Crítica | Madame Teia

Madame Teia não esconde a necessidade de explicar sua existência, desde a primeira cena em que a mãe da protagonista se envolve em um diálogo minucioso e inexplicável com o futuro vilão do filme sobre a busca por aranhas na Amazônia, mesmo que ele aparentemente a tenha levado até lá. Essa explicação detalhada permeia todo o filme, quase sem pausas para o desenvolvimento dos personagens, chegando ao ponto de uma moça ter a frase “Eu como Matemática no café da manhã” estampada em sua camiseta, para garantir que o público não esqueça a suposta inteligência excepcional da protagonista.

fotojet-2024-02-07t181512891_vrvt.960 Crítica | Madame Teia

Embora essa abordagem didática seja comum em Hollywood, especialmente em filmes de super-heróis, Madame Teia falha em todos os outros aspectos necessários para construir uma história satisfatória. Até mesmo a própria protagonista, interpretada por Dakota Johnson, parece consciente do ridículo da situação em que está inserida, mas o filme não aproveita isso para oferecer um toque de humor, limitando-se a piadas clichês entre adolescentes ou a uma repentina mudança de coração da personagem em relação à família, encontrando motivação em três garotas.

O roteiro, escrito por quatro pessoas, incluindo a diretora SJ Clarkson, explora a origem da heroína. Nos quadrinhos, Cassandra Webb é uma vidente do universo Marvel, enquanto no filme ela é uma paramédica que adquire o dom de ver o futuro após um acidente e se vê envolvida em uma trama para salvar três adolescentes de um vilão ligado ao seu passado. No entanto, tanto o desenvolvimento quanto o desfecho de Madame Teia seguem padrões previsíveis de filmes de quadrinhos, com uma execução que remete a projetos fracassados como Mulher-Gato ou Elektra.

Sony-antecipa-Madame-Teia-no-Brasil-e-filme-estreara-na-Quarta-feira-de-Cinzas-legadodamarvel-1024x538 Crítica | Madame Teia

A falta de sutileza no texto não deixa espaço para que o excelente elenco, composto por Isabela Merced, Sydney Sweeney, Celeste O’Connor e Johnson, brilhe. As personagens são tratadas como veículos de explicações em vez de serem desenvolvidas com uma narrativa ou trajetória própria. Mesmo Johnson, como Cassie, não consegue escapar do roteiro e da direção confusos.

Clarkson tenta compensar a falta de ação com uma fotografia repleta de closes e enquadramentos inusitados, mas isso não impede que as duas horas de filme se arrastem. A trama parece confiar excessivamente na explicação repetitiva de conceitos, deixando o clímax como uma sucessão apressada de eventos, como se fosse uma obrigação após tantas explicações ao longo do filme.

fotojet-96_w8a7.960 Crítica | Madame Teia

Madame Teia pode ser considerado mais um exemplo de filme de super-herói fraco, que evidencia o desgaste do gênero, mas sua falha vai além disso. O filme se perde em suas próprias tentativas de introduzir novos personagens, sem precisar da pressão do desgaste do formato para tropeçar. Talvez seja melhor seguir o conselho de uma das personagens e tirar uma semana de folga para assistir a filmes antigos, um conselho que poderia ser aplicado a muitos produtores de filmes de super-heróis hoje em dia.

Trailer | Jujutsu Kaisen Cursed Clash

Atenção, praticantes de feitiçaria! Jujutsu Kaisen Cursed Clash estará disponível nesta sexta-feira (2), em apenas algumas horas. Em antecipação a isso, a Bandai Namco lançou o trailer oficial do jogo de luta 2v2 em seus canais oficiais, apresentando cenas de jogabilidade e muito mais.

Os jogadores seguirão a jornada de Yuji Itadori, um garoto comum que se transforma em um feiticeiro de alto nível após acidentalmente ingerir o dedo de um espírito. Ao ser recrutado para uma escola de aprendizes para dominar seus poderes, ele encontra novos aliados e embarca em uma missão para salvar o mundo das maldições.

O trailer de lançamento de Jujutsu Kaisen Cursed Clash mostra o protagonista dos mangás em ação, com dublagem em inglês dos EUA e legendas em PT-BR. Confira abaixo:

‘PalWorld’ alcança mais de 19 milhões de jogadores

A grande sensação no universo dos jogos que se tornou uma febre entre os entusiastas de videogames, Palworld, o mais recente lançamento da Pocketpair, ultrapassou a marca de 19 milhões de jogadores e tem batido diversos recordes. Com uma audiência de 2 milhões de jogadores simultâneos, conquistou a posição de segundo jogo mais jogado na história da Steam.

Além de ostentar o maior lançamento no Game Pass para um jogo não produzido pela Xbox Game Studios, a versão PC (Steam) do jogo registrou aproximadamente 12 milhões de cópias vendidas. A versão Xbox Series conquistou um público de mais de 7 milhões em todo o mundo.

ss_4c403dcd22f20a11524269c71f9feec96085a762.1920x1080-1024x576 'PalWorld' alcança mais de 19 milhões de jogadores

O sucesso alcançado tem gerado um impacto significativo, elevando Palworld à posição de jogo mais jogado globalmente em janeiro. Apesar do êxito, o jogo ainda se encontra em uma fase antecipada, e a Pocketpair prioriza a resolução de problemas técnicos antes de introduzir novas funcionalidades.

Entendendo o ‘Palworld’

Este jogo de sobrevivência, ação e aventura desenrola-se em um vasto mundo aberto habitado por criaturas conhecidas como “Pals”. Com elementos de exploração característicos de RPGs, o jogo apresenta ambientes e interações com essas criaturas, que se assemelham a uma variedade de animais, como dinossauros, raposas, pandas, arraias, entre outros.

Os jogadores podem enfrentar e capturar essas criaturas para auxiliar em construções, travessias e confrontos com outros “Pals”. O jogo exibe uma variedade de ambientes e criaturas que interagem com o cenário. Além disso, há caçadores clandestinos e outros seres humanos que podem ser confrontados durante a exploração nas ilhas. O jogo promove a captura, construção e desenvolvimento dos personagens juntamente com os diversos tipos de “Pals”, como são chamadas as criaturas.

word-image-350024-1-1024x589 'PalWorld' alcança mais de 19 milhões de jogadores

Apesar de algumas semelhanças com Pokémon, Palworld conquistou o público devido à sua ação envolvente e interações mais elaboradas com os personagens. O uso de armas e a liberdade proporcionada pelo mundo aberto permitem ao jogador explorar esse universo de diversas maneiras. Apesar de haver algumas restrições de níveis e habilidades que impactam as ações no jogo, existem formas de progredir mais rapidamente e manter o ritmo. Embora o cenário possa parecer repetitivo ao longo da jornada, é possível se divertir capturando criaturas, chocando ovos, combinando espécies e desenvolvendo a própria base. Superar níveis pode exigir um certo esforço, mas, apesar das limitações, o jogo oferece horas de diversão.

