Crítica | Alien Romulus

Alien: Romulus – Uma Nova Era de Terror Cósmico

Alien: Romulus” marca uma nova entrada na icônica franquia de terror de ficção científica que começou em 1979 com o clássico de Ridley Scott. Esta nova iteração, dirigida por um cineasta promissor (nome fictício), tenta capturar a essência do horror atmosférico e psicológico dos primeiros filmes, ao mesmo tempo em que introduz novos elementos e uma narrativa intrigante que expande a mitologia dos Xenomorfos. O resultado é um filme que mistura nostalgia com inovação, oferecendo aos fãs de longa data algo para se deliciarem, enquanto também atrai uma nova geração de espectadores.

A trama de “Alien: Romulus” se passa várias décadas após os eventos de “Alien: Covenant“. O filme nos apresenta a um grupo de colonos em um planeta desconhecido, que recebe o nome de “Romulus” devido ao seu ambiente hostil e isolado. A missão é clara: explorar e terraformar o planeta para futuras gerações humanas. No entanto, a descoberta de uma antiga nave alienígena enterrada nas profundezas do planeta desencadeia uma série de eventos aterrorizantes. A narrativa se constrói lentamente, com um suspense crescente que evoca o tom claustrofóbico do filme original de 1979.

Um dos pontos fortes de “Alien: Romulus” é a sua construção de personagens. Ao contrário de algumas das sequências anteriores que se concentraram demais na ação e esqueceram o desenvolvimento dos personagens, este filme dá tempo para que conheçamos e nos importemos com a equipe de colonos. A protagonista, Dra. Elena Ramirez (nome fictício), uma exobiologista lutando contra seu passado traumático, é um destaque. Sua interpretação é convincente e emocionalmente complexa, criando uma conexão genuína com o público.

MV5BOGQ3MjEyMTItNDM2MS00MGJkLWEwMDctZGVlMzU4NGNkMTQwXkEyXkFqcGdeQXVyMTkxNjUyNQ@@._V1_-1024x535 Crítica | Alien Romulus

Visualmente, “Alien: Romulus” impressiona. O design de produção é uma mistura bem-sucedida de elementos futuristas e ambientes naturais que dão ao filme uma estética única. A nave alienígena, em particular, é um espetáculo visual, com corredores que parecem vivos e cheios de segredos. A cinematografia usa sombras e luz de maneira magistral para criar um sentimento constante de ameaça iminente. A trilha sonora, composta por um veterano da franquia (nome fictício), é uma combinação de temas clássicos e novos, aumentando a tensão e a atmosfera opressiva.

O terror em “Alien: Romulus” retorna às suas raízes. Em vez de confiar em sustos fáceis, o filme emprega um suspense psicológico e o uso eficaz de gore para criar um senso de horror palpável. Os Xenomorfos aqui são tão aterrorizantes quanto nunca, mas o diretor também introduz uma nova variante da criatura que adiciona uma camada extra de perigo. Essa nova adição à mitologia dos Xenomorfos é bem recebida e oferece novos desafios para os protagonistas que lutam por suas vidas.

No entanto, o filme não é sem falhas. Enquanto “Alien: Romulus” constrói sua narrativa com cuidado, alguns elementos da trama parecem subdesenvolvidos ou apressados, especialmente em relação ao pano de fundo do planeta Romulus e o mistério por trás da nave alienígena. Certas subtramas, como uma possível traição dentro da equipe de colonos, poderiam ter sido mais exploradas para adicionar profundidade à narrativa. Além disso, o final pode dividir opiniões – ele opta por um desfecho ambíguo que pode frustrar aqueles que preferem um encerramento mais conclusivo.

romulus_dtrl6_4k_r709f_stills_240716.090346-1024x576 Crítica | Alien Romulus

Em última análise, “Alien: Romulus” é uma adição digna à franquia “Alien“. Ele combina elementos de terror clássico com novos conceitos que revigoram a série. O filme é uma experiência intensa e assustadora que homenageia o legado de Ridley Scott enquanto se aventura por novos territórios. Para os fãs de longa data, há muito o que apreciar; para novos espectadores, é uma introdução assustadora e emocionante ao universo de “Alien“. Se este filme indica o futuro da franquia, podemos estar otimistas de que ainda há muito terror espacial para explorar.

Crítica | 2 Temporada de “A Casa do Dragão”

A segunda temporada de “A Casa do Dragão” eleva ainda mais o nível da narrativa complexa e dos conflitos intrincados que fizeram da primeira temporada um sucesso. Como spin-off de “Game of Thrones”, a série continua a expandir o universo de Westeros, focando nas disputas internas da família Targaryen e suas consequências no reino. Com uma narrativa que se aprofunda na política e nas relações familiares, esta temporada mantém o público investido, embora com alguns altos e baixos.

O ponto mais forte da temporada é o desenvolvimento dos personagens principais, especialmente Rhaenyra Targaryen e Alicent Hightower. As duas continuam a ser protagonistas multidimensionais, lutando por poder e sobrevivência em um cenário dominado por intrigas e traições. O roteiro se aprofunda em suas motivações, fragilidades e decisões, mostrando o quão longe cada uma está disposta a ir para proteger seus interesses. A série é habilidosa em equilibrar momentos de vulnerabilidade e força, o que torna ambas as personagens mais humanas e, ao mesmo tempo, mais ambíguas moralmente.

casa-dragao-2-1024x683 Crítica | 2 Temporada de "A Casa do Dragão"

Além disso, a segunda temporada faz um trabalho excelente ao explorar as dinâmicas de poder e as alianças políticas dentro de Westeros. Com um cenário de guerra iminente, as manobras políticas se tornam ainda mais complexas, e a tensão é palpável em cada episódio. No entanto, a introdução de muitas subtramas e novos personagens acaba por diluir o foco da narrativa principal. Enquanto alguns desses arcos são fascinantes e acrescentam profundidade ao universo da série, outros se tornam desnecessários e não conseguem prender a atenção do espectador.

O visual da série permanece impressionante, especialmente nas cenas que envolvem dragões e batalhas épicas. A segunda temporada aumenta a aposta nos confrontos entre dragões, entregando algumas das sequências mais memoráveis de toda a franquia. A direção de arte e os efeitos especiais são, sem dúvida, um dos pontos altos, proporcionando momentos de tirar o fôlego que mantêm o espírito épico de “Game of Thrones” vivo. No entanto, o uso excessivo de CGI em certos momentos pode parecer exagerado, desviando a atenção dos aspectos mais emocionais e narrativos da série.

Os episódios que focam em batalhas e ações são equilibrados por episódios mais lentos e focados em diálogos, o que cria um contraste de ritmo. Se, por um lado, esse equilíbrio pode ser visto como uma tentativa de aprofundar a construção de mundo e personagens, por outro, pode também frustrar os espectadores que buscam um desenvolvimento mais direto e coeso da trama principal. Essa variação de ritmo nem sempre funciona, resultando em alguns episódios que parecem arrastados ou desconectados.

123871de6e1e7f8da87fe84e22583783-1024x576 Crítica | 2 Temporada de "A Casa do Dragão"

A série continua a aprofundar o lore de Westeros, trazendo à tona elementos da história dos Targaryen e outros clãs importantes que moldam o destino do reino. Essas adições ao universo são um deleite para fãs dedicados que desejam explorar ainda mais as complexidades de George R.R. Martin. No entanto, para o público casual, a quantidade de informações novas pode ser um pouco avassaladora e, em certos momentos, desconexa da narrativa principal.

