Crítica | Aquaman 2: O Reino Perdido

Nos primeiros momentos de “Aquaman 2: O Reino Perdido”, Arthur Curry menciona que todos possuem um dom, e o dele é a habilidade de comunicar-se com peixes. Esta nova produção da DC Comics, que também marca a despedida do antigo Universo Cinematográfico Estendido da DC (DCEU) antes de sua reformulação nas mãos de James Gunn, revela que o filme não se preocupa muito em levar a sério o super-herói interpretado por Jason Momoa.

aquaman2-1024x547 Crítica | Aquaman 2: O Reino Perdido

Se o primeiro “Aquaman” conquistou o público com uma aventura divertida e despretensiosa, sua sequência segue a mesma linha, embora tropeçando e capotando a cada passo que tenta dar.

Sua maior vantagem em relação a outros filmes da DC é justamente a falta de pretensão, o que leva o espectador a relevar muitos dos problemas e embarcar nesta, por vezes, confusa nova jornada do Rei de Atlântida. “Aquaman 2: O Reino Perdido” mostra Arthur Curry em sua nova vida como Rei de Atlântida, marido e pai ao lado de Mera, interpretada novamente por Amber Heard.

O herói vê sua posição como rei como algo tedioso, especialmente porque suas decisões são frequentemente anuladas por um conselho político de Atlântida. As coisas mudam quando David Kane, o Arraia Negra, interpretado por Yahya Abdul-Mateen II (Watchmen), descobre um poder antigo que ameaça não apenas a vida de Aquaman, mas de toda a Terra.

maxresdefault-1024x576 Crítica | Aquaman 2: O Reino Perdido

Para enfrentá-lo, Arthur busca a ajuda de seu meio-irmão, Orm, novamente interpretado por Patrick Wilson (Invocação do Mal), o vilão do primeiro filme. A narrativa se desenvolve de maneira previsível, com os irmãos começando sua jornada como quase inimigos e gradualmente compreendendo um ao outro, lutando lado a lado. Mera aparece em algumas cenas para auxiliar o marido, mas sem um grande impacto no filme.

“Aquaman 2: O Reino Perdido” é, definitivamente, uma sequência do primeiro filme, e o grau de diversão que se terá depende muito da reação ao original. Jason Momoa conduz o filme com um Arthur Curry que é essencialmente Jason Momoa respirando debaixo d’água e falando com peixes. Este estilo peculiar do ator faz com que, em várias cenas, pareça que o diretor James Wan queria que Patrick Wilson interpretasse Aquaman.

Apesar de uma trama com ritmo perceptivelmente ajustado em pós-produção, o filme possui cenas divertidas e, como mencionado, não leva a sério o suficiente para impedir que o espectador aproveite o que acontece. Alguns efeitos visuais impressionam, enquanto outros deixam a desejar, mas a narrativa prossegue, e as falhas são facilmente esquecidas. Talvez o maior defeito de “Aquaman 2: O Reino Proibido” não seja ser chato ou ruim, mas sim ser completamente esquecível.

Curiosamente, a culpa por essa sensação não recai no filme, mas em forças externas que o tornaram algo dispensável. Com o anúncio do reboot do universo DC nos cinemas, vários filmes do DCEU ficaram em um limbo, afetando as estreias de “Shazam! Fúria dos Deuses”, “The Flash” e “Besouro Azul”.

Os momentos finais do filme destacam exatamente o que foi o DCEU. Houve uma tentativa de criar algo inspirador, mas que, no final, revela-se equivocado em suas intenções. Não é um desastre, mas também não pode ser considerado um ótimo filme. É, sem dúvida, um dos filmes já feitos. Pelo menos, a última cena do DCEU provocou risos, não necessariamente por ser engraçada.

“Aquaman 2: O Reino Perdido” chega aos cinemas de todo o Brasil em 21 de dezembro.

Canal 3 Expo 2023

Nos dias 28 e 29 de outubro de 2023, São Paulo sediou um evento que foi uma verdadeira viagem ao passado: o Canal 3 Expo. Realizado há mais de 20 anos, este é o evento de retrogaming mais antigo do Brasil, conhecido por reunir fãs de consoles clássicos e jogos antigos.

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Desde 1999, o Canal 3 promove encontros para entusiastas de jogos retrô, sendo reconhecido como o grupo pioneiro do Brasil nesse segmento. No último evento, mais de 3000 participantes compareceram para competições, palestras, workshops e uma feira de jogos que contou com mais de 60 expositores de diversas regiões do país.

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O Canal 3 Expo aconteceu no State Innovation Center, localizado no bairro de Vila Leopoldina, em São Paulo. Em um espaço de mais de 2.000 metros quadrados, os visitantes encontraram verdadeiras preciosidades do universo gamer, incluindo consoles antigos, TVs de tubo, action figures raras e edições de colecionador de diversos tipos.

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Os participantes tiveram a chance de relembrar os jogos que marcaram época em um ambiente espaçoso e moderno. O evento ofereceu a oportunidade de jogar em consoles clássicos, assistir a palestras e workshops, e participar de trocas e vendas de jogos e consoles. Além disso, uma grande variedade de consoles, cartuchos e acessórios estava disponível à venda por diversos lojistas. A edição de 2023 também celebrou um momento importante: os 40 anos do lançamento do computador pessoal MSX.

Uma área especial permitiu que os visitantes experimentassem (ou relembrassem) a sensação de jogar com a tecnologia da época, incluindo TVs de tubo e consoles de diferentes marcas e modelos, alguns com controles arcade, especialmente para jogos de luta, todos mantendo seus controles originais para uma experiência autêntica.

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Além dos consoles e jogos, havia uma grande variedade de itens relacionados ao universo retrô à venda, como pôsteres, recriações de capas e caixas de jogos, placas e quadros de diversas categorias. Como se tratava de um evento com produtos raros e antigos, alguns dos quais nunca foram comercializados no Brasil, os preços dos itens de colecionador poderiam ser bastante elevados, proporcionando aos visitantes a chance de finalmente adquirir aqueles itens que, quando crianças, eles só podiam sonhar em ter.

