria da história da Paramount Pictures no Brasil. Neste fim de semana, o filme atingiu os R$ 79 milhões, ultrapassando Noé, longa ao qual pertencia o recorde anterior da distribuidora. O longa também apresenta excelentes resultados quanto ao público, chegando aos mais de 3,5 milhões de espectadores após o quarto final de semana de exibição nos cinemas. 

 

O longa estrelado por Tom Cruise vem acumulando dados importantes e ultrapassando marcas durante sua passagem pelas salas de cinema. O filme, em seu segundo final de semana de exibição, já tinha alcançado uma bilheteria total maior que a de Missão: Impossível – Efeito Fallout e mais de dois milhões de espectadores. Foi também o maior circuito de estreia no país para um filme da Paramount Pictures e para um filme de Tom Cruise. 

top-gun-2-tom-cruise-300x169 TOP GUN: MAVERICK | Filme se torna a maior bilheteria da história da Paramount no Brasil 

Nos Estados Unidos, o filme foi considerado o mais rentável neste ano, arrecadando cerca de US$ 401,8 milhões em bilheteria até agora,  além de ter sido o filme número 1 do mundo no seu final de semana de estreia. 

 

Além disso, o filme já ultrapassou a marca de US$ 800 milhões de bilheteria mundial, se tornando a maior bilheteria de um filme protagonizado por Tom Cruise. Será que conseguimos bater US$ 1 bilhão?

 

Top Gun: Maverick está em cartaz nos cinemas.

 

 
Crítica | TOP GUN: MAVERICK

Em Top Gun: Maverick, Tom Cruise retorna como o carismático e destemido piloto Pete “Maverick” Mitchell, quase 36 anos após o lançamento do clássico de 1986. Dessa vez, Maverick, agora um veterano experiente e cheio de histórias, volta à famosa escola de elite de pilotos da Marinha dos Estados Unidos, a Top Gun. Ele tem a missão de treinar um novo grupo de pilotos para uma operação arriscada e quase suicida, enfrentando pressões não só do comando, mas também dos desafios de envelhecer em um mundo que abraça tecnologias cada vez mais sofisticadas.

Aprofundamento dos Personagens e Relações

O filme foca, em particular, na relação entre Maverick e Bradley “Rooster” Bradshaw (Miles Teller), filho de seu ex-parceiro de voo, Goose, que morreu tragicamente no primeiro filme. A tensão entre Maverick e Rooster adiciona uma camada emocional ao enredo, revivendo antigas culpas e conflitos internos que Maverick carrega desde a morte de Goose. A dinâmica entre eles é um dos pontos altos do filme, abordando os temas de perdão, responsabilidade e legado.

Cenas de Ação e Efeitos Visuais

Um dos maiores atrativos de Top Gun: Maverick são, sem dúvida, as cenas de ação aérea. As sequências são repletas de adrenalina e executadas com um nível impressionante de realismo, graças ao compromisso de Tom Cruise e dos cineastas em usar filmagens práticas ao invés de efeitos visuais gerados por computador. As cenas em que os pilotos desafiam a gravidade em caças F-18 são visualmente deslumbrantes e garantem que o espectador se sinta dentro da cabine. A cinematografia consegue capturar a intensidade dos voos e a vastidão dos céus, proporcionando uma experiência imersiva que é rara no cinema de ação atual.

Trilha Sonora e Nostalgia

A trilha sonora também é um grande ponto positivo, trazendo de volta a clássica Danger Zone, de Kenny Loggins, além de novas faixas que combinam perfeitamente com o clima de ação e emoção do filme. Essa combinação entre o novo e o nostálgico ajuda a manter a conexão com o filme original, ao mesmo tempo que moderniza a experiência. Lady Gaga também contribui com a faixa Hold My Hand, que complementa o lado mais emocional do filme.

Desenvolvimento Temático: Superação e Legado

Top Gun: Maverick explora temas de superação e legado, com Maverick enfrentando o envelhecimento e a passagem do tempo enquanto busca transmitir seus conhecimentos para a nova geração. Isso é representado de maneira tocante no filme, especialmente ao mostrar a evolução de Maverick de um piloto rebelde e imprudente para um mentor preocupado e experiente. O filme destaca o papel de Maverick como um ícone em um mundo que tende a substituí-lo por novas tecnologias, refletindo também o próprio papel de Tom Cruise em Hollywood como uma das últimas estrelas de ação.