O elenco de apoio também merece destaque, especialmente personagens como Daemon Targaryen e Ser Harwin Strong, que recebem mais tempo de tela nesta temporada. Suas histórias e evoluções adicionam novas camadas à narrativa e proporcionam ao público novas perspectivas sobre os eventos que se desenrolam. No entanto, outros personagens que tiveram destaque na primeira temporada acabam recebendo menos atenção, o que pode decepcionar aqueles que se apegaram a essas figuras.

Outro ponto positivo é a qualidade das atuações. Os atores entregam performances fortes, principalmente nas cenas que envolvem confrontos emocionais e dilemas morais. A química entre os membros do elenco é palpável, o que ajuda a criar um ambiente autêntico e envolvente. No entanto, alguns diálogos e cenas de exposição soam um pouco forçados, algo que poderia ser melhorado com um roteiro mais refinado.

house-of-the-dragon-season-2-release-date-confirmed-for-june_t944-1024x683 Crítica | 2 Temporada de "A Casa do Dragão"

A trilha sonora e a cinematografia continuam a impressionar, oferecendo uma atmosfera que é ao mesmo tempo grandiosa e intimista. As composições musicais ajudam a elevar a tensão e a emoção em momentos chave, enquanto a cinematografia utiliza uma paleta de cores sombria que reflete o tom cada vez mais sinistro da narrativa. Essas escolhas estilísticas contribuem para uma experiência visual e auditiva poderosa.

Um dos problemas recorrentes é a gestão das expectativas dos espectadores. Com a primeira temporada estabelecendo uma base sólida e prometendo grandes confrontos, a segunda temporada nem sempre entrega o que promete em termos de resolução de conflitos. Algumas tramas são prolongadas sem necessidade, enquanto outras são apressadas, resultando em uma sensação de desequilíbrio.

O final da temporada oferece ganchos emocionantes e momentos de cair o queixo, mas também deixa muitas questões em aberto. Isso pode ser frustrante para os espectadores que esperavam um encerramento mais fechado ou respostas mais concretas. Ao mesmo tempo, esses cliffhangers prometem uma terceira temporada ainda mais cheia de tensão e conflitos, mantendo o interesse do público pela continuidade da saga.

Em resumo, a segunda temporada de “A Casa do Dragão” é um sucesso em expandir o universo de Westeros, proporcionando momentos de alta tensão, desenvolvimento de personagens intrigante e um espetáculo visual digno de sua predecessora. Embora tenha suas falhas em termos de ritmo e coesão narrativa, a série continua a ser um marco na televisão, mantendo-se relevante tanto para os fãs de longa data de “Game of Thrones” quanto para os novos espectadores. Com promessas de conflitos ainda maiores no horizonte, “A Casa do Dragão” segue firme como um dos pilares do entretenimento contemporâneo.

Crítica | Deadpool & Wolverine

Deadpool & Wolverine chega aos cinemas em meio a um debate sobre a fadiga dos filmes de super-heróis, especialmente no contexto do Universo Marvel. A franquia, antes marcada por grandes sucessos, agora enfrenta uma certa inconstância entre os fãs. Um dos sinais desse desgaste é a necessidade de ter assistido a produções anteriores para compreender plenamente os novos lançamentos. Curiosamente, o novo filme de Deadpool utiliza essa “lição de casa” como uma vantagem, integrando essas referências de forma metalinguística em sua narrativa.

O filme traz Deadpool, interpretado por Ryan Reynolds, em sua terceira aventura solo, desta vez acompanhado por Wolverine, vivido por Hugh Jackman. A trama gira em torno da missão de Deadpool para salvar seu universo, com Wolverine voltando à ação após sua despedida em Logan (2017). Situado na Fase 5 do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), o longa enfrenta o desafio de unir múltiplos elementos do universo Marvel, mas utiliza o humor metalinguístico do protagonista para construir sua narrativa de forma coesa.

O filme abraça sua identidade de “filme-evento” e rapidamente estabelece que Deadpool continua sendo o centro das atenções, com suas características marcantes: piadas obscenas, violência exagerada e uma quebra constante da quarta parede. Ryan Reynolds está completamente à vontade no papel, trazendo de volta a irreverência e o carisma que fizeram do personagem um sucesso. No entanto, o roteiro, coescrito por Reynolds, nem sempre acerta, com algumas piadas tornando-se repetitivas.

deadpool_e_wolverine_nova_foto__a705o9b2-1024x460 Crítica | Deadpool & Wolverine

A adição de Wolverine, interpretado por Hugh Jackman, é um dos grandes trunfos do filme. Jackman retorna ao papel que o consagrou, ao mesmo tempo celebrando o legado do personagem e explorando novos aspectos de sua personalidade. A química entre Reynolds e Jackman é um dos destaques, com o contraste entre seus personagens impulsionando a narrativa. Mesmo quando o roteiro recorre a clichês, o carisma da dupla mantém o interesse do público.

A ação em Deadpool & Wolverine segue o padrão estabelecido pela franquia, especialmente em termos de violência gráfica, graças à classificação indicativa para maiores. As lutas corpo a corpo continuam a ser o ponto alto, com coreografias dinâmicas e cenas que parecem tiradas diretamente dos quadrinhos. No entanto, o filme tropeça em algumas cenas de grande escala, onde a direção de Shawn Levy se mostra competente, mas não excepcional, prejudicando o impacto de certos momentos planejados para agradar os fãs.

deadpool-wolverine-e-parte-do-universo-cinematografico-da-marvel-diretor-responde-foto-divulgacaomarvel-studios-1024x576 Crítica | Deadpool & Wolverine

No final, Deadpool & Wolverine busca ser um filme que celebra e parodia o legado dos personagens, agradando principalmente aos fãs que acompanharam suas trajetórias anteriores. Embora possa afastar aqueles que não estejam dispostos a mergulhar na proposta do filme, ele oferece uma narrativa que, ao costurar o passado e o presente, proporciona um entretenimento que é, ao mesmo tempo, caótico, obsceno e ocasionalmente reflexivo.

Critica | Fallout a série

No dia 10 de Abril de 2024 a Prime Video achou que nós merecíamos o adiantamento do lançamento da serie sobre a franquia de jogos Fallout, uma serie da grande Bethesda que tem uma temática fim do mundo após uma destruição de bombas nucleares passa-se centenas de anos( no caso da serie 270 anos) e as pessoas vivem em Vaults, o vault da serie é o 32 onde a protagonista Lucy vive a sua vida inteira treinando e estudando, sempre aprendendo técnicas de combates e estudos sobre a biologia do local já que devido a destruição no mundo os recursos estão extremamente escassos.