Palworld está disponível para PC, Xbox One e Xbox Series X|S por meio do Gamepass. Vale ressaltar que o jogo está em acesso antecipado e ainda não possui uma data de lançamento para a versão final.

Oscar 2024: confira os indicados ao prêmio!

Após meses de antecipação, a 96ª edição do Oscar finalmente começou, com a divulgação dos indicados à premiação que acontecerá em 10 de março. Os nomeados foram revelados nesta terça-feira, dia 23 de janeiro, em Los Angeles (EUA).

A cerimônia de anúncio dos finalistas foi conduzida pelos atores Zazie Beetz (Deadpool 2) e Jack Quaid (The Boys). Produções como “Oppenheimer”, “Pobres Criaturas”, “Barbie”, “Anatomia de uma Queda”, “Sociedade da Neve”, “Zona de Interesse”, “Assassino da Lua das Flores” e “Os Rejeitados” despontam como favoritas para o prêmio, segundo os principais críticos de cinema.

Quem são os favoritos ao Oscar de 2024?

O filme de Christopher Nolan, “Oppenheimer”, lidera as indicações ao Oscar deste ano, com um total de 13, dominando quase todas as categorias da premiação, incluindo melhor filme, direção, roteiro adaptado, melhor ator (Cillian Murphy) e melhor atriz coadjuvante (Emily Blunt).

oscar-2024.jpg-1024x640 Oscar 2024: confira os indicados ao prêmio!

Em seguida, aparece “Pobres Criaturas”, do diretor Yorgos Lanthimos, com 11 indicações. Emma Stone desponta como favorita à categoria de melhor atriz. “Assassino da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, recebeu 10 indicações.

Os filmes de comédia também estão na disputa pelo principal prêmio do cinema e prometem agitar a cerimônia em 10 de março. O ambicioso projeto “Barbie”, dirigido por Greta Gerwig, concorre em sete categorias, incluindo melhor filme, canção original, atriz coadjuvante, ator coadjuvante, figurino e maquiagem. Logo em seguida, “Os Rejeitados”, de Alexander Payne, acumula seis indicações. Paul Giamatti disputa o prêmio de melhor ator com Cillian Murphy e Bradley Cooper.

oscars-1024x536 Oscar 2024: confira os indicados ao prêmio!

“Anatomia de uma Queda”, dirigido pela francesa Justine Triet, também tem conquistado os críticos nas premiações. O filme recebeu cinco indicações, incluindo melhor filme, e empatou com “Zona de Interesse”, dirigido por Jonathan Glazer. “Vidas Passadas”, de Celine Song, recebeu duas indicações no total.

Veja a lista de filmes indicados ao Oscar de 2024:

Melhor Filme

  • American Fiction
  • Anatomia de uma Queda
  • Barbie
  • Os Rejeitados
  • Assassinos da Lua das Flores
  • Maestro
  • Oppenheimer
  • Vidas Passadas
  • Pobres Criaturas
  • Zona de Interesse

Melhor Atriz

  • Annette Bening – NYAD
  • Lily Gladstone – Assassinos da Lua das Flores
  • Sandra Hüller – Anatomia de uma Queda
  • Carey Mulligan – Maestro
  • Emma Stone – Pobres Criaturas

Melhor Ator

  • Bradley Cooper – Maestro
  • Colman Domingo – Rustin
  • Paul Giamatti – Os Rejeitados
  • Cillian Murphy – Oppenheimer
  • Jeffrey Wright – American Fiction

Melhor Atriz Coadjuvante

  • Emily Blunt – Oppenheimer
  • Danielle Brooks – A Cor Púpura
  • America Ferrera – Barbie
  • Jodie Foester – NYAD
  • Da’Vine Jy Randolph – Os Rejeitados

Melhor Ator Coadjuvante

  • Sterling K. Brown – American Fiction
  • Robert De Niro – Assassinos da Lua das Flores
  • Robert Downey Jr. – Oppenheimer
  • Ryan Gosling – Barbie
  • Mark Ruffalo – Pobres Criaturas

Melhor Direção

  • Justine Triet – Anatomia de uma Queda
  • Martin Scorsese – Assassinos da Lua das Flores
  • Christopher Nolan – Oppenheimer
  • Yorgos Lanthimos – Pobres Criaturas
  • Jonathan Glazer – Zona de Interesse


Melhor Filme Internacional

  • Io Capitano – Itália
  • Perfect Days – Japan
  • Sociedade da Neve – Espanha
  • The Teacher’s Lounge – Alemanha
  • Zona de Interesse – Reino Unido


Melhor Figurino

  • Barbie
  • Assassinos da Lua das Flores
  • Napoleão
  • Oppenheimer
  • Pobres Criaturas


Melhor Trilha Sonora

  • American Fiction
  • Indiana Jones e a Relíquia do Destino
  • Assassinos da Lua das Flores
  • Oppenheimer
  • Pobres Criaturas


Melhor Som

  • Resistência
  • Maestro
  • Missão: Impossível – Acerto de Contas
  • Oppenheimer
  • A Zona de Interesse


Melhor Canção Original

  • “The Fire Inside” (Flamin’ Hot)
  • “I’m Just Ken” (Barbie)
  • “It Never Went Away” (American Symphony)
  • “Wahzhazhe (A Song for My People)” (Assassinos da Lua das Flores)
  • “What Was I Made For?” (Barbie)


Melhor Roteiro Adaptado

  • Cord Jefferson – American Fiction
  • Greta Gerwig & Noah Baumbach,- Barbie
  • Christopher Nolan – Oppenheimer
  • Tony McNamara – Pobres Criaturas
  • Jonathan Glazer – A Zona de Interesse


Melhor Roteiro Original

  • Justine Triet & Arthur Harari – Anatomia de uma Queda
  • David Hemingson – Os Rejeitados
  • Bradley Cooper & Josh Singer – Maestro
  • Sammy Burch – Segredos de um Escândalo
  • Celine Song – Vidas Passadas


Melhor Animação

  • Elementos
  • Nimona
  • O Homem e a Garça
  • Robot Dreams
  • Homem-Aranha através do Aranhaverso


Melhor Curta de Animação

  • Letter to a Pig
  • 95 Senses
  • Our Uniform
  • Pachyderme
  • War is Over (inspired by the music of John & Yoko)


Melhor Curta-Metragem em Live-Action

  • The After
  • Invincible
  • Knight of Fortune
  • Red, White & Blue
  • The Wonderful Story of Henry Sugar


Maquiagem e Penteado

  • Golda
  • Maestro
  • Oppenheimer
  • Pobres Criaturas
  • Sociedade da Neve


Melhor Montagem

  • Anatomia de uma Queda
  • Os Rejeitados
  • Assassino da Lua das Flores
  • Oppenheimer
  • Pobres Criaturas