Comparações com o Filme Original

A nostalgia é um elemento forte em Top Gun: Maverick, mas o filme não se apoia somente nela. Ele consegue se sustentar como uma obra independente, com um enredo sólido que expande o universo do filme original. A direção de Joseph Kosinski moderniza a trama e mantém a essência da história, respeitando o legado de Tony Scott, diretor do primeiro Top Gun. Ao invés de repetir as fórmulas de 1986, o novo filme atualiza o tom e a abordagem, tornando-o acessível para novas audiências sem alienar os fãs antigos.

Pontos Baixos

Apesar de seu sucesso geral, Top Gun: Maverick tem alguns pontos fracos. A trama, por vezes, é previsível e alguns personagens secundários carecem de desenvolvimento mais profundo, ficando restritos a estereótipos comuns em filmes de ação. O antagonista da missão é deixado de lado e pouco explorado, mantendo-se uma ameaça genérica e sem rosto. Esses aspectos, embora pequenos, poderiam ter adicionado camadas extras de complexidade ao filme.

Recepção da Crítica e Impacto no Cinema

Desde o seu lançamento, Top Gun: Maverick foi amplamente elogiado pela crítica, especialmente pela sua execução técnica impecável e pela atuação de Tom Cruise. O filme é considerado um dos melhores exemplares do gênero de ação nos últimos anos, graças ao seu respeito pela tradição do cinema de ação prático. Em um momento em que Hollywood se volta cada vez mais para efeitos digitais, Top Gun: Maverick resgata a sensação visceral do cinema clássico.

Conclusão

Top Gun: Maverick é uma experiência cinematográfica poderosa que mistura nostalgia com uma narrativa moderna e visualmente impressionante. Ele vai além de um simples filme de ação e se torna uma homenagem à coragem e à superação dos limites. Apesar de alguns pontos baixos, o filme é uma excelente sequência que honra o legado de Maverick, ao mesmo tempo em que pavimenta o caminho para o futuro.

 
Sinopse:
 

Depois de mais de 30 anos de serviço como um dos principais aviadores da Marinha, Pete “Maverick” Mitchell está de volta, rompendo os limites como um piloto de testes corajoso. No mundo contemporâneo das guerras tecnológicas, Maverick enfrenta drones e prova que o fator humano ainda é essencial.

 
Trailer:
 
007 – Sem Tempo para Morrer

Se antes havia dúvidas, agora é inegável: estamos vivendo uma grande era para os filmes de James Bond, que se encerra de maneira espetacular com 007 – Sem Tempo para Morrer (No Time to Die). O novo longa se firma como um dos melhores da franquia estrelada por Daniel Craig, que finaliza sua jornada como o agente secreto mais icônico do cinema com maestria.

O que torna essa despedida especialmente satisfatória é que o filme foi claramente moldado para Craig e tudo o que ele trouxe ao papel. Se o mesmo roteiro fosse entregue a outro ator, o resultado ainda seria um bom filme. Mas com Craig, temos uma conclusão que amarra uma narrativa de 15 anos, explorando emoções profundas, dilemas de confiança e a complexidade do amor.

Esses temas poderiam soar sensíveis demais para um filme de James Bond, mas com a abordagem estoica de Craig e sua capacidade de transmitir camadas de sentimentos apenas com o olhar, 007 – Sem Tempo para Morrer nunca se afasta do que o público espera. O longa traz sequências de ação grandiosas, localizações exóticas e, claro, momentos icônicos como Bond se apresentando com seu tradicional “Bond, James Bond” e pedindo seu característico Dry Martini ou Vesper Martini.

A trama começa de forma inusitada para um filme da franquia: Bond está aposentado, vivendo um romance com Madeleine Swann (Léa Seydoux) na Itália, levando uma vida tranquila. No entanto, a calmaria não dura muito, e logo o filme mergulha na ação de maneira intensa e envolvente.

Dessa vez, a ameaça global gira em torno de uma arma biológica altamente letal: um patógeno desenvolvido pelos britânicos para eliminar alvos específicos por meio do DNA. Entretanto, o perigoso lunático Safin (Rami Malek) consegue roubar essa tecnologia e aprimorá-la para exterminar nações inteiras em questão de horas.