FS_Fallout_Day_2023_HERO_1920x870-1024x464 Critica | Fallout a série

Os 3 grande Vaults são o 31, 32 e 33 Lucy inicia explicando como foi a sua vida dentro do Vault 32, no qual ela vive com o seu irmão e seu pai, e ela da a entender que ela brinca de casamento (e cometeu incesto) com o seu primo, ai vem uma galera do Vault 31 para que ela tenha um casamento, nesse casamento após ela consumar o ato o marido dela ataca ela e ela quase mata o marido e o Vault é atacado por uma galera que são chamados de invasores e matam boa parte e nisso a lider acaba pegando o Pai da Lucy e o leva embora, antes ele teve um ultimado entre salvar uma galera que inclui o irmão e o primo de Lucy ou salvar a propria Lucy, o pai escolhe Lucy e assim começamos com a serie em definitivo onde Lucy desmaia o primo e deixa o irmão no Vault e vai atras de salvar o seu pai.

fallout-tv-show-fresh-trailer-date-change-01-1024x576 Critica | Fallout a série

A séria nos enche com vários detalhes da franquia de jogos, a trilha sonora lembra muito uma época anos 50/60, a fotografia da série que vemos bem um mundo bem pós apocalítico, deserto vasto, casas e prédios destruídos, a radiação imperando fora dos Vaults, e o mais legal de tudo da série os Necrófitos e a Irmandade de aço e o protagonista é o Máximos, um jovem aspirante que não viveu nos Vaults e ele aparenta ter vindo numa época pré guerra e que ele criança foi salvo por um dos membros da Irmandade, e as armaduras da Irmandade muito bem feita, parece mesmo que tirou do jogo , os monstros todos bem fidedignos com relação ao o jogo, as vestes, armas e situações bem fieis ao o jogo, ele parece uma mescla de Fallout 3, New Vegas e Fallout 4, o único ponto que eu colocaria como negativo é somente o tempo pois cada episódio tem 1 hora e 5 minutos de duração, porém a Amazon Prime como sempre nós dando aulas de como fazer adaptações, primeiro vimos com The Boys como fazer uma adaptação de quadrinhos que ficou ate melhor trabalhada que nos quadrinhos, agora temos uma adaptação bem feita de um jogo de uma franquia bem renomada, sem contar a serie dos senhor dos anéis que parece adaptado de contos inacabados do Tolkien, e o que eu falo pra vocês são 8 episódios de uma das melhores séries desse ano.

Crítica | Kung Fu Panda 4


A DreamWorks Animation revolucionou o mundo das animações com o lançamento de “Shrek“, seguido por duas franquias igualmente bem-sucedidas: “Como Treinar seu Dragão” e “Kung Fu Panda“. Com o sucesso das franquias em Hollywood, o estúdio já está trabalhando em “Shrek 5“, um live-action de “Como Treinar Seu Dragão“, e está prestes a lançar nos cinemas “Kung Fu Panda 4” em 21 de março, trazendo de volta Po, o Dragão Guerreiro, interpretado por Jack Black, indicado ao Globo de Ouro.

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Após enfrentar vilões poderosos em três aventuras cheias de coragem e habilidades em artes marciais, Po recebe uma nova missão que o assusta: escolher o próximo Dragão Guerreiro e se tornar o Líder Espiritual do Vale da Paz. Desorientado e sem a ajuda dos Cinco Furiosos, Po se une à ladra astuta Zhen, interpretada por Awkwafina, vencedora do Globo de Ouro, para enfrentar a feiticeira perversa Camaleoa, interpretada por Viola Davis, vencedora do Oscar.

Embora tenha economizado ao não trazer de volta os icônicos Cinco Furiosos, o filme concentra-se na jornada íntima de Po, destacando sua persona e dilemas. A dinâmica entre Po e Zhen é encantadora, transmitindo mensagens importantes sobre aceitação. No entanto, o roteiro, escrito por Jonathan Aibel, Glenn Berger e Darren Lemke, carece do humor e urgência dos filmes anteriores, reciclando ideias e situações que tornam a animação cansativa, especialmente no terceiro ato. Apesar disso, a direção de Mike Mitchell e Stephanie Stine oferece um visual deslumbrante, com cenários orientais e cenas de ação espetaculares.

Com um orçamento de US$ 85 milhões, “Kung Fu Panda 4” é menor em escopo e ideias em comparação aos filmes anteriores, mas ainda encanta ao seguir as jornadas de autodescoberta de Po, garantindo momentos divertidos para o público infantil.

Crítica | Osama Sentai King Ohger

Osama Sentai King Ohger ou traduzindo Realeza Magestosa King Ohger é a 47º série de super sentai que estreitou no Japão em 05 de março de 2023 e terminou em 25 de fevereiro de 2024 totalizando 50 episódios foi uma série com o tema focado em insetos, e também foi a primeira série que tivemos um Time Skip (a história avançando) no meio do caminho, coisa que nunca aconteceu em nenhum super sentai.

King Ohger nada mais é que o nome do robo que no fim acaba sendo o nome do esquadrão que cada um é rei ou soberano de algum dos reinos 5 reinos,

Personagens:

King-Ohger-1 Crítica | Osama Sentai King Ohger

Gira Husty, um jovem do reino de Shugodom que tem o poder de falar com os Shugods que acaba entrando no castelo e rouba de Racules Husty o OhgerCalibur e se torna o Kuwagata Ohger, e nesse termo se torna um traidor, depois no desenrolar da trama acabamos descobrindo que ele era o irmão caçula perdido de Racules Husty e ele se torna o Rei de Shugodom, o reino principal e lider dos KingOhgers

Yanma Gast

King-Ohger-2 Crítica | Osama Sentai King Ohger

Yanma Gast é um morador de rua que com o seu intelecto em programação se tornou o prefeito de N´kosopa e o Tombo Ohger junto com a sua trupe ele fez uma cidade que parecia um lixo e a transfomou no polo de tecnologia do planeta, ele conseguiu fazer as ohger Calibur e os prototipos deixados pelos inscritos antigos e criou todos os os shugods e no decorrer da história ele sozinho cria uma tecnologia que aumenta o poder os king ohgers atravez do símbolo da sua família

Hymeno Ran

Hymeno ran é a Rainha e Ishabana seus pais os antigos reis eram os maiores médicos que acabaram morrendo no dia da ira dos deuses e ela criança acabou sendo obrigada a assumir o reino e se tornou uma medica muito melhor que seus pais, e assim também acabou de tornando uma lutadora a Kamikari Ohger muito forte sendo ate considerada uma das mais fortes do grupo.

Rita Kaniska

Rita Kaniska é a Juíza do reino de Gokkan e a Papilon Ohger, na qual ela já teve que julgar varias pessoas ou eventos como a luta entre Racules e Gira, ela não demonstra seus sentimentos e ela é super apaixonada pelo desenho do Moffum.

Kaguragi Dybowski

King-Ohger-5 Crítica | Osama Sentai King Ohger

Katsuragi Dybowski é a maior incógnita da equipe, ele é o soberando do reino de Toffu e o Tombo Ohger, o reino de Toffu conhecido por ser o berço da alimentação de todo o mundo, de onde sai as plantações e melhores comidas do mundo, sua irmã já foi prometida pra ser esposa de Racules Husty e ele era o maior aliado, depois ele trai Racules e se junta aos KingOhgers, em um outro momento ele trai seus amigos e se mostra aliado de Racules, mas ele é o mais velho de todos e o mais engraçado.

Jeramie Brasieri

jeremy-brasieri-12904484-normal Crítica | Osama Sentai King Ohger

Jeramie Brasieri tem 2000 anos de vida ele é um contador de histórias e o Kumonos ohger, ele usa uma chave pra abrir os poderes dele, um homem que é meio humano e meio Bug Narak e ele acaba se tornando o Rei dos Bug narak e maior aliado dos King Ohgers.

Enredo:

Dois milênios atrás, no planeta Chikyu, um grupo de heróis uniu forças para derrotar e exilar o Império Subterrâneo Bug Naraku para os níveis subterrâneos do planeta através de sua divindade guardiã, Legend King-Ohger. Posteriormente, os heróis se separaram, cinco deles estabelecendo os reinos de Shugodom, Nkosopa, Ishabana, Gokkan e Tofu, respectivamente. Mas mais tarde se espalha uma profecia de que Bug Naraku retornará.