Melhor Documentário

  • Bobi Wine: The People’s President
  • The Eternal Memory
  • Four Daughters
  • To Kill a Tiger
  • 20 Days in Mariupol


Melhor Documentário de Curta-Metragem

  • The ABCs of Book Banning
  • The Barber of Little Rock
  • Island in Between
  • The Last Repair Shop
  • Nai Nai & Wai Po


Efeitos Visuais

  • Resistência
  • Godzilla Minus One
  • Guardiões da Galáxia Vol. 3
  • Missão: Impossível – Acerto de Contas
  • Napoleão


Melhor Fotografia

  • El Conde
  • Assassinos da Lua das Flores
  • Maestro
  • Oppenheimer
  • Pobres Criaturas


Melhor Design de Produção

  • Barbie
  • Assassinos da Lua das Flores
  • Napoleão
  • Oppenheimer
  • Pobres Criaturas
Primeiro teaser de “O Astronauta”


A Netflix lançou o primeiro teaser de “O Astronauta”, o novo filme estrelado por Adam Sandler que combina elementos de drama e ficção científica. Confira o teaser acima. O título está programado para estrear na plataforma em março.

De acordo com a sinopse oficial, “quando um astronauta é enviado aos confins da galáxia para coletar um misterioso pó ancestral e vê sua vida na Terra desmoronando, ele se volta para a única voz que pode ajudar a consertá-la. No entanto, essa voz pertence a uma criatura dos primórdios, que espreita nas sombras de sua nave.”

Dirigido por Johan Renck (Chernobyl), o filme é uma adaptação do livro “Spaceman of Bohemia” de Jaroslav Kalfař, lançado em 2017. O elenco inclui ainda Paul Dano (Batman), Kunal Nayyar (The Big Bang Theory) e Carey Mulligan (Maestro).

“O Astronauta” está marcado para ser lançado em 1º de março de 2024, na Netflix.

Crítica | Chama a Bebel


Janeiro marca o período de férias para as crianças. Enquanto o verão domina as cidades e os pequenos desfrutam do tempo longe das escolas, os pais buscam maneiras de entreter seus filhos, e uma das opções mais atraentes é o cinema, especialmente devido ao ar-condicionado. Por que não unir diversão e aprendizado? Essa é uma das propostas ao assistir “Chama a Bebel”, o mais recente filme infantojuvenil brasileiro que chega às telas de todo o país nesta semana.

Bebel (Giulia Benite) é uma jovem cadeirante que passou toda a sua vida estudando na mesma escola no interior. Agora, aos quinze anos, ela precisa mudar para uma escola na cidade, deixando sua mãe, Mariana (Larissa Maciel), e seu avô, João (José Rubens Chachá), para viver com a família de sua tia, Marieta (Flávia Garrafa). Ao chegar na nova escola, o professor Denis (Rafa Muller) propõe uma tarefa aos alunos: pensar e apresentar uma solução sustentável para algum aspecto da escola. A partir daí, Bebel enfrenta problemas, pois Rox (Sofia Cordeiro) e suas amigas implicam com ela, já que Bebel idolatra a jovem ativista Greta Thunberg e, assim como ela, tem opiniões sobre como melhorar o mundo – algo que vai contra o estilo de vida de Rox.

chama-a-bebel-critica-1024x502 Crítica | Chama a Bebel

Com uma duração de uma hora e trinta minutos, “Chama a Bebel” é, acima de tudo, um filme extremamente didático. Nesse contexto, o diretor Paulo Nascimento (também responsável pelo filme “Teu Mundo Não Cabe Nos Meus Olhos”, cujo protagonista era um homem cego) presta um excelente serviço à população com seu projeto, especialmente aos professores, que podem usar o filme para iniciar diversos debates em sala de aula. Este é claramente um dos objetivos do filme, pois aborda vários temas em sua trama, como reciclagem, capacitismo, maus-tratos aos animais, preconceito, entre outros.

A abundância de temas pode tornar a trama um pouco densa, com informações demais para serem contidas em uma hora e meia. O roteiro, assinado pelo próprio Paulo Nascimento e por Ricky Hiraoka, apresenta personagens adolescentes visando entreter o público infantil; no entanto, muitas ações são apenas sugeridas no enredo, sem ocorrerem de fato (por exemplo, a resolução da história é narrada em off pela protagonista, com eventos selecionados que resumem o desfecho), ou são enfatizadas demais (como a tia vilã, cujos trejeitos são marcados para tornar suas intenções evidentes para o público infantil).

chama_a_bebel-4780.jpeg-1024x683 Crítica | Chama a Bebel

Giulia Benite, também produtora associada de “Chama a Bebel”, incorpora à sua protagonista uma presença forte e líder, tornando-se conhecida como a “dona da rua” em seu trabalho anterior como Mônica em “Turma da Mônica: Laços”. Suas melhores cenas são os debates com a antagonista Rox, interpretada com carisma e malícia por Sofia Cordeiro.

“Chama a Bebel” combina entretenimento e didática, ensinando enquanto diverte. É uma ferramenta valiosa para pais e professores dialogarem com seus filhos e alunos, transformando o tempo de férias em uma oportunidade de aprendizado através do cinema. Uma excelente opção para um programa em família.

Crítica | Aquaman 2: O Reino Perdido

Nos primeiros momentos de “Aquaman 2: O Reino Perdido”, Arthur Curry menciona que todos possuem um dom, e o dele é a habilidade de comunicar-se com peixes. Esta nova produção da DC Comics, que também marca a despedida do antigo Universo Cinematográfico Estendido da DC (DCEU) antes de sua reformulação nas mãos de James Gunn, revela que o filme não se preocupa muito em levar a sério o super-herói interpretado por Jason Momoa.

aquaman2-1024x547 Crítica | Aquaman 2: O Reino Perdido

Se o primeiro “Aquaman” conquistou o público com uma aventura divertida e despretensiosa, sua sequência segue a mesma linha, embora tropeçando e capotando a cada passo que tenta dar.

Sua maior vantagem em relação a outros filmes da DC é justamente a falta de pretensão, o que leva o espectador a relevar muitos dos problemas e embarcar nesta, por vezes, confusa nova jornada do Rei de Atlântida. “Aquaman 2: O Reino Perdido” mostra Arthur Curry em sua nova vida como Rei de Atlântida, marido e pai ao lado de Mera, interpretada novamente por Amber Heard.