Com 163 minutos de duração, o filme é uma experiência cinematográfica gigantesca, mas suficientemente cativante para manter o espectador imerso na última aventura de Craig. O diretor Cary Joji Fukunaga equilibra cenas de ação eletrizantes com um drama bem construído, aproveitando tanto os personagens já estabelecidos quanto os novos rostos. Christoph Waltz traz a imponência de Blofeld em suas cenas, enquanto Ana de Armas, interpretando a carismática agente Paloma, rouba a cena e deixa um gostinho de quero mais. Jeffrey Wright, como o veterano da CIA Felix Leiter, adiciona peso emocional à trama, e Lashana Lynch, no papel da nova agente Nomi, traz uma presença marcante ao MI6. Até mesmo Ralph Fiennes, como M, tem momentos fortes e bem desenvolvidos.

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Rami Malek entrega um vilão calculista e de fala mansa, o que pode decepcionar alguns espectadores. Ele tem um impacto poderoso no flashback inicial, mas conforme a história avança, acaba se tornando apenas mais um antagonista que acredita que a humanidade só pode ser salva por meio da destruição em massa.

Apesar disso, a dinâmica entre os personagens funciona bem, especialmente na relação entre Bond e Madeleine. O filme explora a vulnerabilidade do agente secreto, e os eventos deixam claro que Vesper Lynd (Eva Green) – o grande amor de Bond em Cassino Royale – continua sendo uma ferida aberta na sua história. Para mim, Vesper deveria ter sido o amor definitivo de Bond, e não Madeleine, mas isso só reforça a profundidade emocional do arco de Craig.

No geral, 007 – Sem Tempo para Morrer encerra a jornada do James Bond de Daniel Craig de maneira triunfal, redimindo os erros de Spectre. Agora, a franquia abre caminho para um novo ator assumir o papel do espião mais famoso do mundo. Que venha o próximo Bond!

Assista o trailer clicando aqui

NOTA: 7/10

ROCK OF AGES 3 | Criando e destruindo tudo ao som de Rock and Roll

Um ótimo jogo que parece feito para criadores de conteúdo da internet, Rock of Ages 3: Make & Break segue exatamente o que foi estabelecido pelos seus antecessores. Seguindo uma estética de arte clássica, o jogo apresenta uma história irreverente inspirada na Odisseia, com Odisseu e seus homens precisando enfrentar o gigante Polifemo a escapar de sua caverna, logo em seguida sendo amaldiçoados por Poseidon (como na Odisseia, de Homero) e sendo forçados a viajar pelo tempo e pelo espaço enfrentando situações e embates com diversos povos e culturas (coisa que Homero não chegou a mencionar em seu clássico).

Esses embates, claro, se dão através de grandes pedras. Mas não apenas grandes, e sim grandes pedras rolantes que vão pegando velocidade conforme avançam pelos mapas cheios de ladeiras e obstáculos com o objetivo final de acertar e eventualmente destruir o portão do castelo inimigo.

Existem alguns modos de jogo, na verdade. Com o objetivo podendo ser uma corrida, sendo necessário chegar até o final do mapa, o acúmulo de pontos por destruir alvos, ou o modo de longe mais divertido, que seria o de guerra, em que de 2 a 4 adversários precisam alternar entre controlar seus pedregulhos para derrubarem o portão do castelo inimigo, e construir uma série de armadilhas e dispositivos para dificultar a vida dos rivais, no maior estilo Tower Defense, para contrabalancear o Stone Offense.

Mesmo na campanha, esses modos podem ser jogados em multiplayer, afinal, apesar da história e do humor, o foco do jogo reside em um gameplay rápido, animado e destrutivo, e o jogo também lhe permite criar o seu próprio mapa, colocar lugares onde vemos a nossa pedra gigante destruir tudo, e claro o mais legal também é ver a morte, eu criei um caminho tão alto que quando a minha pedra saiu rolando ela já morreu no meio do caminho.

Rock of Ages 3: Make & Break é um jogo bem feito, ainda que não construa muito a partir de seus antecessores. O game apresenta poucas novidades em sua jogabilidade, mas o modo construção, a principal característica desse novo título da série, será um grande atrativo para os antigos fãs de Rock of Ages, que agora poderão não só jogar as destruidoras partidas multiplayer, mas também construir os seus próprios e elaborados mapas para compartilhar com o mundo.

Isso significa, no entanto, que a obra tem pouquíssimos atrativos para novos jogadores, e muito embora os jogadores antigos possam ficar bastante interessados pela novidade de construir, ao invés de apenas destruir. Quem conhecia o jogo e não curtia tanto a proposta ou o estilo, de forma nenhuma vai ser conquistado por essa nova encarnação da Pedra (ou queijo, ou ovo, ou bomba, ou pilha de ovelha) das Eras, e faz bem em passar longe.