Mais informações em Canal 3 Expo.

BGS 2023 – Como foi o evento?

A Brasil Game Show 2023 (BGS 2023) foi um grande evento que consolidou sua posição como a maior feira de games da América Latina, reunindo milhares de fãs de jogos eletrônicos, desenvolvedores, criadores de conteúdo, e personalidades da indústria. O evento, realizado em São Paulo, apresentou uma ampla variedade de atrações, incluindo estandes de empresas de peso, lançamentos de jogos, campeonatos de eSports, e a participação de convidados internacionais, oferecendo aos visitantes uma imersão completa no universo gamer.

brasil-game-show-2022-e1696505407788-1024x520 BGS 2023 - Como foi o evento?

Um dos maiores destaques da BGS 2023 foi a presença de grandes estúdios e desenvolvedores internacionais, como Ubisoft, Bandai Namco, e Capcom, que trouxeram seus lançamentos mais aguardados para o público experimentar. Jogos como Assassin’s Creed Mirage, Tekken 8, e Street Fighter 6 estavam disponíveis para teste, gerando longas filas e muita empolgação entre os visitantes. Além disso, algumas desenvolvedoras brasileiras também marcaram presença, mostrando a força da indústria nacional de games com títulos inovadores e atraentes.

O evento também foi palco de competições de eSports, que atraíram uma grande audiência. Torneios de CS, Valorant, Free Fire, e outros jogos populares ocorreram em arenas especialmente montadas, contando com narração ao vivo, transmissão online, e premiações significativas. Esses torneios destacaram o talento de jogadores brasileiros e da América Latina, que competiram ao mais alto nível, criando momentos emocionantes e inesquecíveis para os fãs de esportes eletrônicos.

Além dos estandes e competições, a BGS 2023 contou com uma série de painéis, palestras e workshops com convidados ilustres da indústria de games. Personalidades como Charles Martinet, famoso dublador do Mario, e Nolan Bushnell, criador do Atari, participaram de sessões de autógrafos, encontros com fãs, e discussões sobre o passado, presente e futuro dos videogames. Essas interações permitiram uma troca rica de conhecimentos e experiências, beneficiando tanto profissionais da área quanto entusiastas.

Os cosplays também foram um elemento vibrante na BGS 2023, com fãs de todas as idades exibindo suas criações inspiradas em personagens de jogos, animes e filmes. O evento contou com um concurso de cosplay que premiou as melhores performances e os trajes mais criativos, mostrando a dedicação e o talento da comunidade. Essa parte do evento adicionou um toque de fantasia e cor à atmosfera, destacando o entusiasmo dos fãs em celebrarem a cultura pop.

02-estande-nintendo-1024x544 BGS 2023 - Como foi o evento?

Em resumo, a Brasil Game Show 2023 foi um sucesso em termos de público, atrações e engajamento da comunidade gamer. O evento conseguiu reunir uma ampla gama de atividades e experiências, agradando a todos os tipos de jogadores, de casuais a hardcore. A BGS não apenas fortaleceu o mercado de jogos no Brasil, mas também reafirmou seu papel como um ponto de encontro crucial para a indústria global de games na América Latina.

Esperamos todos vocês na Brasil Game Show 2024.

Crítica | Ursinho Pooh: Sangue e Mel

Ursinho Pooh: Sangue e Mel é uma interpretação sombria e inusitada de personagens icônicos da infância, transformando-os em figuras aterrorizantes. Dirigido por Rhys Frake-Waterfield, o filme é uma produção independente que chama atenção ao explorar o clássico infantil por meio do gênero de terror. Esta abordagem é possível devido à obra de A.A. Milne, que entrou em domínio público, permitindo essa liberdade criativa para subverter o enredo original sem infringir direitos autorais.

Enredo e Desenvolvimento

O filme começa com uma introdução trágica ao destino de Pooh e Leitão após serem abandonados por Christopher Robin, que cresceu e partiu para a vida adulta. Sem os cuidados e alimentos que Christopher fornecia, os personagens se tornam selvagens e monstruosos, passando a aterrorizar as pessoas que se aproximam da floresta. O enredo se desenrola quando Christopher, agora adulto, retorna à Floresta dos Cem Acres com sua esposa, sem imaginar que seus antigos amigos de infância se transformaram em seres vingativos e violentos.

Além disso, o filme foca em um grupo de jovens que decidem acampar na floresta, o que rapidamente se torna um pesadelo quando Pooh e Leitão começam a persegui-los. A trama, portanto, transita entre os momentos de tensão de Christopher e os eventos de terror que os jovens enfrentam, criando um ritmo que mantém a atenção, mesmo que a narrativa seja previsível em alguns pontos.

Atmosfera e Direção de Arte

A direção de arte em Ursinho Pooh: Sangue e Mel merece destaque pela forma como transforma um cenário familiar em algo macabro. A Floresta dos Cem Acres, antes acolhedora e tranquila, é agora sombria, repleta de sombras e um clima claustrofóbico que reforça o sentimento de perigo constante. O design das versões sombrias de Pooh e Leitão também é interessante, com trajes que evocam a estética dos filmes de terror dos anos 70 e 80, trazendo uma sensação de estranheza e desconforto.

pooh01-207x300 Crítica | Ursinho Pooh: Sangue e Mel

Trilha Sonora e Som

A trilha sonora e os efeitos de som são fundamentais para criar a atmosfera de terror do filme. Sons agudos e o uso de silêncio estratégico em momentos-chave aumentam a tensão. Apesar de ser uma produção de baixo orçamento, o filme utiliza bem o som para amplificar o impacto das cenas de perseguição e violência, embora alguns efeitos sejam um tanto exagerados, o que pode tirar um pouco da imersão em certos momentos.