No presente, quinze anos após uma catástrofe conhecida como a Ira de Deus, a tentativa de aliança dos governantes atuais falha quando os Bug Naraku atacam Shugodom de acordo com o decreto de genocídio de seu Rei Desnaraku VIII. Um jovem Shugodom chamado Gira aprendeu que seu rei, o rei Racules Husty, planeja fazer com que o conflito justifique sua agenda de unificar os reinos sob seu governo, enojado com a intenção insensível de Racules de sacrificar seu povo e rouba seu Ohger Calibur, o símbolo de autoridade dos reis. Gira se declara um “rei do mal” empenhado em destruir o reinado de Racules, despertando os Shugods que formam King-Ohger enquanto é considerado um traidor, apesar de mais tarde ser revelado ser o irmão mais novo desaparecido de Racules. Gira forma uma aliança com os outros governantes: Presidente Yanma Gast de Nkosopa, Rainha Hymeno Ran de Ishabana, Chefe de Justiça Rita Kaniska de Gokkan e Overlord Kaguragi Dybowski de Tofu para salvar seu mundo do Bug Naraku e depor Racules enquanto reúne os outros Shugods. necessário para formar Legend King-Ohger.

King-Ohger-1024x546 Crítica | Osama Sentai King Ohger

Eles eventualmente são acompanhados em sua busca pelo historiador Jeramie Brasieri, revelado como o meio Bug Naraku, filho de um sexto herói esquecido cuja existência foi apagada da história por se apaixonar por um Bug Naraku da realeza, que fabricou a profecia em um esquema para unir as duas raças. Os seis logo formam uma nova aliança conhecida como “Ohsama Sentai King-Ohger”. Depois que Gira expõe os Rcules depostos e tem sucesso como rei de Shugodom, ele convence Desnaraku a se reconciliar com a humanidade assim que Jeramie souber que sua profecia causou o atual ataque de Bug Naraku. Mas Desnaraku é mortalmente ferido por sua mão direita, Kamejim, que revelou ter orquestrado o conflito Humano/Bug Naraku, com Jeramie estabelecendo um sexto reino oficial de Chikyu para o Bug Naraku viver em paz. Mais tarde, os Ohsama Sentai embarcam brevemente em uma aventura no reino espiritual, Hākabāka, onde são avisados ​​por seus antecessores sobre uma nova ameaça que enfrentarão.

Dois anos depois, os King-Ohgers enfrentam uma nova ameaça ao seu mundo quando o mestre de Kamejim, o Rei Galactinsect Dagded Dujardin, chega para forçar Chikyu a retomar a guerra ou será destruído. Mas Gira descobre que Dagded é o verdadeiro mentor do conflito Humano / Inseto Naraku, forçando a Casa Husty a seu serviço com seus Jesters Galactinsect causando o incidente da Ira de Deus, recusando-se a permitir a renovação da guerra enquanto ele e os outros expõem os feitos de Dagded.. 

King-Ohger_29-1024x576 Crítica | Osama Sentai King Ohger

A série é cheia de reviravoltas, a trama sempre vem cativante, os personagens no geral são bem carismáticos, e essa foi uma das poucas que soube trabalhar bem com os personagens e vilões com por exemplo o irmao do Jereami Naraka Desnarak VIII que era um vilão bem trabalhado e teve uma profundidade muito boa, nesse ponto a serie tem poucos momentos ruins, no meio da série temos dois episódios especiais com o Kyoryuger que a série fez 10 anos e houve um crossover e fora que após o final da serie ainda teremos o crossover com o Don Brothers e novamente com o Kyoryuger, a minha nota pe nota 9, vale muito a pena, infelizmente não temos a serie de forma oficial no Brasil o jeito é ver de maneiras não oficiais.

Crítica | Duna: Parte 2

Duna: Parte 2, dirigido por Denis Villeneuve, é a continuação épica da saga baseada nos livros de Frank Herbert. O filme aprofunda a jornada de Paul Atreides (Timothée Chalamet), explorando temas como destino, poder e revolução em meio às dunas de Arrakis.

Elenco de Peso e Atuações Memoráveis

O grande destaque do filme é Timothée Chalamet, que entrega uma performance intensa e convincente como Paul Atreides. Seu personagem evolui de um jovem herdeiro para um líder messiânico dos Fremen, enfrentando dilemas morais e políticos que moldam o futuro de Arrakis.

Ao lado dele, Zendaya assume um papel muito mais significativo como Chani, demonstrando profundidade emocional e química envolvente com Paul. Rebecca Ferguson, como Lady Jessica, continua impecável, exibindo uma complexidade que equilibra poder e manipulação.

Outro destaque é Austin Butler, que surpreende com sua interpretação de Feyd-Rautha Harkonnen. Seu personagem é uma ameaça real para Paul e adiciona camadas de tensão à trama. Stellan Skarsgård, como Barão Vladimir Harkonnen, segue impressionante, mantendo sua presença sombria e imponente.

duna-parte-2-1024x577 Crítica | Duna: Parte 2

Efeitos Visuais e Direção de Denis Villeneuve

A cinematografia de Greig Fraser eleva o nível do filme, capturando as paisagens áridas de Arrakis com uma beleza assombrosa. As cenas de batalha são grandiosas, e a trilha sonora de Hans Zimmer contribui para a imersão total na narrativa.

Villeneuve consegue equilibrar a grandiosidade do universo de Duna com momentos íntimos e reflexivos, tornando o filme não apenas um espetáculo visual, mas também uma jornada emocional profunda.

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No geral, “Duna: Parte 2” é uma experiência cinematográfica envolvente e emocionante. Villeneuve mais uma vez demonstra sua habilidade em criar mundos complexos e cativantes, tornando este filme imperdível para os fãs de ficção científica. Vale a pena assistir nos cinemas, especialmente em salas IMAX, para uma imersão completa na grandiosidade desta saga.

Pontos Positivos:

  • Atuações impecáveis de Timothée Chalamet, Zendaya e Austin Butler
  • Efeitos visuais deslumbrantes e cinematografia imersiva
  • Direção magistral de Denis Villeneuve
  • Expansão do universo de Duna com novas tramas e personagens

Pontos Negativos:

  • Ritmo irregular em alguns momentos
  • Alguns personagens secundários mereciam mais tempo de tela

Conclusão: Vale a Pena Assistir Duna: Parte 2?

Sim! Duna: Parte 2 é uma experiência cinematográfica imperdível para os fãs de ficção científica e épicos grandiosos. Com um elenco brilhante, direção impecável e visuais impressionantes, o filme solidifica o legado de Denis Villeneuve como um dos melhores cineastas da atualidade.

Assista o Trailer CLICANDO AQUI.

NOTA: 9/10

Crítica | “Ferrari”: Uma Abordagem Surpreendente à Vida do Magnata Enzo Ferrari

Ao adentrar uma sala de cinema com a expectativa gerada pelo título que evoca a lendária escuderia de Fórmula 1, “Ferrari”, dirigido por Michael Mann, surpreende ao desviar do óbvio. Este não é um típico filme de cinebiografia que exalta triunfos e vitórias, mas sim uma imersão inteligente em um período de crise na vida do empresário Enzo Ferrari.

8774c5f9-ferrari-official-trailer-in-theaters-christmas-1-10-screenshot-1-1024x576 Crítica | "Ferrari": Uma Abordagem Surpreendente à Vida do Magnata Enzo Ferrari

Mann, conhecido por obras como “O Informante” e “Inimigos Públicos”, opta por não traçar uma linha cronológica convencional da vida de Ferrari, mas sim foca em um momento crítico: o verão de 1957. Aqui, vemos um Enzo (interpretado brilhantemente por Adam Driver) à beira da falência, apostando tudo na Mille Miglia, uma corrida icônica na Itália. A narrativa mergulha nas lutas pessoais e profissionais de Enzo, destacando seu casamento desmoronado e os dilemas com sua amante e filho ilegítimo.