O herói vê sua posição como rei como algo tedioso, especialmente porque suas decisões são frequentemente anuladas por um conselho político de Atlântida. As coisas mudam quando David Kane, o Arraia Negra, interpretado por Yahya Abdul-Mateen II (Watchmen), descobre um poder antigo que ameaça não apenas a vida de Aquaman, mas de toda a Terra.

maxresdefault-1024x576 Crítica | Aquaman 2: O Reino Perdido

Para enfrentá-lo, Arthur busca a ajuda de seu meio-irmão, Orm, novamente interpretado por Patrick Wilson (Invocação do Mal), o vilão do primeiro filme. A narrativa se desenvolve de maneira previsível, com os irmãos começando sua jornada como quase inimigos e gradualmente compreendendo um ao outro, lutando lado a lado. Mera aparece em algumas cenas para auxiliar o marido, mas sem um grande impacto no filme.

“Aquaman 2: O Reino Perdido” é, definitivamente, uma sequência do primeiro filme, e o grau de diversão que se terá depende muito da reação ao original. Jason Momoa conduz o filme com um Arthur Curry que é essencialmente Jason Momoa respirando debaixo d’água e falando com peixes. Este estilo peculiar do ator faz com que, em várias cenas, pareça que o diretor James Wan queria que Patrick Wilson interpretasse Aquaman.

Apesar de uma trama com ritmo perceptivelmente ajustado em pós-produção, o filme possui cenas divertidas e, como mencionado, não leva a sério o suficiente para impedir que o espectador aproveite o que acontece. Alguns efeitos visuais impressionam, enquanto outros deixam a desejar, mas a narrativa prossegue, e as falhas são facilmente esquecidas. Talvez o maior defeito de “Aquaman 2: O Reino Proibido” não seja ser chato ou ruim, mas sim ser completamente esquecível.

Curiosamente, a culpa por essa sensação não recai no filme, mas em forças externas que o tornaram algo dispensável. Com o anúncio do reboot do universo DC nos cinemas, vários filmes do DCEU ficaram em um limbo, afetando as estreias de “Shazam! Fúria dos Deuses”, “The Flash” e “Besouro Azul”.

Os momentos finais do filme destacam exatamente o que foi o DCEU. Houve uma tentativa de criar algo inspirador, mas que, no final, revela-se equivocado em suas intenções. Não é um desastre, mas também não pode ser considerado um ótimo filme. É, sem dúvida, um dos filmes já feitos. Pelo menos, a última cena do DCEU provocou risos, não necessariamente por ser engraçada.

“Aquaman 2: O Reino Perdido” chega aos cinemas de todo o Brasil em 21 de dezembro.

Canal 3 Expo 2023

Nos dias 28 e 29 de outubro de 2023, São Paulo sediou um evento que foi uma verdadeira viagem ao passado: o Canal 3 Expo. Realizado há mais de 20 anos, este é o evento de retrogaming mais antigo do Brasil, conhecido por reunir fãs de consoles clássicos e jogos antigos.

IMG_5614 Canal 3 Expo 2023

Desde 1999, o Canal 3 promove encontros para entusiastas de jogos retrô, sendo reconhecido como o grupo pioneiro do Brasil nesse segmento. No último evento, mais de 3000 participantes compareceram para competições, palestras, workshops e uma feira de jogos que contou com mais de 60 expositores de diversas regiões do país.

IMG_5622 Canal 3 Expo 2023

O Canal 3 Expo aconteceu no State Innovation Center, localizado no bairro de Vila Leopoldina, em São Paulo. Em um espaço de mais de 2.000 metros quadrados, os visitantes encontraram verdadeiras preciosidades do universo gamer, incluindo consoles antigos, TVs de tubo, action figures raras e edições de colecionador de diversos tipos.

IMG_5700 Canal 3 Expo 2023

Os participantes tiveram a chance de relembrar os jogos que marcaram época em um ambiente espaçoso e moderno. O evento ofereceu a oportunidade de jogar em consoles clássicos, assistir a palestras e workshops, e participar de trocas e vendas de jogos e consoles. Além disso, uma grande variedade de consoles, cartuchos e acessórios estava disponível à venda por diversos lojistas. A edição de 2023 também celebrou um momento importante: os 40 anos do lançamento do computador pessoal MSX.

Uma área especial permitiu que os visitantes experimentassem (ou relembrassem) a sensação de jogar com a tecnologia da época, incluindo TVs de tubo e consoles de diferentes marcas e modelos, alguns com controles arcade, especialmente para jogos de luta, todos mantendo seus controles originais para uma experiência autêntica.

IMG_5670 Canal 3 Expo 2023

Além dos consoles e jogos, havia uma grande variedade de itens relacionados ao universo retrô à venda, como pôsteres, recriações de capas e caixas de jogos, placas e quadros de diversas categorias. Como se tratava de um evento com produtos raros e antigos, alguns dos quais nunca foram comercializados no Brasil, os preços dos itens de colecionador poderiam ser bastante elevados, proporcionando aos visitantes a chance de finalmente adquirir aqueles itens que, quando crianças, eles só podiam sonhar em ter.

Mais informações em Canal 3 Expo.

BGS 2023 – Como foi o evento?

A Brasil Game Show 2023 (BGS 2023) foi um grande evento que consolidou sua posição como a maior feira de games da América Latina, reunindo milhares de fãs de jogos eletrônicos, desenvolvedores, criadores de conteúdo, e personalidades da indústria. O evento, realizado em São Paulo, apresentou uma ampla variedade de atrações, incluindo estandes de empresas de peso, lançamentos de jogos, campeonatos de eSports, e a participação de convidados internacionais, oferecendo aos visitantes uma imersão completa no universo gamer.

brasil-game-show-2022-e1696505407788-1024x520 BGS 2023 - Como foi o evento?

Um dos maiores destaques da BGS 2023 foi a presença de grandes estúdios e desenvolvedores internacionais, como Ubisoft, Bandai Namco, e Capcom, que trouxeram seus lançamentos mais aguardados para o público experimentar. Jogos como Assassin’s Creed Mirage, Tekken 8, e Street Fighter 6 estavam disponíveis para teste, gerando longas filas e muita empolgação entre os visitantes. Além disso, algumas desenvolvedoras brasileiras também marcaram presença, mostrando a força da indústria nacional de games com títulos inovadores e atraentes.

O evento também foi palco de competições de eSports, que atraíram uma grande audiência. Torneios de CS, Valorant, Free Fire, e outros jogos populares ocorreram em arenas especialmente montadas, contando com narração ao vivo, transmissão online, e premiações significativas. Esses torneios destacaram o talento de jogadores brasileiros e da América Latina, que competiram ao mais alto nível, criando momentos emocionantes e inesquecíveis para os fãs de esportes eletrônicos.

Além dos estandes e competições, a BGS 2023 contou com uma série de painéis, palestras e workshops com convidados ilustres da indústria de games. Personalidades como Charles Martinet, famoso dublador do Mario, e Nolan Bushnell, criador do Atari, participaram de sessões de autógrafos, encontros com fãs, e discussões sobre o passado, presente e futuro dos videogames. Essas interações permitiram uma troca rica de conhecimentos e experiências, beneficiando tanto profissionais da área quanto entusiastas.