Atuações e Personagens

As atuações em Sangue e Mel são competentes, considerando o tom intencionalmente exagerado e caricaturesco. Christopher Robin, interpretado por Nikolai Leon, traz uma camada emocional ao personagem que lida com a culpa e o terror de revisitar suas memórias de infância corrompidas. O elenco de apoio, composto pelos jovens que acampam na floresta, cumpre bem o papel de vítimas clássicas de filmes de terror, embora alguns diálogos possam parecer clichês do gênero slasher.

Pontos Altos: Criatividade e Releitura Ousada

Um dos principais pontos fortes de Ursinho Pooh: Sangue e Mel é a ousadia em subverter um personagem tão amado e criar uma versão perturbadora e violenta de uma história infantil. O filme explora o conceito de como os personagens lidariam com o abandono e a selvageria, adicionando uma camada sombria à nostalgia. Esta releitura criativa é uma proposta única, que desperta curiosidade e atrai o público fã de terror e de produções que desafiam o convencional.

Outro ponto positivo é o uso da estética slasher. O filme aproveita as convenções do gênero, como as cenas de perseguição, os sustos repentinos e a violência gráfica, para construir uma experiência de terror satisfatória, que evoca clássicos do gênero. Para os fãs de filmes de terror com um toque de sátira e bizarrice, Sangue e Mel é uma adição interessante.

pooh02-300x231 Crítica | Ursinho Pooh: Sangue e Mel

Pontos Baixos: Roteiro e Desenvolvimento de Personagens

Por outro lado, Sangue e Mel peca em alguns aspectos de desenvolvimento. O roteiro, em certos pontos, é previsível e falta profundidade, especialmente no desenvolvimento dos personagens secundários. A história poderia explorar mais a transformação psicológica de Pooh e Leitão, dando-lhes motivações mais complexas. Em vez disso, o filme se concentra em cenas de terror e violência, sacrificando o potencial dramático que uma releitura sombria poderia trazer.

A previsibilidade do enredo também é um ponto fraco. Muitos momentos seguem fórmulas já vistas em outros filmes de terror, e alguns sustos se tornam repetitivos, perdendo o impacto conforme a trama avança. Além disso, o baixo orçamento é evidente em algumas cenas, com efeitos visuais e práticos que deixam a desejar em qualidade.

Conclusão

Ursinho Pooh: Sangue e Mel é uma tentativa corajosa de inovar no gênero de terror, usando personagens familiares de uma maneira perturbadora e inédita. Apesar de suas limitações, o filme é um entretenimento curioso para fãs do gênero e para aqueles que procuram uma experiência de horror incomum. Embora possa não agradar a todos, especialmente os fãs mais puristas do Ursinho Pooh, ele consegue chamar a atenção ao transformar um ícone infantil em algo monstruoso.

SEGA confirma participação na BGS 2023

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...A SEGA participará oficialmente do evento pela primeira vez com um estande próprio de 500 m² para apresentar seus jogos ao público da feira. As atividades e jogos que o famoso desenvolvedor apresentará ainda não foram anunciados.


Principalmente conhecida por franquias como Sonic the Hedgehog, a SEGA é um dos pináculos da indústria de jogos e entretenimento. “A participação da SEGA é um sonho meu desde o primeiro ano do evento, e confirmar sua presença nesta edição da Brasil Game Show é algo histórico”, afirma Marcelo Tavares, CEO e fundador da Brasil Game Show. que desenvolvedores com uma herança inesquecível queremos nos conectar mais com os fãs brasileiros que demonstram grande paixão por seus produtos. É uma honra fazer este anúncio”, acrescenta o CEO da BGS.
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“O Brasil tem uma paixão vibrante e empolgante por games, e isso fica ainda mais evidente na Brasil Game Show”, comenta Ian Curran, presidente e COO da SEGA of America, dos fãs brasileiros. “Estamos muito entusiasmados por participar oficialmente deste evento pela primeira vez e mal podemos esperar para trazer uma lista fantástica de jogos diretamente para nossos fãs.”

A BGS 2023 será realizada de 11 a 15 de outubro no Expo Center Norte, em São Paulo, e trará muitas novidades e atrações para os visitantes. Além de visitar o estande da SEGA, os participantes do evento poderão assistir a competições de eSports, como o CS:GO Women’s Championship, conferir lançamentos de jogos e produtos de jogos, se divertir em estações free-to-play, encontrar amigos, criadores de conteúdo e muito mais…


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REVIEW | Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons

Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons é a mais nova entrada na lendária franquia Double Dragon, lançada originalmente na década de 80 e conhecida por popularizar o gênero beat ‘em up. Desenvolvido pela Secret Base, o jogo oferece uma experiência clássica com elementos modernos que prometem trazer a franquia para uma nova geração de jogadores. Rise of the Dragons mistura mecânicas de luta nostálgicas com novos elementos roguelike e um sistema de progressão diferenciado.

Enredo e Ambientação

O jogo se passa em uma Nova York pós-apocalíptica devastada por gangues que dominam a cidade. Os irmãos Billy e Jimmy Lee, protagonistas icônicos da série, unem forças com novos aliados para enfrentar chefes de gangues que ameaçam a segurança da população. Cada área da cidade está sob o controle de uma gangue, e a missão dos protagonistas é libertar a cidade uma fase de cada vez. Embora o enredo seja simples e direto, ele se encaixa bem no tom de ação e caos urbano que Double Dragon sempre apresentou.

Jogabilidade e Mecânicas

Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons mantém o espírito clássico do combate beat ‘em up, com os jogadores avançando pelas fases e enfrentando hordas de inimigos. No entanto, o jogo introduz novas mecânicas que o diferenciam de outros títulos do gênero. Um dos principais destaques é o sistema de combate que combina ataques básicos, golpes especiais e o uso de itens de maneira estratégica. Cada personagem tem seu próprio estilo de luta, o que adiciona diversidade ao gameplay e incentiva o jogador a experimentar diferentes combinações.