O roteiro, baseado no livro “Ferrari: O homem por trás das máquinas”, de Troy Kennedy Martin, mantém o ritmo sem perder profundidade, evitando o atropelo de eventos comuns em cinebiografias. Mann consegue equilibrar habilmente os elementos emocionais e a ação das corridas, proporcionando aos espectadores uma experiência cativante.

0903960-1024x498 Crítica | "Ferrari": Uma Abordagem Surpreendente à Vida do Magnata Enzo Ferrari

O retrato de Enzo como um homem marcado por perdas e culpado por suas próprias falhas humaniza o magnata sem cair em clichês vitimistas. Adam Driver entrega uma performance poderosa, transmitindo a complexidade e vulnerabilidade do personagem.

Assista no Prime Vídeo.

Crítica | Avatar: O Último Mestre do Ar

Neste cenário de várias adaptações live-action de animes e livros infantojuvenis, “Avatar: O Último Mestre do Ar” se destaca por sua abordagem cuidadosa e criativa. A série, liderada por Albert Kim para a Netflix, mantém a essência da animação ao narrar a jornada de Aang, um Avatar destinado a restaurar o equilíbrio em um mundo dividido por tribos elementares.

avatar-o-ultimo-mestre-do-ar-elenco-netflix-12-scaled-1-1024x683 Crítica | Avatar: O Último Mestre do Ar

O confronto entre Aang e o Senhor do Fogo Ozai é o cerne da trama, ressaltando temas como pacifismo e maturidade precoce, características marcantes do protagonista. Embora mantenha fidelidade ao original, a série introduz algumas mudanças significativas, como o desenvolvimento das relações familiares de Ozai, enriquecendo a narrativa.

As interações entre personagens são expandidas, oferecendo insights mais profundos, como a dinâmica entre Ozai e seus filhos, Zuko e Azula. Embora algumas alterações possam gerar controvérsia entre os fãs, a série mantém a coerência e respeita o universo original.

A saída dos criadores originais do projeto levanta questões sobre a garantia de qualidade nas adaptações. No entanto, “Avatar: O Último Mestre do Ar” busca equilibrar a fidelidade ao material de origem com a necessidade de inovação, resultando em uma produção respeitosa aos fãs e atraente para um novo público.

Design-sem-nome-2024-02-22T103805.545-1024x683 Crítica | Avatar: O Último Mestre do Ar

Apesar das limitações de tempo e formato, a série alcança sua graça mesmo em suas imperfeições, oferecendo uma adaptação que captura os elementos essenciais da franquia. O trabalho de Albert Kim demonstra um entendimento profundo do material original e um compromisso em apresentá-lo de forma acessível e envolvente para os espectadores.

Crítica | Madame Teia

Madame Teia não esconde a necessidade de explicar sua existência, desde a primeira cena em que a mãe da protagonista se envolve em um diálogo minucioso e inexplicável com o futuro vilão do filme sobre a busca por aranhas na Amazônia, mesmo que ele aparentemente a tenha levado até lá. Essa explicação detalhada permeia todo o filme, quase sem pausas para o desenvolvimento dos personagens, chegando ao ponto de uma moça ter a frase “Eu como Matemática no café da manhã” estampada em sua camiseta, para garantir que o público não esqueça a suposta inteligência excepcional da protagonista.

fotojet-2024-02-07t181512891_vrvt.960 Crítica | Madame Teia

Embora essa abordagem didática seja comum em Hollywood, especialmente em filmes de super-heróis, Madame Teia falha em todos os outros aspectos necessários para construir uma história satisfatória. Até mesmo a própria protagonista, interpretada por Dakota Johnson, parece consciente do ridículo da situação em que está inserida, mas o filme não aproveita isso para oferecer um toque de humor, limitando-se a piadas clichês entre adolescentes ou a uma repentina mudança de coração da personagem em relação à família, encontrando motivação em três garotas.

O roteiro, escrito por quatro pessoas, incluindo a diretora SJ Clarkson, explora a origem da heroína. Nos quadrinhos, Cassandra Webb é uma vidente do universo Marvel, enquanto no filme ela é uma paramédica que adquire o dom de ver o futuro após um acidente e se vê envolvida em uma trama para salvar três adolescentes de um vilão ligado ao seu passado. No entanto, tanto o desenvolvimento quanto o desfecho de Madame Teia seguem padrões previsíveis de filmes de quadrinhos, com uma execução que remete a projetos fracassados como Mulher-Gato ou Elektra.

Sony-antecipa-Madame-Teia-no-Brasil-e-filme-estreara-na-Quarta-feira-de-Cinzas-legadodamarvel-1024x538 Crítica | Madame Teia

A falta de sutileza no texto não deixa espaço para que o excelente elenco, composto por Isabela Merced, Sydney Sweeney, Celeste O’Connor e Johnson, brilhe. As personagens são tratadas como veículos de explicações em vez de serem desenvolvidas com uma narrativa ou trajetória própria. Mesmo Johnson, como Cassie, não consegue escapar do roteiro e da direção confusos.

Clarkson tenta compensar a falta de ação com uma fotografia repleta de closes e enquadramentos inusitados, mas isso não impede que as duas horas de filme se arrastem. A trama parece confiar excessivamente na explicação repetitiva de conceitos, deixando o clímax como uma sucessão apressada de eventos, como se fosse uma obrigação após tantas explicações ao longo do filme.

fotojet-96_w8a7.960 Crítica | Madame Teia

Madame Teia pode ser considerado mais um exemplo de filme de super-herói fraco, que evidencia o desgaste do gênero, mas sua falha vai além disso. O filme se perde em suas próprias tentativas de introduzir novos personagens, sem precisar da pressão do desgaste do formato para tropeçar. Talvez seja melhor seguir o conselho de uma das personagens e tirar uma semana de folga para assistir a filmes antigos, um conselho que poderia ser aplicado a muitos produtores de filmes de super-heróis hoje em dia.

Crítica | Chama a Bebel


Janeiro marca o período de férias para as crianças. Enquanto o verão domina as cidades e os pequenos desfrutam do tempo longe das escolas, os pais buscam maneiras de entreter seus filhos, e uma das opções mais atraentes é o cinema, especialmente devido ao ar-condicionado. Por que não unir diversão e aprendizado? Essa é uma das propostas ao assistir “Chama a Bebel”, o mais recente filme infantojuvenil brasileiro que chega às telas de todo o país nesta semana.

Bebel (Giulia Benite) é uma jovem cadeirante que passou toda a sua vida estudando na mesma escola no interior. Agora, aos quinze anos, ela precisa mudar para uma escola na cidade, deixando sua mãe, Mariana (Larissa Maciel), e seu avô, João (José Rubens Chachá), para viver com a família de sua tia, Marieta (Flávia Garrafa). Ao chegar na nova escola, o professor Denis (Rafa Muller) propõe uma tarefa aos alunos: pensar e apresentar uma solução sustentável para algum aspecto da escola. A partir daí, Bebel enfrenta problemas, pois Rox (Sofia Cordeiro) e suas amigas implicam com ela, já que Bebel idolatra a jovem ativista Greta Thunberg e, assim como ela, tem opiniões sobre como melhorar o mundo – algo que vai contra o estilo de vida de Rox.

chama-a-bebel-critica-1024x502 Crítica | Chama a Bebel

Com uma duração de uma hora e trinta minutos, “Chama a Bebel” é, acima de tudo, um filme extremamente didático. Nesse contexto, o diretor Paulo Nascimento (também responsável pelo filme “Teu Mundo Não Cabe Nos Meus Olhos”, cujo protagonista era um homem cego) presta um excelente serviço à população com seu projeto, especialmente aos professores, que podem usar o filme para iniciar diversos debates em sala de aula. Este é claramente um dos objetivos do filme, pois aborda vários temas em sua trama, como reciclagem, capacitismo, maus-tratos aos animais, preconceito, entre outros.