Os cosplays também foram um elemento vibrante na BGS 2023, com fãs de todas as idades exibindo suas criações inspiradas em personagens de jogos, animes e filmes. O evento contou com um concurso de cosplay que premiou as melhores performances e os trajes mais criativos, mostrando a dedicação e o talento da comunidade. Essa parte do evento adicionou um toque de fantasia e cor à atmosfera, destacando o entusiasmo dos fãs em celebrarem a cultura pop.

02-estande-nintendo-1024x544 BGS 2023 - Como foi o evento?

Em resumo, a Brasil Game Show 2023 foi um sucesso em termos de público, atrações e engajamento da comunidade gamer. O evento conseguiu reunir uma ampla gama de atividades e experiências, agradando a todos os tipos de jogadores, de casuais a hardcore. A BGS não apenas fortaleceu o mercado de jogos no Brasil, mas também reafirmou seu papel como um ponto de encontro crucial para a indústria global de games na América Latina.

Esperamos todos vocês na Brasil Game Show 2024.

Crítica | Ursinho Pooh: Sangue e Mel

Ursinho Pooh: Sangue e Mel é uma interpretação sombria e inusitada de personagens icônicos da infância, transformando-os em figuras aterrorizantes. Dirigido por Rhys Frake-Waterfield, o filme é uma produção independente que chama atenção ao explorar o clássico infantil por meio do gênero de terror. Esta abordagem é possível devido à obra de A.A. Milne, que entrou em domínio público, permitindo essa liberdade criativa para subverter o enredo original sem infringir direitos autorais.

Enredo e Desenvolvimento

O filme começa com uma introdução trágica ao destino de Pooh e Leitão após serem abandonados por Christopher Robin, que cresceu e partiu para a vida adulta. Sem os cuidados e alimentos que Christopher fornecia, os personagens se tornam selvagens e monstruosos, passando a aterrorizar as pessoas que se aproximam da floresta. O enredo se desenrola quando Christopher, agora adulto, retorna à Floresta dos Cem Acres com sua esposa, sem imaginar que seus antigos amigos de infância se transformaram em seres vingativos e violentos.

Além disso, o filme foca em um grupo de jovens que decidem acampar na floresta, o que rapidamente se torna um pesadelo quando Pooh e Leitão começam a persegui-los. A trama, portanto, transita entre os momentos de tensão de Christopher e os eventos de terror que os jovens enfrentam, criando um ritmo que mantém a atenção, mesmo que a narrativa seja previsível em alguns pontos.

Atmosfera e Direção de Arte

A direção de arte em Ursinho Pooh: Sangue e Mel merece destaque pela forma como transforma um cenário familiar em algo macabro. A Floresta dos Cem Acres, antes acolhedora e tranquila, é agora sombria, repleta de sombras e um clima claustrofóbico que reforça o sentimento de perigo constante. O design das versões sombrias de Pooh e Leitão também é interessante, com trajes que evocam a estética dos filmes de terror dos anos 70 e 80, trazendo uma sensação de estranheza e desconforto.

pooh01-207x300 Crítica | Ursinho Pooh: Sangue e Mel

Trilha Sonora e Som

A trilha sonora e os efeitos de som são fundamentais para criar a atmosfera de terror do filme. Sons agudos e o uso de silêncio estratégico em momentos-chave aumentam a tensão. Apesar de ser uma produção de baixo orçamento, o filme utiliza bem o som para amplificar o impacto das cenas de perseguição e violência, embora alguns efeitos sejam um tanto exagerados, o que pode tirar um pouco da imersão em certos momentos.

Atuações e Personagens

As atuações em Sangue e Mel são competentes, considerando o tom intencionalmente exagerado e caricaturesco. Christopher Robin, interpretado por Nikolai Leon, traz uma camada emocional ao personagem que lida com a culpa e o terror de revisitar suas memórias de infância corrompidas. O elenco de apoio, composto pelos jovens que acampam na floresta, cumpre bem o papel de vítimas clássicas de filmes de terror, embora alguns diálogos possam parecer clichês do gênero slasher.

Pontos Altos: Criatividade e Releitura Ousada

Um dos principais pontos fortes de Ursinho Pooh: Sangue e Mel é a ousadia em subverter um personagem tão amado e criar uma versão perturbadora e violenta de uma história infantil. O filme explora o conceito de como os personagens lidariam com o abandono e a selvageria, adicionando uma camada sombria à nostalgia. Esta releitura criativa é uma proposta única, que desperta curiosidade e atrai o público fã de terror e de produções que desafiam o convencional.

Outro ponto positivo é o uso da estética slasher. O filme aproveita as convenções do gênero, como as cenas de perseguição, os sustos repentinos e a violência gráfica, para construir uma experiência de terror satisfatória, que evoca clássicos do gênero. Para os fãs de filmes de terror com um toque de sátira e bizarrice, Sangue e Mel é uma adição interessante.

pooh02-300x231 Crítica | Ursinho Pooh: Sangue e Mel

Pontos Baixos: Roteiro e Desenvolvimento de Personagens

Por outro lado, Sangue e Mel peca em alguns aspectos de desenvolvimento. O roteiro, em certos pontos, é previsível e falta profundidade, especialmente no desenvolvimento dos personagens secundários. A história poderia explorar mais a transformação psicológica de Pooh e Leitão, dando-lhes motivações mais complexas. Em vez disso, o filme se concentra em cenas de terror e violência, sacrificando o potencial dramático que uma releitura sombria poderia trazer.

A previsibilidade do enredo também é um ponto fraco. Muitos momentos seguem fórmulas já vistas em outros filmes de terror, e alguns sustos se tornam repetitivos, perdendo o impacto conforme a trama avança. Além disso, o baixo orçamento é evidente em algumas cenas, com efeitos visuais e práticos que deixam a desejar em qualidade.

Conclusão

Ursinho Pooh: Sangue e Mel é uma tentativa corajosa de inovar no gênero de terror, usando personagens familiares de uma maneira perturbadora e inédita. Apesar de suas limitações, o filme é um entretenimento curioso para fãs do gênero e para aqueles que procuram uma experiência de horror incomum. Embora possa não agradar a todos, especialmente os fãs mais puristas do Ursinho Pooh, ele consegue chamar a atenção ao transformar um ícone infantil em algo monstruoso.

SEGA confirma participação na BGS 2023

SEGA-na-BGS-900x503-1-300x168 SEGA confirma participação na BGS 2023


...A SEGA participará oficialmente do evento pela primeira vez com um estande próprio de 500 m² para apresentar seus jogos ao público da feira. As atividades e jogos que o famoso desenvolvedor apresentará ainda não foram anunciados.