Uma novidade interessante é o sistema de “tag team”, que permite ao jogador alternar entre dois personagens durante as lutas, semelhante a alguns jogos de luta arcade. Isso possibilita estratégias dinâmicas, onde um personagem pode descansar enquanto o outro continua no combate, o que ajuda a gerenciar a saúde e os ataques especiais em situações difíceis.

 
DDG2-300x174 REVIEW | Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons
 

Elementos Roguelike e Progressão

Em Rise of the Dragons, a cada nova jogada, o layout das fases e a dificuldade dos inimigos podem mudar, trazendo uma estrutura roguelike que adiciona uma camada de replayability ao jogo. Os jogadores podem acumular dinheiro ao longo das fases e usá-lo para desbloquear upgrades e habilidades permanentes, permitindo melhorias contínuas e incentivando jogadas repetidas. Esse sistema de progressão é uma adição bem-vinda, pois recompensa o esforço dos jogadores e aumenta o valor de replay do jogo.

Visual e Estilo de Arte

O estilo visual de Double Dragon Gaiden é um dos seus grandes atrativos. O jogo adota uma estética pixel art moderna, com uma paleta de cores vibrante e animações detalhadas que evocam os clássicos do gênero, mas com uma aparência mais refinada. As animações dos personagens são fluidas e cheias de personalidade, trazendo vida ao mundo apocalíptico e reforçando o tom nostálgico do título.

Trilha Sonora e Atmosfera

A trilha sonora de Rise of the Dragons combina sons eletrônicos modernos com batidas de estilo retrô, remetendo à era dos fliperamas dos anos 80 e 90. Cada fase possui músicas energéticas que se ajustam ao ritmo frenético das batalhas e ajudam a criar uma atmosfera envolvente. Para os fãs de longa data, a trilha traz aquela sensação de nostalgia, ao mesmo tempo que introduz novos arranjos.

DDG3-300x168 REVIEW | Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons

Pontos Altos: Nostalgia e Sistema de Combate Inovador

Entre os pontos altos de Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons está o equilíbrio entre nostalgia e inovação. A jogabilidade fluida e o sistema de “tag team” oferecem algo novo e refrescante para a série, enquanto o estilo visual e a trilha sonora remetem ao espírito dos jogos clássicos. Outro destaque é o fator replay, impulsionado pelo sistema roguelike e pelas diferentes combinações de personagens, que torna cada nova partida única e desafiadora.

Pontos Baixos: Dificuldade e Curva de Aprendizado

Por outro lado, alguns jogadores podem achar a dificuldade de Rise of the Dragons um pouco frustrante, especialmente em fases mais avançadas onde a quantidade de inimigos aumenta drasticamente. A curva de aprendizado pode ser íngreme, e o jogo exige que os jogadores entendam bem o funcionamento das mecânicas de troca de personagens e ataques especiais. Além disso, a estrutura roguelike, com a randomização de certos elementos, pode gerar uma experiência inconsistente, onde alguns runs se tornam excessivamente difíceis em comparação a outros.

Comparação com Outros Jogos Beat ‘em Up

Comparado a outros jogos do gênero beat ‘em up, como Streets of Rage 4 e Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge, Double Dragon Gaiden se destaca por seu sistema de progressão e mecânicas roguelike, que adicionam variedade à experiência. Enquanto Streets of Rage 4 é mais focado na narrativa linear e nos combos complexos, Double Dragon Gaiden oferece uma experiência mais dinâmica e imprevisível, sendo ideal para jogadores que gostam de ser desafiados e experimentar novos estilos de jogo.

Conclusão

Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons é uma adição sólida à série Double Dragon, trazendo mecânicas inovadoras e um estilo visual impressionante que consegue capturar o charme do passado enquanto moderniza a experiência para os jogadores atuais. Com sua jogabilidade dinâmica, modo de troca de personagens e elementos roguelike, o jogo oferece um frescor ao gênero beat ‘em up, tornando-se um título recomendado para fãs de ação nostálgica e novos jogadores em busca de desafios.

 
REVIEW | Gravity Circuit

Gravity Circuit, desenvolvido pela Domesticated Ant Games, é uma homenagem ao gênero de plataforma e ação dos anos 80 e 90, especialmente inspirado em títulos icônicos como Mega Man e Ninja Gaiden. Este jogo de ação indie, de visual pixel art, aposta em nostalgia com um toque de modernidade, trazendo uma jogabilidade rápida e desafiante. Lançado para PC e consoles, Gravity Circuit rapidamente conquistou fãs de jogos retrô que apreciam dificuldade, controles precisos e um enredo envolvente.

Enredo e Ambientação

A história de Gravity Circuit se passa em um mundo futurista onde a humanidade foi substituída por robôs. O protagonista, Kai, é um robô guerreiro com habilidades únicas, conhecido como “Gravity Circuit” devido ao seu poder especial de manipular a gravidade. Ele faz parte de um grupo de heróis que defende o mundo contra forças opressivas, mas agora enfrenta uma nova ameaça: uma rede de inteligência artificial chamada Virus Army, que deseja conquistar e destruir. A missão de Kai é impedir que o Virus Army tome conta das principais instalações e ameace o restante do mundo.

Jogabilidade e Mecânicas

A jogabilidade de Gravity Circuit é uma das principais razões para o seu sucesso. A movimentação de Kai é fluida, com habilidades como o “gancho de gravidade”, que permite ao jogador se balançar por obstáculos, alcançar plataformas e se locomover pelo cenário com grande liberdade. Essa mecânica de gancho traz um diferencial ao gameplay, adicionando uma camada de estratégia ao combate e ao design das fases. Além disso, Kai possui golpes de combate corpo a corpo que o tornam um personagem versátil em ataques, diferindo de jogos clássicos do gênero que focavam mais em combate à distância.