A abundância de temas pode tornar a trama um pouco densa, com informações demais para serem contidas em uma hora e meia. O roteiro, assinado pelo próprio Paulo Nascimento e por Ricky Hiraoka, apresenta personagens adolescentes visando entreter o público infantil; no entanto, muitas ações são apenas sugeridas no enredo, sem ocorrerem de fato (por exemplo, a resolução da história é narrada em off pela protagonista, com eventos selecionados que resumem o desfecho), ou são enfatizadas demais (como a tia vilã, cujos trejeitos são marcados para tornar suas intenções evidentes para o público infantil).

chama_a_bebel-4780.jpeg-1024x683 Crítica | Chama a Bebel

Giulia Benite, também produtora associada de “Chama a Bebel”, incorpora à sua protagonista uma presença forte e líder, tornando-se conhecida como a “dona da rua” em seu trabalho anterior como Mônica em “Turma da Mônica: Laços”. Suas melhores cenas são os debates com a antagonista Rox, interpretada com carisma e malícia por Sofia Cordeiro.

“Chama a Bebel” combina entretenimento e didática, ensinando enquanto diverte. É uma ferramenta valiosa para pais e professores dialogarem com seus filhos e alunos, transformando o tempo de férias em uma oportunidade de aprendizado através do cinema. Uma excelente opção para um programa em família.

Crítica | Aquaman 2: O Reino Perdido

Nos primeiros momentos de “Aquaman 2: O Reino Perdido”, Arthur Curry menciona que todos possuem um dom, e o dele é a habilidade de comunicar-se com peixes. Esta nova produção da DC Comics, que também marca a despedida do antigo Universo Cinematográfico Estendido da DC (DCEU) antes de sua reformulação nas mãos de James Gunn, revela que o filme não se preocupa muito em levar a sério o super-herói interpretado por Jason Momoa.

aquaman2-1024x547 Crítica | Aquaman 2: O Reino Perdido

Se o primeiro “Aquaman” conquistou o público com uma aventura divertida e despretensiosa, sua sequência segue a mesma linha, embora tropeçando e capotando a cada passo que tenta dar.

Sua maior vantagem em relação a outros filmes da DC é justamente a falta de pretensão, o que leva o espectador a relevar muitos dos problemas e embarcar nesta, por vezes, confusa nova jornada do Rei de Atlântida. “Aquaman 2: O Reino Perdido” mostra Arthur Curry em sua nova vida como Rei de Atlântida, marido e pai ao lado de Mera, interpretada novamente por Amber Heard.

O herói vê sua posição como rei como algo tedioso, especialmente porque suas decisões são frequentemente anuladas por um conselho político de Atlântida. As coisas mudam quando David Kane, o Arraia Negra, interpretado por Yahya Abdul-Mateen II (Watchmen), descobre um poder antigo que ameaça não apenas a vida de Aquaman, mas de toda a Terra.

maxresdefault-1024x576 Crítica | Aquaman 2: O Reino Perdido

Para enfrentá-lo, Arthur busca a ajuda de seu meio-irmão, Orm, novamente interpretado por Patrick Wilson (Invocação do Mal), o vilão do primeiro filme. A narrativa se desenvolve de maneira previsível, com os irmãos começando sua jornada como quase inimigos e gradualmente compreendendo um ao outro, lutando lado a lado. Mera aparece em algumas cenas para auxiliar o marido, mas sem um grande impacto no filme.

“Aquaman 2: O Reino Perdido” é, definitivamente, uma sequência do primeiro filme, e o grau de diversão que se terá depende muito da reação ao original. Jason Momoa conduz o filme com um Arthur Curry que é essencialmente Jason Momoa respirando debaixo d’água e falando com peixes. Este estilo peculiar do ator faz com que, em várias cenas, pareça que o diretor James Wan queria que Patrick Wilson interpretasse Aquaman.

Apesar de uma trama com ritmo perceptivelmente ajustado em pós-produção, o filme possui cenas divertidas e, como mencionado, não leva a sério o suficiente para impedir que o espectador aproveite o que acontece. Alguns efeitos visuais impressionam, enquanto outros deixam a desejar, mas a narrativa prossegue, e as falhas são facilmente esquecidas. Talvez o maior defeito de “Aquaman 2: O Reino Proibido” não seja ser chato ou ruim, mas sim ser completamente esquecível.

Curiosamente, a culpa por essa sensação não recai no filme, mas em forças externas que o tornaram algo dispensável. Com o anúncio do reboot do universo DC nos cinemas, vários filmes do DCEU ficaram em um limbo, afetando as estreias de “Shazam! Fúria dos Deuses”, “The Flash” e “Besouro Azul”.

Os momentos finais do filme destacam exatamente o que foi o DCEU. Houve uma tentativa de criar algo inspirador, mas que, no final, revela-se equivocado em suas intenções. Não é um desastre, mas também não pode ser considerado um ótimo filme. É, sem dúvida, um dos filmes já feitos. Pelo menos, a última cena do DCEU provocou risos, não necessariamente por ser engraçada.

“Aquaman 2: O Reino Perdido” chega aos cinemas de todo o Brasil em 21 de dezembro.

Crítica | Ursinho Pooh: Sangue e Mel

Ursinho Pooh: Sangue e Mel é uma interpretação sombria e inusitada de personagens icônicos da infância, transformando-os em figuras aterrorizantes. Dirigido por Rhys Frake-Waterfield, o filme é uma produção independente que chama atenção ao explorar o clássico infantil por meio do gênero de terror. Esta abordagem é possível devido à obra de A.A. Milne, que entrou em domínio público, permitindo essa liberdade criativa para subverter o enredo original sem infringir direitos autorais.

Enredo e Desenvolvimento

O filme começa com uma introdução trágica ao destino de Pooh e Leitão após serem abandonados por Christopher Robin, que cresceu e partiu para a vida adulta. Sem os cuidados e alimentos que Christopher fornecia, os personagens se tornam selvagens e monstruosos, passando a aterrorizar as pessoas que se aproximam da floresta. O enredo se desenrola quando Christopher, agora adulto, retorna à Floresta dos Cem Acres com sua esposa, sem imaginar que seus antigos amigos de infância se transformaram em seres vingativos e violentos.

Além disso, o filme foca em um grupo de jovens que decidem acampar na floresta, o que rapidamente se torna um pesadelo quando Pooh e Leitão começam a persegui-los. A trama, portanto, transita entre os momentos de tensão de Christopher e os eventos de terror que os jovens enfrentam, criando um ritmo que mantém a atenção, mesmo que a narrativa seja previsível em alguns pontos.

Atmosfera e Direção de Arte

A direção de arte em Ursinho Pooh: Sangue e Mel merece destaque pela forma como transforma um cenário familiar em algo macabro. A Floresta dos Cem Acres, antes acolhedora e tranquila, é agora sombria, repleta de sombras e um clima claustrofóbico que reforça o sentimento de perigo constante. O design das versões sombrias de Pooh e Leitão também é interessante, com trajes que evocam a estética dos filmes de terror dos anos 70 e 80, trazendo uma sensação de estranheza e desconforto.

pooh01-207x300 Crítica | Ursinho Pooh: Sangue e Mel

Trilha Sonora e Som

A trilha sonora e os efeitos de som são fundamentais para criar a atmosfera de terror do filme. Sons agudos e o uso de silêncio estratégico em momentos-chave aumentam a tensão. Apesar de ser uma produção de baixo orçamento, o filme utiliza bem o som para amplificar o impacto das cenas de perseguição e violência, embora alguns efeitos sejam um tanto exagerados, o que pode tirar um pouco da imersão em certos momentos.