O jogo tem muita coisa para qualquer criador de conteúdo para videos de internet, com certeza é algo que chama muito a atenção de quem for ver videos na internet, e tem um lado legal por criações de mapas,lembrando que o jogo está disponível para Playstation 4, Xbox One, Nintendo Switch, Google Stardia e PC via Steam.


REVIEW | Kingdom Come: Deliverance

O game de RPG desenvolvido pela Warhorse Studios e publicado pela Deep Silver para o Microsoft Windows, PlayStation 4 e Xbox One em 2018, que veio com uma proposta super interessante, não temos magias no jogo.

Bom, esse é um RPG bem diferente do habitual, ele é um jogo medieval e em primeira pessoa, quando você somente olha o jogo já imagina ser uma cópia de Skyrim, mas 5 minutos jogando você já sente totalmente a diferença, como eu joguei a versão de PC, irei falar o que eu senti do jogo dessa versão, então prepare-se para embarcar nessa aventura.

ss_b9b014da63d552adbf4958d9ce6edab64ecfcbae.1920x1080-1024x576 REVIEW | Kingdom Come: Deliverance

O jogo se passa na Era Medieval, totalmente realista em comparação com a nossa realidade medieval. Não existe magos, dragões, monstros gigantes e nem magia, temos no jogo a realidade, se nos machucamos no jogo, mesmo usando item de cura, não é imediatamente que nos curamos. Temos um hotel que serve para ajudar a nos curar, outra coisa mega interessante também é que o personagem sente fome, se você não comer ele vai enfraquecendo, as batalhas são cinco setas para você escolher o lado aonde vai bater no qual bate com o botão esquerdo do mouse e o botão direito ele da um stap com a base da espada.

A história do jogo vem na sinopse em que estamos no Reino de Boêmia (atual região da República Tcheca), aonde você é o filho do ferreiro e que tem inicialmente que ajudar seu pai a construir a espada do Rei do seu Feudo (essa foi a parte que eu achei mais legal é que estamos em feudos), e após conseguir montar a espada do Rei seu Feudo  ele é atacado e você acaba vendo seus pais morrendo para salvar a sua vida, a partir desse momento, você tem que ir atrás desse capitão que matou seu pai.

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Falando das mecânicas do jogo, temos um sistema de negociação que dependendo do que você fizer acaba perdendo a reputação. Temos o sistema de reputação também que afeta o personagem e podemos ter boa reputação em negociações que são mais fáceis ou podemos ter má reputação aonde nem conseguimos fazer nenhuma negociação. A batalha também é bem realista,  a luta é mano a mano  e sem dificuldades. Agora, se veio 2 ou 3 para te enfrentar ao mesmo tempo, foge e tenta matar 1 a 1, andar a cavalo também é uma corrida normal, tanto correndo a pé como de cavalo ele não corre na velocidade da luz, ele na verdade anda normalmente.

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REVIEW | The Elder Scrolls Online
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Como sabemos The Elder Scrolls Online é um MMORPG baseado na franquia da Bethesda, que tem como maior sucesso Skyrim, e também muito querido o título Morrowind. Na versão online, as raças são as mesmas do universo da série, como as classes: guerreiro, mago e arqueiros.

Como todo MMORPG , também existem subclasses, como: templário, necromante, assassino. Como jogos que dependemos do servidor as vezes ele ta um problema e não conecta, tive esse problema umas 3 vezes, mas é um bom jogo,sendo que  sua edição completa vale muito.

The Elder Scrolls online é um jogo que recomendo curtir com a galera, pois é bom demais. Para viver no mundinho de Elder Scrolls eu recomendo que se escolher a raça Orc, seja da classe guerreiro, Elfo é melhor ser arqueiro e Humano a escolha ideal é a classe mago, mas como sempre sinta se a vontade pra jogar como gostar, existem combinações interessantes entre as raças e classes.

A mecânica do jogo é bem padrão de um MMORPG. Temos uma linha de magias, e temos listas enormes de habilidades a aprender, o esquema maior de evoluções sempre fazendo todas as quests, tem pontos cheios de Mobs que pra evoluir pelo menos 5 níveis demora cerca de 30-40 minutos. Existem Quests específicas para evolução de classes, e completando-as também conseguimos upar nossos personagens.

OBS: Review elaborado com cópia do jogo gentilmente cedida pela Nuuvem. Para adquirir The Elder Scrolls Online: Elsweyr Digital Collector’s Edition, clique aqui.

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