Principalmente conhecida por franquias como Sonic the Hedgehog, a SEGA é um dos pináculos da indústria de jogos e entretenimento. “A participação da SEGA é um sonho meu desde o primeiro ano do evento, e confirmar sua presença nesta edição da Brasil Game Show é algo histórico”, afirma Marcelo Tavares, CEO e fundador da Brasil Game Show. que desenvolvedores com uma herança inesquecível queremos nos conectar mais com os fãs brasileiros que demonstram grande paixão por seus produtos. É uma honra fazer este anúncio”, acrescenta o CEO da BGS.
GettyImages-1235593183-300x200 SEGA confirma participação na BGS 2023
“O Brasil tem uma paixão vibrante e empolgante por games, e isso fica ainda mais evidente na Brasil Game Show”, comenta Ian Curran, presidente e COO da SEGA of America, dos fãs brasileiros. “Estamos muito entusiasmados por participar oficialmente deste evento pela primeira vez e mal podemos esperar para trazer uma lista fantástica de jogos diretamente para nossos fãs.”

A BGS 2023 será realizada de 11 a 15 de outubro no Expo Center Norte, em São Paulo, e trará muitas novidades e atrações para os visitantes. Além de visitar o estande da SEGA, os participantes do evento poderão assistir a competições de eSports, como o CS:GO Women’s Championship, conferir lançamentos de jogos e produtos de jogos, se divertir em estações free-to-play, encontrar amigos, criadores de conteúdo e muito mais…


Continue ligado no Protocolo XP nas redes sociais, estamos no Facebook e Instagram.
REVIEW | Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons

Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons é a mais nova entrada na lendária franquia Double Dragon, lançada originalmente na década de 80 e conhecida por popularizar o gênero beat ‘em up. Desenvolvido pela Secret Base, o jogo oferece uma experiência clássica com elementos modernos que prometem trazer a franquia para uma nova geração de jogadores. Rise of the Dragons mistura mecânicas de luta nostálgicas com novos elementos roguelike e um sistema de progressão diferenciado.

Enredo e Ambientação

O jogo se passa em uma Nova York pós-apocalíptica devastada por gangues que dominam a cidade. Os irmãos Billy e Jimmy Lee, protagonistas icônicos da série, unem forças com novos aliados para enfrentar chefes de gangues que ameaçam a segurança da população. Cada área da cidade está sob o controle de uma gangue, e a missão dos protagonistas é libertar a cidade uma fase de cada vez. Embora o enredo seja simples e direto, ele se encaixa bem no tom de ação e caos urbano que Double Dragon sempre apresentou.

Jogabilidade e Mecânicas

Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons mantém o espírito clássico do combate beat ‘em up, com os jogadores avançando pelas fases e enfrentando hordas de inimigos. No entanto, o jogo introduz novas mecânicas que o diferenciam de outros títulos do gênero. Um dos principais destaques é o sistema de combate que combina ataques básicos, golpes especiais e o uso de itens de maneira estratégica. Cada personagem tem seu próprio estilo de luta, o que adiciona diversidade ao gameplay e incentiva o jogador a experimentar diferentes combinações.

Uma novidade interessante é o sistema de “tag team”, que permite ao jogador alternar entre dois personagens durante as lutas, semelhante a alguns jogos de luta arcade. Isso possibilita estratégias dinâmicas, onde um personagem pode descansar enquanto o outro continua no combate, o que ajuda a gerenciar a saúde e os ataques especiais em situações difíceis.

 
DDG2-300x174 REVIEW | Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons
 

Elementos Roguelike e Progressão

Em Rise of the Dragons, a cada nova jogada, o layout das fases e a dificuldade dos inimigos podem mudar, trazendo uma estrutura roguelike que adiciona uma camada de replayability ao jogo. Os jogadores podem acumular dinheiro ao longo das fases e usá-lo para desbloquear upgrades e habilidades permanentes, permitindo melhorias contínuas e incentivando jogadas repetidas. Esse sistema de progressão é uma adição bem-vinda, pois recompensa o esforço dos jogadores e aumenta o valor de replay do jogo.

Visual e Estilo de Arte

O estilo visual de Double Dragon Gaiden é um dos seus grandes atrativos. O jogo adota uma estética pixel art moderna, com uma paleta de cores vibrante e animações detalhadas que evocam os clássicos do gênero, mas com uma aparência mais refinada. As animações dos personagens são fluidas e cheias de personalidade, trazendo vida ao mundo apocalíptico e reforçando o tom nostálgico do título.

Trilha Sonora e Atmosfera

A trilha sonora de Rise of the Dragons combina sons eletrônicos modernos com batidas de estilo retrô, remetendo à era dos fliperamas dos anos 80 e 90. Cada fase possui músicas energéticas que se ajustam ao ritmo frenético das batalhas e ajudam a criar uma atmosfera envolvente. Para os fãs de longa data, a trilha traz aquela sensação de nostalgia, ao mesmo tempo que introduz novos arranjos.

DDG3-300x168 REVIEW | Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons

Pontos Altos: Nostalgia e Sistema de Combate Inovador

Entre os pontos altos de Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons está o equilíbrio entre nostalgia e inovação. A jogabilidade fluida e o sistema de “tag team” oferecem algo novo e refrescante para a série, enquanto o estilo visual e a trilha sonora remetem ao espírito dos jogos clássicos. Outro destaque é o fator replay, impulsionado pelo sistema roguelike e pelas diferentes combinações de personagens, que torna cada nova partida única e desafiadora.

Pontos Baixos: Dificuldade e Curva de Aprendizado

Por outro lado, alguns jogadores podem achar a dificuldade de Rise of the Dragons um pouco frustrante, especialmente em fases mais avançadas onde a quantidade de inimigos aumenta drasticamente. A curva de aprendizado pode ser íngreme, e o jogo exige que os jogadores entendam bem o funcionamento das mecânicas de troca de personagens e ataques especiais. Além disso, a estrutura roguelike, com a randomização de certos elementos, pode gerar uma experiência inconsistente, onde alguns runs se tornam excessivamente difíceis em comparação a outros.

Comparação com Outros Jogos Beat ‘em Up

Comparado a outros jogos do gênero beat ‘em up, como Streets of Rage 4 e Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge, Double Dragon Gaiden se destaca por seu sistema de progressão e mecânicas roguelike, que adicionam variedade à experiência. Enquanto Streets of Rage 4 é mais focado na narrativa linear e nos combos complexos, Double Dragon Gaiden oferece uma experiência mais dinâmica e imprevisível, sendo ideal para jogadores que gostam de ser desafiados e experimentar novos estilos de jogo.