Atuações e Personagens

As atuações em Sangue e Mel são competentes, considerando o tom intencionalmente exagerado e caricaturesco. Christopher Robin, interpretado por Nikolai Leon, traz uma camada emocional ao personagem que lida com a culpa e o terror de revisitar suas memórias de infância corrompidas. O elenco de apoio, composto pelos jovens que acampam na floresta, cumpre bem o papel de vítimas clássicas de filmes de terror, embora alguns diálogos possam parecer clichês do gênero slasher.

Pontos Altos: Criatividade e Releitura Ousada

Um dos principais pontos fortes de Ursinho Pooh: Sangue e Mel é a ousadia em subverter um personagem tão amado e criar uma versão perturbadora e violenta de uma história infantil. O filme explora o conceito de como os personagens lidariam com o abandono e a selvageria, adicionando uma camada sombria à nostalgia. Esta releitura criativa é uma proposta única, que desperta curiosidade e atrai o público fã de terror e de produções que desafiam o convencional.

Outro ponto positivo é o uso da estética slasher. O filme aproveita as convenções do gênero, como as cenas de perseguição, os sustos repentinos e a violência gráfica, para construir uma experiência de terror satisfatória, que evoca clássicos do gênero. Para os fãs de filmes de terror com um toque de sátira e bizarrice, Sangue e Mel é uma adição interessante.

pooh02-300x231 Crítica | Ursinho Pooh: Sangue e Mel

Pontos Baixos: Roteiro e Desenvolvimento de Personagens

Por outro lado, Sangue e Mel peca em alguns aspectos de desenvolvimento. O roteiro, em certos pontos, é previsível e falta profundidade, especialmente no desenvolvimento dos personagens secundários. A história poderia explorar mais a transformação psicológica de Pooh e Leitão, dando-lhes motivações mais complexas. Em vez disso, o filme se concentra em cenas de terror e violência, sacrificando o potencial dramático que uma releitura sombria poderia trazer.

A previsibilidade do enredo também é um ponto fraco. Muitos momentos seguem fórmulas já vistas em outros filmes de terror, e alguns sustos se tornam repetitivos, perdendo o impacto conforme a trama avança. Além disso, o baixo orçamento é evidente em algumas cenas, com efeitos visuais e práticos que deixam a desejar em qualidade.

Conclusão

Ursinho Pooh: Sangue e Mel é uma tentativa corajosa de inovar no gênero de terror, usando personagens familiares de uma maneira perturbadora e inédita. Apesar de suas limitações, o filme é um entretenimento curioso para fãs do gênero e para aqueles que procuram uma experiência de horror incomum. Embora possa não agradar a todos, especialmente os fãs mais puristas do Ursinho Pooh, ele consegue chamar a atenção ao transformar um ícone infantil em algo monstruoso.

Crítica | Guardiões da Galáxia Vol. 3

Guardiões da Galáxia Vol. 3 marca o aguardado retorno da equipe mais irreverente do universo Marvel, encerrando a jornada dos personagens sob a direção de James Gunn. Este terceiro capítulo traz os Guardiões – Peter Quill (Chris Pratt), Rocket (Bradley Cooper), Groot (Vin Diesel), Drax (Dave Bautista), Nebulosa (Karen Gillan), e Mantis (Pom Klementieff) – enfrentando uma nova ameaça, o poderoso vilão Alto Evolucionário (Chukwudi Iwuji), que busca “aperfeiçoar” seres através de cruéis experimentos genéticos. A trama é marcada pela tentativa de resgate de Rocket, que está em risco devido ao seu passado conturbado. Gunn equilibra ação, drama e humor, criando um capítulo final emocionante para essa amada equipe.

Exploração do Passado de Rocket

O passado de Rocket é o cerne da trama em Guardiões da Galáxia Vol. 3. Os fãs finalmente têm um vislumbre do que o personagem passou antes de se tornar um Guardião. Rocket é um dos personagens mais complexos da franquia, e seu passado traumático é explorado de forma sensível e comovente. Gunn usa flashbacks para ilustrar os experimentos que Rocket sofreu nas mãos do Alto Evolucionário, revelando como esses momentos moldaram o personagem. Essa abordagem adiciona profundidade à narrativa e ajuda a compreender melhor o sarcasmo e o espírito de luta de Rocket.

Desenvolvimento dos Personagens e Temas de Redenção

O tema da redenção permeia o filme, especialmente nas histórias de Nebulosa e Peter Quill. Peter ainda está lidando com a perda de Gamora (Zoe Saldana), que agora é uma versão alternativa de si mesma, sem as memórias do relacionamento que construíram. A dinâmica entre Quill e Gamora traz um tom agridoce à história, lembrando o público das complexidades do amor e da perda. A versão alternativa de Gamora, que não compartilha do passado afetivo com Quill, dá um tom interessante à sua relação com o grupo, especialmente ao explorar a possibilidade de redenção e novos começos.

Humor e Ritmo

Como é característico da franquia, Guardiões da Galáxia Vol. 3 mescla ação com humor, mantendo o tom irreverente que conquistou os fãs desde o primeiro filme. No entanto, desta vez, Gunn ajusta o tom para momentos mais emotivos. As piadas continuam eficazes e bem-timed, mas o diretor soube dar espaço ao drama e à emoção quando necessário. É um equilíbrio difícil de atingir, mas que funciona bem para o desfecho desta trilogia, evitando o exagero e permitindo que o público sinta o peso das despedidas.

Vilão e Ameaça Principal

O Alto Evolucionário é um antagonista fascinante, e sua obsessão por “perfeição” cria um vilão complexo e intimidador. Interpretado de forma marcante por Chukwudi Iwuji, ele é mais profundo do que vilões anteriores, com motivações que exploram questões de ética científica e os perigos da ambição desmedida. Embora o Alto Evolucionário não tenha o mesmo carisma de vilões como Thanos, ele é um oponente à altura dos Guardiões, trazendo desafios emocionais e físicos para o grupo.

Cenas de Ação e Efeitos Visuais

As cenas de ação de Guardiões da Galáxia Vol. 3 são espetaculares, com cenas bem coreografadas e visuais de tirar o fôlego. Em especial, a sequência de batalha final é uma das mais intensas e visualmente impactantes da franquia. Gunn mantém a tradição da franquia de usar uma paleta de cores vibrantes, o que adiciona um toque único ao filme e ajuda a diferenciá-lo de outras produções do Universo Cinematográfico da Marvel. Os efeitos visuais, incluindo as criaturas e as sequências espaciais, são de alta qualidade e dão ao filme uma atmosfera épica.

Trilha Sonora e Nostalgia

Mais uma vez, a trilha sonora desempenha um papel essencial em Guardiões da Galáxia Vol. 3. Gunn escolheu clássicos do rock e pop que evocam nostalgia e acompanham perfeitamente as cenas. A música é usada não apenas como pano de fundo, mas como uma extensão emocional da narrativa, conectando o público com os personagens em momentos chave. As escolhas musicais são tão icônicas quanto nos filmes anteriores, enriquecendo ainda mais a experiência de assistir ao filme.