O jogo também traz um sistema de upgrades que permite ao jogador personalizar suas habilidades e adaptar Kai ao seu estilo de jogo. As melhorias podem incluir golpes mais fortes, saltos mais altos ou resistência aumentada, o que adiciona um toque de RPG leve ao jogo, incentivando a exploração e a repetição das fases para conseguir novos recursos.

 
gravit03-300x169 REVIEW | Gravity Circuit

Dificuldade e Desafio

Para os jogadores que gostam de um bom desafio, Gravity Circuit não decepciona. Cada fase apresenta obstáculos complexos, inimigos bem posicionados e plataformas de difícil acesso que exigem precisão e planejamento. O nível de dificuldade se aproxima do de jogos como Mega Man, mas com checkpoints bem distribuídos, o que torna a experiência menos frustrante e mais justa. O design das fases é bem elaborado, com uma curva de aprendizado progressiva, onde o jogador é encorajado a dominar cada nova habilidade introduzida.

Pontos Altos: Visual, Trilha Sonora e Nostalgia

O visual de Gravity Circuit é um espetáculo à parte. A estética em pixel art detalhada e a paleta de cores vibrante evocam o estilo dos jogos de 16 bits, mantendo uma identidade visual única e moderna. As animações de movimento de Kai e dos inimigos são fluídas e bem executadas, trazendo vida ao mundo do jogo.

A trilha sonora é outro ponto forte, composta por faixas eletrônicas que capturam perfeitamente a atmosfera de ação e aventura. A música aumenta a imersão nas fases e lembra o estilo clássico de trilhas dos jogos retrô, mas com uma qualidade sonora atualizada. Cada fase possui uma trilha específica que se ajusta bem ao ritmo do jogo, elevando a experiência e a nostalgia para os fãs dos clássicos.

 
Gravity-Circuit-1-300x169 REVIEW | Gravity Circuit

Pontos Baixos: Repetitividade e Limitações

Apesar das qualidades, Gravity Circuit tem alguns aspectos que podem ser melhorados. A repetitividade é um deles. Embora o design das fases seja variado, algumas mecânicas de inimigos e desafios começam a se repetir após certo tempo de jogo, o que pode deixar o jogador com a sensação de “deja-vu”. Além disso, a história, embora envolvente, não se aprofunda tanto quanto poderia nos personagens secundários e nas motivações do protagonista, o que poderia enriquecer a narrativa.

Outro ponto que pode ser uma limitação para alguns jogadores é a curva de dificuldade. Embora justa para os fãs do gênero, a dificuldade elevada pode afastar jogadores casuais que estão mais interessados na estética e no enredo do que na intensidade dos desafios. Uma opção de dificuldade ajustável poderia tornar o jogo mais acessível a uma gama maior de jogadores.

Comparação com Outros Jogos Estilo “Metroidvania”

Gravity Circuit tem algumas semelhanças com o gênero Metroidvania, como a exploração e o sistema de upgrades, mas é um jogo muito mais focado em ação e plataformas do que em exploração de mapas complexos. Comparado a títulos como Hollow Knight ou Axiom Verge, que incentivam a exploração e revisita de áreas, Gravity Circuit é mais linear e direto, o que o aproxima mais de Mega Man do que dos jogos de Metroidvania clássicos. Sua abordagem única, com combate corpo a corpo e o gancho de gravidade, ajuda a diferenciá-lo, trazendo frescor ao gênero.

Conclusão

Gravity Circuit é uma carta de amor aos fãs de jogos retrô e de ação, oferecendo uma experiência intensa, visualmente cativante e tecnicamente desafiadora. Com uma jogabilidade polida e um enredo que, embora simples, cativa pelo carisma do protagonista, o jogo consegue capturar a essência dos clássicos, enquanto adiciona mecânicas modernas que o tornam relevante no cenário atual dos games indie. É uma recomendação obrigatória para quem busca reviver a experiência dos jogos de plataforma clássicos, mas com uma identidade moderna e inovadora.

HoYoverse voltará na BGS 2023
bgs-genshin-300x223 HoYoverse voltará na BGS 2023

 

...A Brasil Game Show 2023 terá grandes novidades para os fãs de RPG. No maior evento de games da América Latina, a HoYovere, desenvolvedora de diversos jogos mundialmente reconhecidos, trará aos visitantes seus famosos títulos Genshin Impact, Honkai: Star Rail e Zenless Zone Zero, que estarão disponíveis em um estande de 500 m², o dobro do tamanho da última edição.

 
Honkai: Star Rail, o mais recente título de RPG de fantasia espacial que oferece uma jornada por vastos mundos desconhecidos, estará mais próximo de Trailblazers na América Latina. O jogo combina elementos de fantasia com mitos e lendas integrados em uma história de ficção científica espacial. Nele, os passageiros do Astral Express poderão celebrar uma viagem intergaláctica com um sistema de combate por turnos intuitivo, diversos companheiros diferentes e histórias envolventes. Tudo isso está disponível para os telespectadores da Brasil Game Show.
 
Genshin Impact, o popular RPG de aventura em mundo aberto agora em seu terceiro ano, também está pronto para atender fãs e jogadores na América Latina e oferecer ainda mais diversão e surpresas. Com sua próxima grande expansão introduzida por Fontaine, os jogadores logo poderão atravessar e explorar cinco das sete regiões principais, recrutando mais companheiros e desvendando gradualmente os segredos de Teyvat.
 
Por fim, Zenless Zone Zero, o tão aguardado RPG de ação da HoYoverse, também estará presente no estande do desenvolvedor na Brasil Game Show 2023. Uma demonstração prática estará disponível no estande, permitindo que visitantes da América Latina tenham uma prévia do jogo e uma primeira olhada na cidade de New Eridu.
 