Conclusão

Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons é uma adição sólida à série Double Dragon, trazendo mecânicas inovadoras e um estilo visual impressionante que consegue capturar o charme do passado enquanto moderniza a experiência para os jogadores atuais. Com sua jogabilidade dinâmica, modo de troca de personagens e elementos roguelike, o jogo oferece um frescor ao gênero beat ‘em up, tornando-se um título recomendado para fãs de ação nostálgica e novos jogadores em busca de desafios.

 
REVIEW | Gravity Circuit

Gravity Circuit, desenvolvido pela Domesticated Ant Games, é uma homenagem ao gênero de plataforma e ação dos anos 80 e 90, especialmente inspirado em títulos icônicos como Mega Man e Ninja Gaiden. Este jogo de ação indie, de visual pixel art, aposta em nostalgia com um toque de modernidade, trazendo uma jogabilidade rápida e desafiante. Lançado para PC e consoles, Gravity Circuit rapidamente conquistou fãs de jogos retrô que apreciam dificuldade, controles precisos e um enredo envolvente.

Enredo e Ambientação

A história de Gravity Circuit se passa em um mundo futurista onde a humanidade foi substituída por robôs. O protagonista, Kai, é um robô guerreiro com habilidades únicas, conhecido como “Gravity Circuit” devido ao seu poder especial de manipular a gravidade. Ele faz parte de um grupo de heróis que defende o mundo contra forças opressivas, mas agora enfrenta uma nova ameaça: uma rede de inteligência artificial chamada Virus Army, que deseja conquistar e destruir. A missão de Kai é impedir que o Virus Army tome conta das principais instalações e ameace o restante do mundo.

Jogabilidade e Mecânicas

A jogabilidade de Gravity Circuit é uma das principais razões para o seu sucesso. A movimentação de Kai é fluida, com habilidades como o “gancho de gravidade”, que permite ao jogador se balançar por obstáculos, alcançar plataformas e se locomover pelo cenário com grande liberdade. Essa mecânica de gancho traz um diferencial ao gameplay, adicionando uma camada de estratégia ao combate e ao design das fases. Além disso, Kai possui golpes de combate corpo a corpo que o tornam um personagem versátil em ataques, diferindo de jogos clássicos do gênero que focavam mais em combate à distância.

O jogo também traz um sistema de upgrades que permite ao jogador personalizar suas habilidades e adaptar Kai ao seu estilo de jogo. As melhorias podem incluir golpes mais fortes, saltos mais altos ou resistência aumentada, o que adiciona um toque de RPG leve ao jogo, incentivando a exploração e a repetição das fases para conseguir novos recursos.

 
gravit03-300x169 REVIEW | Gravity Circuit

Dificuldade e Desafio

Para os jogadores que gostam de um bom desafio, Gravity Circuit não decepciona. Cada fase apresenta obstáculos complexos, inimigos bem posicionados e plataformas de difícil acesso que exigem precisão e planejamento. O nível de dificuldade se aproxima do de jogos como Mega Man, mas com checkpoints bem distribuídos, o que torna a experiência menos frustrante e mais justa. O design das fases é bem elaborado, com uma curva de aprendizado progressiva, onde o jogador é encorajado a dominar cada nova habilidade introduzida.

Pontos Altos: Visual, Trilha Sonora e Nostalgia

O visual de Gravity Circuit é um espetáculo à parte. A estética em pixel art detalhada e a paleta de cores vibrante evocam o estilo dos jogos de 16 bits, mantendo uma identidade visual única e moderna. As animações de movimento de Kai e dos inimigos são fluídas e bem executadas, trazendo vida ao mundo do jogo.

A trilha sonora é outro ponto forte, composta por faixas eletrônicas que capturam perfeitamente a atmosfera de ação e aventura. A música aumenta a imersão nas fases e lembra o estilo clássico de trilhas dos jogos retrô, mas com uma qualidade sonora atualizada. Cada fase possui uma trilha específica que se ajusta bem ao ritmo do jogo, elevando a experiência e a nostalgia para os fãs dos clássicos.

 
Gravity-Circuit-1-300x169 REVIEW | Gravity Circuit

Pontos Baixos: Repetitividade e Limitações

Apesar das qualidades, Gravity Circuit tem alguns aspectos que podem ser melhorados. A repetitividade é um deles. Embora o design das fases seja variado, algumas mecânicas de inimigos e desafios começam a se repetir após certo tempo de jogo, o que pode deixar o jogador com a sensação de “deja-vu”. Além disso, a história, embora envolvente, não se aprofunda tanto quanto poderia nos personagens secundários e nas motivações do protagonista, o que poderia enriquecer a narrativa.

Outro ponto que pode ser uma limitação para alguns jogadores é a curva de dificuldade. Embora justa para os fãs do gênero, a dificuldade elevada pode afastar jogadores casuais que estão mais interessados na estética e no enredo do que na intensidade dos desafios. Uma opção de dificuldade ajustável poderia tornar o jogo mais acessível a uma gama maior de jogadores.

Comparação com Outros Jogos Estilo “Metroidvania”

Gravity Circuit tem algumas semelhanças com o gênero Metroidvania, como a exploração e o sistema de upgrades, mas é um jogo muito mais focado em ação e plataformas do que em exploração de mapas complexos. Comparado a títulos como Hollow Knight ou Axiom Verge, que incentivam a exploração e revisita de áreas, Gravity Circuit é mais linear e direto, o que o aproxima mais de Mega Man do que dos jogos de Metroidvania clássicos. Sua abordagem única, com combate corpo a corpo e o gancho de gravidade, ajuda a diferenciá-lo, trazendo frescor ao gênero.

Conclusão

Gravity Circuit é uma carta de amor aos fãs de jogos retrô e de ação, oferecendo uma experiência intensa, visualmente cativante e tecnicamente desafiadora. Com uma jogabilidade polida e um enredo que, embora simples, cativa pelo carisma do protagonista, o jogo consegue capturar a essência dos clássicos, enquanto adiciona mecânicas modernas que o tornam relevante no cenário atual dos games indie. É uma recomendação obrigatória para quem busca reviver a experiência dos jogos de plataforma clássicos, mas com uma identidade moderna e inovadora.

HoYoverse voltará na BGS 2023
bgs-genshin-300x223 HoYoverse voltará na BGS 2023

 

...A Brasil Game Show 2023 terá grandes novidades para os fãs de RPG. No maior evento de games da América Latina, a HoYovere, desenvolvedora de diversos jogos mundialmente reconhecidos, trará aos visitantes seus famosos títulos Genshin Impact, Honkai: Star Rail e Zenless Zone Zero, que estarão disponíveis em um estande de 500 m², o dobro do tamanho da última edição.