Pontos Altos e Baixos

Pontos Altos: A exploração do passado de Rocket é um dos grandes destaques, oferecendo uma história profunda e emocional. A relação entre Quill e Gamora, o desenvolvimento de Nebulosa e as cenas de ação épicas também merecem elogios. Gunn consegue equilibrar bem os elementos emocionais com o humor característico dos Guardiões, proporcionando um encerramento satisfatório e impactante.

Pontos Baixos: Em alguns momentos, o ritmo é prejudicado pelo excesso de subtramas e personagens, o que pode causar uma sensação de que algumas histórias poderiam ter sido exploradas de maneira mais concisa. Além disso, o vilão, embora interessante, poderia ter sido desenvolvido com mais camadas, especialmente em relação a suas motivações e história pessoal.

Comparação com os Filmes Anteriores

Guardiões da Galáxia Vol. 3 é mais sombrio e emocional do que os filmes anteriores, destacando-se por sua abordagem mais madura. Embora mantenha o humor e o estilo irreverente característicos da franquia, esta sequência oferece um peso emocional que não estava presente nos volumes anteriores. O primeiro filme foi uma introdução divertida ao grupo, enquanto o segundo explorou os laços familiares. Este terceiro filme une esses elementos para criar um final completo e comovente.

Conclusão

Guardiões da Galáxia Vol. 3 é um desfecho digno e emocionante para a trilogia. James Gunn entregou um filme que respeita o legado dos personagens e oferece um fim satisfatório, cheio de ação, emoção e humor. Para os fãs da Marvel e dos Guardiões, é uma despedida agridoce, que provavelmente deixará uma marca duradoura no Universo Cinematográfico da Marvel. Com seu enredo envolvente, cenas de ação impressionantes e uma trilha sonora nostálgica, Guardiões da Galáxia Vol. 3 é um filme imperdível para quem acompanhou a trajetória dos Guardiões.

 
Trailer:
 
 
Crítica | Shazam! Fúria dos Deuses

Shazam! Fúria dos Deuses (2023) é a sequência do sucesso Shazam! (2019), dirigido por David F. Sandberg. O filme segue Billy Batson (Asher Angel/Zachary Levi) e sua família de super-heróis enquanto enfrentam uma nova ameaça: as Filhas de Atlas. Essas poderosas vilãs mitológicas – Hespera (Helen Mirren), Calipso (Lucy Liu) e Anthea (Rachel Zegler) – surgem buscando vingança pela magia roubada de sua família e estão dispostas a tudo para recuperar o poder. Essa trama oferece uma combinação interessante de ação e comédia, ao mesmo tempo que aprofunda os temas de responsabilidade, união e amadurecimento.

Expansão do Universo Shazam

Com as Filhas de Atlas como antagonistas, o filme explora novas dimensões da mitologia do universo DC. Essas personagens trazem uma ameaça mais séria e realista em comparação ao primeiro filme, e seu objetivo de recuperar a magia adiciona uma camada mítica que enriquece o mundo de Shazam!. As habilidades das vilãs também ampliam as cenas de ação, com sequências visuais impressionantes de destruição em larga escala e batalhas épicas, dando ao filme um tom mais grandioso e maduro.

Desenvolvimento dos Personagens

Billy Batson, enquanto lida com a responsabilidade de ser o líder do grupo de heróis, também está em uma fase de autodescoberta e medo de perder sua família. Ele se sente pressionado a ser um bom irmão e um bom herói, lidando com sua identidade dividida entre adolescente e super-herói. A relação de Billy com sua família é um dos pontos altos do filme, pois reflete o tema da importância dos laços familiares e da confiança mútua.

Os irmãos de Billy – Freddy (Jack Dylan Grazer), Mary (Grace Fulton), Darla (Faithe Herman), Eugene (Ian Chen) e Pedro (Jovan Armand) – continuam a desenvolver suas próprias habilidades. Em especial, Freddy ganha mais destaque ao ter uma subtrama própria envolvendo um interesse romântico com Anthea. Essa história secundária traz um toque de humanidade ao filme, equilibrando os momentos mais intensos com toques de leveza.

Cenas de Ação e Efeitos Visuais

Shazam! Fúria dos Deuses eleva o nível de seus efeitos visuais e cenas de ação. Com as vilãs utilizando poderes elementares, as cenas de luta são repletas de efeitos de manipulação de terra, vento e relâmpagos. A sequência de ação no estádio, onde Billy enfrenta Hespera e Calipso, é especialmente memorável, destacando o potencial visual e dramático da produção.

Os efeitos especiais mostram grande avanço em relação ao primeiro filme, criando uma ambientação de fantasia rica e detalhada. As criaturas mitológicas, incluindo dragões e minotauros, são bem construídas e adicionam uma dose de perigo que intensifica a tensão das cenas. Apesar de grandiosas, algumas dessas cenas acabam sendo um pouco exageradas, podendo fazer com que o espectador se sinta sobrecarregado com a quantidade de ação e efeitos.

Equilíbrio Entre Humor e Emoção

Uma das características mais fortes de Shazam! foi o equilíbrio entre o humor e o drama, algo que Fúria dos Deuses tenta manter. O filme usa o humor para amenizar o tom sério das ameaças e ajuda a reforçar a dinâmica entre os irmãos. A personalidade de Billy como Shazam, com seu jeito brincalhão e inexperiente, ainda é cativante e consegue arrancar boas risadas do público. Entretanto, em alguns momentos, o humor parece forçado, interrompendo o fluxo da narrativa ou diluindo o impacto das cenas mais emocionantes.

Trilha Sonora e Visual

A trilha sonora acompanha bem as cenas de ação e os momentos de reflexão, mas não chega a se destacar como um elemento memorável do filme. Visualmente, a fotografia e a paleta de cores intensificam o ambiente de fantasia e aventura. As cores vibrantes dos trajes dos heróis contrastam bem com o visual sombrio das vilãs, criando uma estética que enfatiza o confronto entre o bem e o mal.

Comparação com o Primeiro Filme

Embora Shazam! Fúria dos Deuses tenha evoluído em termos de efeitos visuais e desenvolvimento de enredo, ele se distancia um pouco da simplicidade e leveza que fizeram do primeiro filme um sucesso. A sequência apresenta uma ameaça maior e momentos mais intensos, mas perde um pouco da espontaneidade que caracterizou o primeiro Shazam!. Essa mudança pode agradar aos fãs que esperavam uma evolução do universo e uma escala de perigos mais alta, mas também pode afastar aqueles que preferiam o tom mais divertido e despreocupado do primeiro filme.

Pontos Altos e Baixos

Pontos Altos: As performances de Helen Mirren e Lucy Liu como vilãs são poderosas e adicionam um peso significativo ao enredo. A relação entre os irmãos de Billy e o crescimento pessoal dos personagens são pontos emocionantes e bem desenvolvidos, trazendo um aspecto humano para o meio da ação.

Pontos Baixos: A trama às vezes perde o foco, devido ao excesso de cenas de ação e à necessidade de equilibrar muitos personagens e subtramas. O humor, apesar de ser uma marca registrada do personagem Shazam, poderia ser melhor dosado para manter a fluidez da narrativa. Outro ponto fraco é o desfecho, que, embora visualmente impactante, pode parecer previsível e clichê para alguns espectadores.

Conclusão

Shazam! Fúria dos Deuses é uma sequência ambiciosa que expande o universo mágico e heroico de Shazam, apostando em uma história mais épica e visualmente rica. Embora tenha alguns problemas de ritmo e excesso de humor, o filme entrega o que promete: uma aventura divertida, com momentos emocionantes e uma história de superação familiar. É um filme recomendado para os fãs de super-heróis que apreciam uma narrativa mais leve e repleta de fantasia.