Marcelo Tavares, idealizador e CEO da Brasil Game Show, destaca a presença das desenvolvedoras de jogos nesta edição do evento. “O crescimento e a trajetória desses RPGs refletem o potencial e o alcance do mercado de jogos. ‘Genshin Impact’ rapidamente reuniu uma enorme comunidade global e, durante a edição do ano passado da BGS, vimos em primeira mão como os jogadores são apaixonados pelo jogo. Agora, será uma enorme satisfação poder trazer ao público brasileiro novos títulos como ‘Zenless Zone Zero’ que será lançado durante a feira.”
 

Além de poder se encantar com as possibilidades que os games podem oferecer, os visitantes do estande poderão desfrutar de diversas atividades e interações com diversos mundos criados para os fãs de RPG.

 
BGS 2023
 
Quando: 11 a 15 de outubro (1º dia exclusivo para imprensa e negócios, além dos portadores do Passaporte Premium e Passaporte Camarote)
Onde: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo/SP
Horário: das 13h às 21h
 
 
 
Ingressos – 3º lote – até 10/08 (40% de desconto em relação ao lote final)
 
 
 
Individual – 12 ou 13 de outubro (meia-entrada): R$ 119,40 Ingresso individual válido para 1 (um) dia escolhido (12 ou 13/10).  
 
Individual – 14 ou 15 de outubro (meia-entrada): R$ 179,40 Ingresso individual válido para 1 (um) dia escolhido (14 ou 15/10).  
 
Passaporte 12, 13, 14 e 15 de outubro (meia-entrada): R$ 538,20 Passaporte com 4 ingressos para os dias 12, 13, 14 e 15/10. (Leve 4 e pague 3).
 
Passaporte Premium (meia-entrada): R$ 839,40 Válido para todos os dias, incluindo dia exclusivo para imprensa. No dia 11/10, a entrada é realizada às 15h.
 
Passaporte Business (meia-entrada): R$ 839,40 Válido para todos os dias, incluindo o dia exclusivo para imprensa. No dia 11/10 a entrada é realizada às 15h. Dá acesso a área business. 
 
Camarote Dia Único: R$ 599,40 Ingresso camarote para 1 (um) dia escolhido. (12, 13, 14 ou 15/10). Dá acesso ao camarote e entrada 1h antecipada.
 
Passaporte Camarote: R$ 2.399,40 Passaporte com 5 ingressos camarote para os dias 11, 12, 13, 14 e 15/10. Dá acesso ao camarote, entrada 1h antecipada e um kit exclusivo. No dia 11/10, a entrada é realizada às 15h….
 
Review | Star Wars Jedi: Survivor

Star Wars é uma franquia profundamente amada, e sempre que surge um novo livro, filme ou jogo, os fãs ficam extasiados. Quando Star Wars Jedi: Survivor foi anunciado, a empolgação foi palpável entre os entusiastas deste universo, ansiosos por explorar este novo jogo desenvolvido pela Respawn Entertainment e publicado pela EA. Este jogo de ação e aventura para um jogador oferece um mundo semiaberto para exploração, uma história cativante e visuais deslumbrantes, além de momentos de combate intensos que rivalizam com os melhores dos últimos anos, proporcionando uma sensação de continuidade com o retorno de alguns personagens de Star Wars Jedi: Fallen Order, enquanto o jogador continua sua batalha contra o Lado Sombrio da Força.

the-moment-in-star-wars-jedi-survivor-that-will-devastate-you-1920x1080-8d8ae01327e0-1024x576 Review | Star Wars Jedi: Survivor

Retomando o controle de Cal Kestis, um dos últimos Cavaleiros Jedi enfrentando o Império, somos apresentados a um personagem com um coração genuíno e uma lealdade inabalável, mas também carregando o peso da culpa por todas as perdas que sofreu. Esses traços essenciais do protagonista ajudam a construir uma narrativa envolvente, especialmente quando ele se vê imerso em um mundo misterioso chamado Tanalorr.

Com uma trama habilmente conduzida, Star Wars Jedi: Survivor pode ser apreciado tanto como parte de um conjunto quanto de forma independente. O retorno de alguns personagens conhecidos é equilibrado com a introdução de novos, contribuindo para o ritmo envolvente das interações. O jogo segue um padrão confortável de exploração, quebra-cabeças, missões e combates, e os problemas do seu antecessor foram cuidadosamente resolvidos, abandonando a abordagem Metroidvania em favor de atalhos e criaturas domesticáveis que facilitam a travessia dos ambientes.

Os combates em Star Wars Jedi: Survivor são desafiadores, especialmente as batalhas contra chefes, mas as opções de dificuldade ajustáveis garantem uma experiência adequada para cada jogador. Alternar entre diferentes posições em tempo real durante o combate, combinando movimentos regulares e poderes da Força, é extremamente satisfatório, proporcionando momentos de ação intensa e estratégia.

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No entanto, o ponto alto do jogo reside em sua exploração dos ambientes elaborados. A agilidade de Cal é destacada em saltos de força, corridas no ar e habilidades de escalada, tornando a travessia dos cenários uma experiência divertida e gratificante. Embora a quantidade de itens colecionáveis possa tornar a exploração um tanto tediosa em certos momentos, a maioria dos quebra-cabeças é intuitiva e fácil de resolver.

Em resumo, Star Wars Jedi: Survivor oferece uma campanha envolvente, combinando habilmente elementos de combate e exploração em um título de ação e aventura verdadeiramente notável.