 
Honkai: Star Rail, o mais recente título de RPG de fantasia espacial que oferece uma jornada por vastos mundos desconhecidos, estará mais próximo de Trailblazers na América Latina. O jogo combina elementos de fantasia com mitos e lendas integrados em uma história de ficção científica espacial. Nele, os passageiros do Astral Express poderão celebrar uma viagem intergaláctica com um sistema de combate por turnos intuitivo, diversos companheiros diferentes e histórias envolventes. Tudo isso está disponível para os telespectadores da Brasil Game Show.
 
Genshin Impact, o popular RPG de aventura em mundo aberto agora em seu terceiro ano, também está pronto para atender fãs e jogadores na América Latina e oferecer ainda mais diversão e surpresas. Com sua próxima grande expansão introduzida por Fontaine, os jogadores logo poderão atravessar e explorar cinco das sete regiões principais, recrutando mais companheiros e desvendando gradualmente os segredos de Teyvat.
 
Por fim, Zenless Zone Zero, o tão aguardado RPG de ação da HoYoverse, também estará presente no estande do desenvolvedor na Brasil Game Show 2023. Uma demonstração prática estará disponível no estande, permitindo que visitantes da América Latina tenham uma prévia do jogo e uma primeira olhada na cidade de New Eridu.
 
Marcelo Tavares, idealizador e CEO da Brasil Game Show, destaca a presença das desenvolvedoras de jogos nesta edição do evento. “O crescimento e a trajetória desses RPGs refletem o potencial e o alcance do mercado de jogos. ‘Genshin Impact’ rapidamente reuniu uma enorme comunidade global e, durante a edição do ano passado da BGS, vimos em primeira mão como os jogadores são apaixonados pelo jogo. Agora, será uma enorme satisfação poder trazer ao público brasileiro novos títulos como ‘Zenless Zone Zero’ que será lançado durante a feira.”
 

Além de poder se encantar com as possibilidades que os games podem oferecer, os visitantes do estande poderão desfrutar de diversas atividades e interações com diversos mundos criados para os fãs de RPG.

 
BGS 2023
 
Quando: 11 a 15 de outubro (1º dia exclusivo para imprensa e negócios, além dos portadores do Passaporte Premium e Passaporte Camarote)
Onde: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo/SP
Horário: das 13h às 21h
 
 
 
Ingressos – 3º lote – até 10/08 (40% de desconto em relação ao lote final)
 
 
 
Individual – 12 ou 13 de outubro (meia-entrada): R$ 119,40 Ingresso individual válido para 1 (um) dia escolhido (12 ou 13/10).  
 
Individual – 14 ou 15 de outubro (meia-entrada): R$ 179,40 Ingresso individual válido para 1 (um) dia escolhido (14 ou 15/10).  
 
Passaporte 12, 13, 14 e 15 de outubro (meia-entrada): R$ 538,20 Passaporte com 4 ingressos para os dias 12, 13, 14 e 15/10. (Leve 4 e pague 3).
 
Passaporte Premium (meia-entrada): R$ 839,40 Válido para todos os dias, incluindo dia exclusivo para imprensa. No dia 11/10, a entrada é realizada às 15h.
 
Passaporte Business (meia-entrada): R$ 839,40 Válido para todos os dias, incluindo o dia exclusivo para imprensa. No dia 11/10 a entrada é realizada às 15h. Dá acesso a área business. 
 
Camarote Dia Único: R$ 599,40 Ingresso camarote para 1 (um) dia escolhido. (12, 13, 14 ou 15/10). Dá acesso ao camarote e entrada 1h antecipada.
 
Passaporte Camarote: R$ 2.399,40 Passaporte com 5 ingressos camarote para os dias 11, 12, 13, 14 e 15/10. Dá acesso ao camarote, entrada 1h antecipada e um kit exclusivo. No dia 11/10, a entrada é realizada às 15h….
 
Review | Star Wars Jedi: Survivor

Star Wars é uma franquia profundamente amada, e sempre que surge um novo livro, filme ou jogo, os fãs ficam extasiados. Quando Star Wars Jedi: Survivor foi anunciado, a empolgação foi palpável entre os entusiastas deste universo, ansiosos por explorar este novo jogo desenvolvido pela Respawn Entertainment e publicado pela EA. Este jogo de ação e aventura para um jogador oferece um mundo semiaberto para exploração, uma história cativante e visuais deslumbrantes, além de momentos de combate intensos que rivalizam com os melhores dos últimos anos, proporcionando uma sensação de continuidade com o retorno de alguns personagens de Star Wars Jedi: Fallen Order, enquanto o jogador continua sua batalha contra o Lado Sombrio da Força.

the-moment-in-star-wars-jedi-survivor-that-will-devastate-you-1920x1080-8d8ae01327e0-1024x576 Review | Star Wars Jedi: Survivor

Retomando o controle de Cal Kestis, um dos últimos Cavaleiros Jedi enfrentando o Império, somos apresentados a um personagem com um coração genuíno e uma lealdade inabalável, mas também carregando o peso da culpa por todas as perdas que sofreu. Esses traços essenciais do protagonista ajudam a construir uma narrativa envolvente, especialmente quando ele se vê imerso em um mundo misterioso chamado Tanalorr.

Com uma trama habilmente conduzida, Star Wars Jedi: Survivor pode ser apreciado tanto como parte de um conjunto quanto de forma independente. O retorno de alguns personagens conhecidos é equilibrado com a introdução de novos, contribuindo para o ritmo envolvente das interações. O jogo segue um padrão confortável de exploração, quebra-cabeças, missões e combates, e os problemas do seu antecessor foram cuidadosamente resolvidos, abandonando a abordagem Metroidvania em favor de atalhos e criaturas domesticáveis que facilitam a travessia dos ambientes.

Os combates em Star Wars Jedi: Survivor são desafiadores, especialmente as batalhas contra chefes, mas as opções de dificuldade ajustáveis garantem uma experiência adequada para cada jogador. Alternar entre diferentes posições em tempo real durante o combate, combinando movimentos regulares e poderes da Força, é extremamente satisfatório, proporcionando momentos de ação intensa e estratégia.

star-wars-jedi_-survivor-_20230426034400_wide-1e75a6026ad13c5c87bfa1f33c608c84fa2c4e62-1024x576 Review | Star Wars Jedi: Survivor

No entanto, o ponto alto do jogo reside em sua exploração dos ambientes elaborados. A agilidade de Cal é destacada em saltos de força, corridas no ar e habilidades de escalada, tornando a travessia dos cenários uma experiência divertida e gratificante. Embora a quantidade de itens colecionáveis possa tornar a exploração um tanto tediosa em certos momentos, a maioria dos quebra-cabeças é intuitiva e fácil de resolver.

Em resumo, Star Wars Jedi: Survivor oferece uma campanha envolvente, combinando habilmente elementos de combate e exploração em um título de ação e aventura verdadeiramente notável.

 
 
Trailer:
 
 
Continue ligado no Protocolo XP nas redes sociais, estamos no Facebook e Instagram.