 
 
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Crítica | Guardiões da Galáxia Vol. 3

Guardiões da Galáxia Vol. 3 marca o aguardado retorno da equipe mais irreverente do universo Marvel, encerrando a jornada dos personagens sob a direção de James Gunn. Este terceiro capítulo traz os Guardiões – Peter Quill (Chris Pratt), Rocket (Bradley Cooper), Groot (Vin Diesel), Drax (Dave Bautista), Nebulosa (Karen Gillan), e Mantis (Pom Klementieff) – enfrentando uma nova ameaça, o poderoso vilão Alto Evolucionário (Chukwudi Iwuji), que busca “aperfeiçoar” seres através de cruéis experimentos genéticos. A trama é marcada pela tentativa de resgate de Rocket, que está em risco devido ao seu passado conturbado. Gunn equilibra ação, drama e humor, criando um capítulo final emocionante para essa amada equipe.

Exploração do Passado de Rocket

O passado de Rocket é o cerne da trama em Guardiões da Galáxia Vol. 3. Os fãs finalmente têm um vislumbre do que o personagem passou antes de se tornar um Guardião. Rocket é um dos personagens mais complexos da franquia, e seu passado traumático é explorado de forma sensível e comovente. Gunn usa flashbacks para ilustrar os experimentos que Rocket sofreu nas mãos do Alto Evolucionário, revelando como esses momentos moldaram o personagem. Essa abordagem adiciona profundidade à narrativa e ajuda a compreender melhor o sarcasmo e o espírito de luta de Rocket.

Desenvolvimento dos Personagens e Temas de Redenção

O tema da redenção permeia o filme, especialmente nas histórias de Nebulosa e Peter Quill. Peter ainda está lidando com a perda de Gamora (Zoe Saldana), que agora é uma versão alternativa de si mesma, sem as memórias do relacionamento que construíram. A dinâmica entre Quill e Gamora traz um tom agridoce à história, lembrando o público das complexidades do amor e da perda. A versão alternativa de Gamora, que não compartilha do passado afetivo com Quill, dá um tom interessante à sua relação com o grupo, especialmente ao explorar a possibilidade de redenção e novos começos.

Humor e Ritmo

Como é característico da franquia, Guardiões da Galáxia Vol. 3 mescla ação com humor, mantendo o tom irreverente que conquistou os fãs desde o primeiro filme. No entanto, desta vez, Gunn ajusta o tom para momentos mais emotivos. As piadas continuam eficazes e bem-timed, mas o diretor soube dar espaço ao drama e à emoção quando necessário. É um equilíbrio difícil de atingir, mas que funciona bem para o desfecho desta trilogia, evitando o exagero e permitindo que o público sinta o peso das despedidas.

Vilão e Ameaça Principal

O Alto Evolucionário é um antagonista fascinante, e sua obsessão por “perfeição” cria um vilão complexo e intimidador. Interpretado de forma marcante por Chukwudi Iwuji, ele é mais profundo do que vilões anteriores, com motivações que exploram questões de ética científica e os perigos da ambição desmedida. Embora o Alto Evolucionário não tenha o mesmo carisma de vilões como Thanos, ele é um oponente à altura dos Guardiões, trazendo desafios emocionais e físicos para o grupo.

Cenas de Ação e Efeitos Visuais

As cenas de ação de Guardiões da Galáxia Vol. 3 são espetaculares, com cenas bem coreografadas e visuais de tirar o fôlego. Em especial, a sequência de batalha final é uma das mais intensas e visualmente impactantes da franquia. Gunn mantém a tradição da franquia de usar uma paleta de cores vibrantes, o que adiciona um toque único ao filme e ajuda a diferenciá-lo de outras produções do Universo Cinematográfico da Marvel. Os efeitos visuais, incluindo as criaturas e as sequências espaciais, são de alta qualidade e dão ao filme uma atmosfera épica.

Trilha Sonora e Nostalgia

Mais uma vez, a trilha sonora desempenha um papel essencial em Guardiões da Galáxia Vol. 3. Gunn escolheu clássicos do rock e pop que evocam nostalgia e acompanham perfeitamente as cenas. A música é usada não apenas como pano de fundo, mas como uma extensão emocional da narrativa, conectando o público com os personagens em momentos chave. As escolhas musicais são tão icônicas quanto nos filmes anteriores, enriquecendo ainda mais a experiência de assistir ao filme.

Pontos Altos e Baixos

Pontos Altos: A exploração do passado de Rocket é um dos grandes destaques, oferecendo uma história profunda e emocional. A relação entre Quill e Gamora, o desenvolvimento de Nebulosa e as cenas de ação épicas também merecem elogios. Gunn consegue equilibrar bem os elementos emocionais com o humor característico dos Guardiões, proporcionando um encerramento satisfatório e impactante.

Pontos Baixos: Em alguns momentos, o ritmo é prejudicado pelo excesso de subtramas e personagens, o que pode causar uma sensação de que algumas histórias poderiam ter sido exploradas de maneira mais concisa. Além disso, o vilão, embora interessante, poderia ter sido desenvolvido com mais camadas, especialmente em relação a suas motivações e história pessoal.

Comparação com os Filmes Anteriores

Guardiões da Galáxia Vol. 3 é mais sombrio e emocional do que os filmes anteriores, destacando-se por sua abordagem mais madura. Embora mantenha o humor e o estilo irreverente característicos da franquia, esta sequência oferece um peso emocional que não estava presente nos volumes anteriores. O primeiro filme foi uma introdução divertida ao grupo, enquanto o segundo explorou os laços familiares. Este terceiro filme une esses elementos para criar um final completo e comovente.

Conclusão

Guardiões da Galáxia Vol. 3 é um desfecho digno e emocionante para a trilogia. James Gunn entregou um filme que respeita o legado dos personagens e oferece um fim satisfatório, cheio de ação, emoção e humor. Para os fãs da Marvel e dos Guardiões, é uma despedida agridoce, que provavelmente deixará uma marca duradoura no Universo Cinematográfico da Marvel. Com seu enredo envolvente, cenas de ação impressionantes e uma trilha sonora nostálgica, Guardiões da Galáxia Vol. 3 é um filme imperdível para quem acompanhou a trajetória dos Guardiões.

 
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Crítica | Shazam! Fúria dos Deuses

Shazam! Fúria dos Deuses (2023) é a sequência do sucesso Shazam! (2019), dirigido por David F. Sandberg. O filme segue Billy Batson (Asher Angel/Zachary Levi) e sua família de super-heróis enquanto enfrentam uma nova ameaça: as Filhas de Atlas. Essas poderosas vilãs mitológicas – Hespera (Helen Mirren), Calipso (Lucy Liu) e Anthea (Rachel Zegler) – surgem buscando vingança pela magia roubada de sua família e estão dispostas a tudo para recuperar o poder. Essa trama oferece uma combinação interessante de ação e comédia, ao mesmo tempo que aprofunda os temas de responsabilidade, união e amadurecimento.

Expansão do Universo Shazam

Com as Filhas de Atlas como antagonistas, o filme explora novas dimensões da mitologia do universo DC. Essas personagens trazem uma ameaça mais séria e realista em comparação ao primeiro filme, e seu objetivo de recuperar a magia adiciona uma camada mítica que enriquece o mundo de Shazam!. As habilidades das vilãs também ampliam as cenas de ação, com sequências visuais impressionantes de destruição em larga escala e batalhas épicas, dando ao filme um tom mais grandioso e maduro.

Desenvolvimento dos Personagens

Billy Batson, enquanto lida com a responsabilidade de ser o líder do grupo de heróis, também está em uma fase de autodescoberta e medo de perder sua família. Ele se sente pressionado a ser um bom irmão e um bom herói, lidando com sua identidade dividida entre adolescente e super-herói. A relação de Billy com sua família é um dos pontos altos do filme, pois reflete o tema da importância dos laços familiares e da confiança mútua.

Os irmãos de Billy – Freddy (Jack Dylan Grazer), Mary (Grace Fulton), Darla (Faithe Herman), Eugene (Ian Chen) e Pedro (Jovan Armand) – continuam a desenvolver suas próprias habilidades. Em especial, Freddy ganha mais destaque ao ter uma subtrama própria envolvendo um interesse romântico com Anthea. Essa história secundária traz um toque de humanidade ao filme, equilibrando os momentos mais intensos com toques de leveza.

Cenas de Ação e Efeitos Visuais

Shazam! Fúria dos Deuses eleva o nível de seus efeitos visuais e cenas de ação. Com as vilãs utilizando poderes elementares, as cenas de luta são repletas de efeitos de manipulação de terra, vento e relâmpagos. A sequência de ação no estádio, onde Billy enfrenta Hespera e Calipso, é especialmente memorável, destacando o potencial visual e dramático da produção.

Os efeitos especiais mostram grande avanço em relação ao primeiro filme, criando uma ambientação de fantasia rica e detalhada. As criaturas mitológicas, incluindo dragões e minotauros, são bem construídas e adicionam uma dose de perigo que intensifica a tensão das cenas. Apesar de grandiosas, algumas dessas cenas acabam sendo um pouco exageradas, podendo fazer com que o espectador se sinta sobrecarregado com a quantidade de ação e efeitos.

Equilíbrio Entre Humor e Emoção

Uma das características mais fortes de Shazam! foi o equilíbrio entre o humor e o drama, algo que Fúria dos Deuses tenta manter. O filme usa o humor para amenizar o tom sério das ameaças e ajuda a reforçar a dinâmica entre os irmãos. A personalidade de Billy como Shazam, com seu jeito brincalhão e inexperiente, ainda é cativante e consegue arrancar boas risadas do público. Entretanto, em alguns momentos, o humor parece forçado, interrompendo o fluxo da narrativa ou diluindo o impacto das cenas mais emocionantes.

Trilha Sonora e Visual

A trilha sonora acompanha bem as cenas de ação e os momentos de reflexão, mas não chega a se destacar como um elemento memorável do filme. Visualmente, a fotografia e a paleta de cores intensificam o ambiente de fantasia e aventura. As cores vibrantes dos trajes dos heróis contrastam bem com o visual sombrio das vilãs, criando uma estética que enfatiza o confronto entre o bem e o mal.

Comparação com o Primeiro Filme

Embora Shazam! Fúria dos Deuses tenha evoluído em termos de efeitos visuais e desenvolvimento de enredo, ele se distancia um pouco da simplicidade e leveza que fizeram do primeiro filme um sucesso. A sequência apresenta uma ameaça maior e momentos mais intensos, mas perde um pouco da espontaneidade que caracterizou o primeiro Shazam!. Essa mudança pode agradar aos fãs que esperavam uma evolução do universo e uma escala de perigos mais alta, mas também pode afastar aqueles que preferiam o tom mais divertido e despreocupado do primeiro filme.

Pontos Altos e Baixos

Pontos Altos: As performances de Helen Mirren e Lucy Liu como vilãs são poderosas e adicionam um peso significativo ao enredo. A relação entre os irmãos de Billy e o crescimento pessoal dos personagens são pontos emocionantes e bem desenvolvidos, trazendo um aspecto humano para o meio da ação.

Pontos Baixos: A trama às vezes perde o foco, devido ao excesso de cenas de ação e à necessidade de equilibrar muitos personagens e subtramas. O humor, apesar de ser uma marca registrada do personagem Shazam, poderia ser melhor dosado para manter a fluidez da narrativa. Outro ponto fraco é o desfecho, que, embora visualmente impactante, pode parecer previsível e clichê para alguns espectadores.

Conclusão

Shazam! Fúria dos Deuses é uma sequência ambiciosa que expande o universo mágico e heroico de Shazam, apostando em uma história mais épica e visualmente rica. Embora tenha alguns problemas de ritmo e excesso de humor, o filme entrega o que promete: uma aventura divertida, com momentos emocionantes e uma história de superação familiar. É um filme recomendado para os fãs de super-heróis que apreciam uma narrativa mais leve e repleta de fantasia.